terça-feira, 24 de novembro de 2009

The Man with No Name


Se não me estivesse a doer muito a cabeça, falaria de Clint Eastwood e de como o adoro ver, velho e enrugado, a resmungar contra tudo e contra todos e a polir o seu magnífico Gran Torino verde, ou azul, ou o que era, e como adoro aquela dança final no The Good, The Bad and the Ugly, aquele olhar de desprezo, o andar firme, a postura toda convencida, a figura estilizada até à perfeição do duro de roer, batido pela vida e por isso invencível. O criminoso reformado e de bom coração em Unforgiven, o foragido espertalhão de Alcatraz, até o polícia quase psicopata que é Dirty Harry, adoro tudo, adoro o semblante de pedra, áspero, silencioso. Gosto, sobretudo, do facto de Clint Eastwood falar pouco mas, quando fala, é para fazer justiça, ou então para pôr alguém no seu miserável lugar - é que é uma coisa que entusiasma uma pessoa, de facto.
No entanto, o que eu gostava verdadeiramente era de poder, um dia, ver a dança final, icónica, de The Good, The Bad... no luxo de uma sala de cinema, com aquela música intensa e entusiasmante a retumbar. Isso e o Ran. É um sonho que eu acalento.

2 comentários:

Margarida disse...

(As melhoras da dor de cabeça, Rita)

(E assim não topas que não gosto - mesmo nada - do teu Clint...)

:D

Rita F. disse...

Obrigada, a dor de cabeça passou :)

Eu dantes também não gostava do Clint. Achava que era um bruto. Mas depois vi a trilogia-spaghetti, adorei e tudo mudou. Quer dizer, continuei a achar o Clint um bruto, mas passei a gostar dele. Não deu para controlar.