terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sinais de Fogo

Acabei de ler Sinais de Fogo, de Jorge de Sena, e tenho uma coisa a dizer - Jorge de Sena é O homem. Obrigada à minha querida S., que me ofereceu, pelo meu aniversário e num gesto de grande generosidade, a sua própria edição, numa altura em que, ainda por cima, Sinais de Fogo estava esgotado (que vergonha - agora já não está, sabias, S.? Queres que te ofereça pelos anos? Eh eh).
Bom. Como ultimamente a minha vida anda em período de, digamos que, entre a revolução e a modorra, que parece impossível mas é verdade, não tenho tido inspiração para escrever grande coisa, mas queria aqui dizer que Sinais de Fogo tem absolutamente de ser lido. Tem de.
E um livro assim, que chega até nós pela amizade e ainda por cima é glorioso, sabe mesmo bem. E quando o acabamos de ler à mesa do café, quando lá fora chovisca (ah, pois, que o calor de Portugal de que toda a gente se queixa não me tem chegado, e eu bem precisada dele estou), é mesmo perfeitinho.
O George Orwell escreveu sobre livros e cigarros. Eu gostaria de escrever sobre livros, cigarros e amigos, tudo à mesa dessa invenção indispensável que é "o café". Sim, porque, se formos a ver bem, o que é que eu tenho a menos que o George Orwell, não é? Nada, não é? Não precisam de responder, eu sei que todos concordam. [insert ironical emoticon]
Uma justificação mais profunda do poder de Sinais de Fogo vai ter de ficar para a próxima.

3 comentários:

Rui Almeida disse...

Fico muito contente com este post.
Talvez já não te lembres, mas disse-te algo muito parecido com o q dizes aqui numa das primeiras vezes q conversámos. E disse o mesmo d'O Físico Prodigioso.

Fado Alexandrino disse...

Gostaria de lhe apresentar um dos maiores admiradores de Sena, é este

http://portugaldospequeninos.blogspot.com/

Dois avisos prévios ou mesmo três.
Primeiro tem que procurar nos post aqueles que se referem a Sena, segundo é um blog de direita e terceira (lá está) é amargo até á medula.
Divirta-se tanto quanto eu a lê-lo.

Rita F. disse...

Rui, lembro-me, sim. Falaste-me até dos ensaios e poemas sobre Camões. A referência ao Físico é que, realmente, já me tinha escapado, portanto obrigada por voltares a mencionar.

Fado, outra coisa a "checkar". Mas isso da amargura é que me assusta um tanto ou quanto.