quinta-feira, 18 de julho de 2013

Hoje estava a pensar que este mundo é mesmo lixado. Em que raio de mundo é que é possível que um George Zimmerman seja absolvido depois de ter assassinado, disparando à queima-roupa, um adolescente desarmado, ao mesmo tempo que as desgraçadas das Pussy Riot passem dois anos num campo prisional crudelíssimo , longe dos seus filhos, por terem cantado uma canção de protesto numa igreja?
A tal vã filosofia de que Shakespeare falava, a mesma que não alcança tudo o que se passa entre o céu e a terra, não alcança mesmo. Pelo menos, a minha parca filosofia não alcança. Suspiro. 

4 comentários:

F.A. disse...

Este post enferma de alguns erros.
Primeiro o "adolescente" estava armado e a disparar.
Segundo o grupo das senhoras da "Pussy" invadiu uma igreja e insultou obscenamente os crentes que julgavam que aquilo era um espaço dedicado à devoção.
Terceiro, há "igrejas" onde o que elas fizeram teria levado a ficarem sem a cabeça.
Não que se perdesse grande coisa.
Melhores cumprimentos.

Rita F. disse...

Olhe que não, olhe que não. :D
No julgamento do Zimmerman, que para mim foi uma coisa infame, foi dado como provado que o adolescente não tinha uma arma de fogo. O júri discutiu se o mesmo adolescente estaria ou não armado, e entendeu que sim, porque se poderia ter armado com uma pedra do passeio ou um pau ou sei lá mais o quê. Agora, quem estava indubitavelmente armado com arma de fogo era o Zimmerman, que pelos vistos se considerava um justiceiro; seguiu o rapaz depois da polícia lhe ter dito para não o fazer, envolveu-se numa luta e deu-lhe não sei quantos tiros. Estamos a falar de uma altercação física entre um homem feito, armado e um adolescente desarmado. Acho escandaloso que este Zimmerman tenha sido pura e simplesmente absolvido por ter agido, alegadamente, em "legítima defesa" (até o júri acha; um dos membros veio dizer à imprensa que tinha muita pena de o ter absolvido, mas que face à lei, nomeadamente aquela coisa do Stand Your Ground, não tinha tido hipótese). Enfim, a lei é subjectiva e permite estas monstruosidades, ao invés de nos proteger delas.
Quanto às Pussy Riot, é verdade o que diz, elas insultaram os crentes. Fizeram-no de propósito, fizeram-no para conseguir atenção para o seu protesto. Se me perguntar se eu concordo que sejam castigadas, sim, infelizmente concordo. Não me ofenderam a mim nem me chocaram, mas sei que as pessoas que estavam na igreja têm direito à sua paz e à liberdade para celebrarem a sua fé. O que eu questiono é a razoabilidade do castigo. Que lhes passassem uma multa, que as pusessem a fazer serviço comunitário, mas bolas, dois anos de prisão em campos de concentração é de morrer! E elas, ao contrário do Zimmerman, não mataram ninguém. Para mim, matar alguém continua a ser um crime infinitamente pior do que entrar numa igreja e ofender pessoas.
Enfim, é a minha opinião. Cada um é como cada qual.

F.A. disse...

Sorry, tem razão.
The only eyewitness to the end of the confrontation stated that Martin was on top of Zimmerman and punching him, while Zimmerman was yelling for help. This witness, who identified himself as "John", stated that "the guy on the bottom, who had a red sweater on, was yelling to me, 'Help! Help!' and I told him to stop, and I was calling 911".[124] He went on to say that when he got upstairs and looked down, "the guy who was on the top beating up the other guy, was the one laying in the grass, and I believe he was dead at that point.".

É América, todos têm uma arma e quando necessário disparam, especialmente se for de noite e estivermos a ser esmurrados.
E todos têm consciência disto.

Anónimo disse...

a diferença é óbvia: um é homem, as restantes, mulheres.