
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Aula de aeróbica

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
(outra) Gaja que faz o meu estilo: Chloe Sevigny

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Amigos
É um "não te preocupes, vai correr tudo bem" vindo, às vezes, de muito longe.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Incógnita

Knocking on Heaven's Door
5 - SOBERBA/VAIDADE: yes, please.
Posso,pois, assegurar que S. Pedro não terá nunca que se preocupar que eu lhe bata à porta.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Confissões de uma dependente anónima

Cenas da minha vida conjugal
- Como?
- Não és. You don't have what it takes.
- Olha... eu neste momento não tenho paciência, tá bem? E muito menos com o inglês para aí misturado, és tão piroso, sabes que eu detesto gente que tem a mania que sabe falar inglês e faz figura de urso. Tens a mania que és internacional, é?
- Sempre te custou muito ouvir as verdades, não é? Começas logo ao ataque. Pois é, querida, mas mais tarde ou mais cedo vais ter de te confrontar com coisas que não queres ouvir.
- Ah, e tu é que me vais dizer essas coisas? Logo tu?
- Vou, sim. Vou ter de ser eu. Já que não deixas mais ninguém dizer, digo eu.
- Mas dizes o quê, afinal?
- Digo-te o que já te disse. You don't have what it takes.
-Ai, pára, a porcaria do inglês, que tortura...
- Vou sair de casa.
- O quê?! Mas... porquê?
- Nãããããããããããããããããõ!
E é esta a minha relação, traumática, desesperada, com uma folha de papel em branco, com um cursor a piscar, a piscar, a piscar, a pedir-me palavras que não chegam.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Lei do Menor Esforço

Lá fui eu ver o novo filme do Woody Allen este fim-de-semana.
Continuo a gostar tanto dele, tanto, tanto, tanto.
Mas não devido a este Vicky Cristina Barcelona, que não é horrível, mas também não é muito bom.
Eu acho que o Woody Allen tem uma cabeça que funciona a várias velocidades, como os automóveis, e ele vai controlando a velocidade a que quer que a cabeça funcione.
Por exemplo, acorda de manhã e não está para fazer nada, mas se não fizer nada aborrece-se, e por isso põe a primeira e pensa, "olha, assim como assim hoje também não tenho nada para fazer, a minha filha está ali a tratar dos nossos filhos - aaaah, nota mental: falar disto ao psiquiatra -, e se eu fizesse mas é um filme a despachar para encher tempo, pego ali no Crime e Castigo, em dois actores bem parecidos mas que queiram ser respeitáveis, invento uma coisa, filmo tudo num dia, tá a andar... é isso, vou chamar-lhe o Sonho de Cassandra, uma coisa assim a puxar aos Gregos para não desiludir o meu público, que gosta destas referências, é isso mesmo!"
Acorda noutro dia, põe a segunda e pensa, "pois é, Crime e Castigo, é isso, grande livro... e se eu inventasse uma história à Crime e Castigo mas em Londres, classe alta e tal, uma americana bimba, um oportunista do ténis, muito palacete inglês, gente a ler Strindberg, depois o tenista lá consegue casar com uma ricaça da alta, mas depois há a americana bimba a tentá-lo, e hei-de tornar o tenista horrível, mas todos os espectadores hão-de torcer por ele no fim, mas ao mesmo tempo vão criticá-lo e achar que ele é um animal, muito brechtiano... é isso mesmo, Match Point!"
Adoro Woody Allen e sei que está fora do seu alcance fazer um filme que seja horrível. Este Vicky Cristina é giro, divertido, com diálogos engraçados e reconhecíveis e, sinceramente, pelo Javier vale muito a pena ir ver o filme e regalar o olhar. Mas não enche as medidas. Ainda não foi desta que Woody Allen decidiu meter a quinta, nem a quarta, e duvido muito que tenha sequer arriscado a terceira.
No entanto, Woody - amor, I love you.
Alguém em quem confiar

Há pessoas que não enchem a sala nem o olhar. Não ficamos a olhar para elas quando passam por nós. Não dizem necessariamente coisas muito relevantes sempre que abrem a boca, e nós ficamos a pensar que elas, tudo bem, não serão más pessoas, mas são com certeza aborrecidas e cinzentas. Estas pessoas, geralmente, e pelo que tenho observado, limitam-se a ficar ali, quietinhas, à espera do momento em que alguém possa precisar delas. Quando isso acontece, desvelam verdadeiramente as suas grandes potencialidades. São de uma extraordinária sensatez, de uma inteligência profunda, ficamos de boca aberta a olhar para elas, a pensar "olha, quem diria, esta mosquinha morta, qual mosquinha morta, qual quê, é um ser espectacular", e sentimo-nos envergonhados por ter julgado alguém tão mal. Quando precisamos mesmo, normalmente não é o divertido, interessantíssimo e cosmopolita Fradique Mendes que corre em nosso auxílio; é antes a sensatez, a paz de espírito e a reserva de uma Morgadinha dos Canaviais, de quem eu, pessoalmente, gosto bastante, apesar de não ter nada contra, e tudo a favor, de Fradique Mendes.
sábado, 31 de janeiro de 2009
10 razões para não se gostar de amor

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
All together now
O meu andrógino preferido continua, no entanto, a ser o magnífico Tim Curry no Rocky Horror Picture Show, o filme mais série B, mais pindérico e mais fascinante de sempre. Deixo também um videozinho para ilustrar, mas ver o filme é que tem graça. Se se tiver a oportunidade de o ver no cinema, ainda mais, porque é um verdadeiro rega-bofe - as pessoas levantam-se das cadeiras, dançam e cantam. Verdadeiramente maravilhoso. Aliás, tenho muita pena que não haja versões sing-a-long de nenhum filme em Portugal, ou em Lisboa (eu, pelo menos, nunca ouvi falar, só as conheço de Inglaterra). O que eu gostava, o que eu adorava poder ir ver um filme ao cinema, o Rocky Horror, a Música no Coração, o sumptuoso Yellow Submarine (vi-o na Cinemateca no passado fim de semana e tive de me conter para não cantar as músicas todas a plenos pulmões, estava tão contente!), e toda a gente a cantar, como no Fame, era tão bom... porque é que isso nunca acontece.
Sweet Transvestite - Tim Curry
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Livros middleweight
Num filme de que gosto violentamente, Alta Fidelidade, John Cusack diz, a propósito de uma ex-namorada brilhantíssima e giríssima, não ser homem para ela por ser apenas "middleweight", isto é, "in between", isto é, nem carne nem peixe. Não é o homem mais bonito do mundo, mas também não é o mais feio; não é o homem mais esperto do mundo, mas também não é o mais burro, e por aí fora, de onde se conclui que, nas relações amorosas como no boxe, "you've got to punch your weight".Eu e o meu pai discutimos este assunto algumas vezes por termos, aqui, opiniões algo distintas. O meu pai tem alguma (eufemismo - tem até mesmo muita) alergia a estes "middleweights", mas até os desculpa se neles vislumbrar um propósito social ou político que considere louvável. Eu, porém, não desculpo nada e não quero saber. Se a literatura puder ter, efectivamente, o tal propósito social e político louvável, melhor. Sou absolutamente a favor, e só me faz gostar ainda mais do livro/escritor. Mas, se não tiver, não afecta o valor literário da obra. É aqui que, modestamente, concordo com Harold Bloom (que, como é sabido, nem sequer dormiria se soubesse que eu não concordo com ele), quando, no Cânone Ocidental, sublinha que é o valor estético da obra que perdura e que a torna um monumento, inesquecível e resistindo ainda e sempre ao invasor, que é o passar do tempo. O progenitor, por seu lado, fica um bocado irritado com este "lado conservador" de Bloom, mas eu não.
Os livros middleweight (que eu leio e gosto de ler, não vem mal nenhum ao mundo por isso) favorecem, fundamentalmente, o leitor preguiçoso, e é por isso que não os vejo com grande simpatia. Favorecem aquele leitor inteligente, que se aborrece com Paulo Coelho, por exemplo, mas que não tem pachorra para se aventurar no Guerra e Paz (ou, vá lá, no Idiota ou no grande, incomensurável Crime e Castigo), e então fica-se por coisinhas assim, "The Curious Incident...", arrisca um Bret Easton Ellis, que é um middleweight mais puxado (eu gosto do Bret, por acaso gosto), umas coisas bonitinhas e comoventes tipo Kite Runner (mais uma vez, se estiver a ser injusta, mea culpa), um Paul Austerzito, umas coisas assim.
Se não se passar disto, é verdadeiramente uma pena, porque é muito importante conseguirmos um termo de comparação e perceber que os middleweights são muito aceitáveis, mas nada nos poderá dar tanta felicidade, como leitores e como seres humanos, como ler um verdadeiro e absoluto monumento, daqueles que encerram uma verdade essencialíssima sem a qual, a partir do momento em que a descobrimos, não vamos conseguir viver.
E é isto, acho que não tenho mais nada a dizer.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Magníficas bizarrias da língua portuguesa, e: Uma Defesa do Uso de "Pá"
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Sobre a "opinião"
Em geral, as pessoas com muitas opiniões fazem-me espécie. Incomodam-me. Quero mandá-las calar, embora os censores sociais a que normalmente chamamos "delicadeza" me impeçam. Não gosto de pessoas com muitas opiniões.Ouvi-o e pensei: "é isto. É isto, é isto. A partir de agora, posso respeitar toda a gente à vontade, mas não quer dizer que tenha de respeitar opiniões miseráveis".
E, de facto, este pequeno raciocínio de Savater tem sido crucial na minha vida, e tem até contribuído para aumentar a minha qualidade da mesma, porque assim irrito-me menos com as pessoas, ao lembrar-me de que toda a gente é respeitável.
Nada acontece ao homem que ele não seja por sua natureza capaz de suportar. Sucedem a outros os mesmos acidentes e, ou porque ignoram que eles sucederam ou porque desejam mostrar-se fanfarrões, mantêm-se firmes e nada de mal lhes acontece. Estranha coisa, serem a ignorância e a presunção mais fortes que a sabedoria!
Eu acho que Marco Aurélio tinha toda a razão, e até acrescentaria, "estranha coisa, e mal feita, serem a ignorância e a presunção mais fortes do que a sabedoria." É a minha opinião.
Silêncio
"O Grande Silêncio" é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica. Dezassete anos depois de ter pedido autorização para filmar no mosteiro, é dada autorização para entrar ao realizador, que filmará a vida interior dos monges cartuxos. Sem música à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios. Evocam-se unicamente a passagem do tempo, das estações, os elementos repetidos incessantemente durante o dia ou as orações. Um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus. O filme ganhou os Prémios de Melhor Documentário no Festival de Sundance e nos Prémios Europeus do Cinema. (CineCartaz - Público)
Perdi-o quando estreou, mas penso que foi lançado em DVD.
Tenho de o ver. Para fugir às opiniões. Um pouco de silêncio seria bom. Que me metam entre cobertores e não me façam mais nada. A menina dorme (ou pensa), sossegadita.
sábado, 24 de janeiro de 2009
As bruxas, eu creio nelas
Esta é a história (verdadeira) de uma Condessa que se banhava no sangue de jovens raparigas. (...) Nos tempos actuais não é possível ver o retrato, escurecido pela passagem dos séculos, que eternizou o olhar severo da muito bela Erzsébet Báthory. O castelo de Csejthe está em ruínas desde há duzentos anos, lá no alto dos esporões espetados dos Pequenos Cárpatos, perto da Eslováquia. Quanto a vampiros e fantasmas, esses, nunca deixaram de habitá-lo, bem como certo pote de barro, a um canto numa das caves, usado para verter o sangue sobre os ombros da Condessa.O fantasma do Monstro de Csejthe, a Condessa Sanguinária, uiva ainda lancinantemente durante a noite nessas salas cujas janelas e portas foram muradas e assim ficaram para todo o sempre.Que ela terá sido um Gilles de Rais no feminino, tudo o indica; até o próprio processo, do qual, por respeito ao seu nome, ilustre desde os primórdios da Hungria, e aos serviços prestados pela sua família aos Habsburgos, muita coisa foi suprimida. De resto, nem sequer se julgou conveniente interrogar a própria acusada(...)
Esta é a edição portuguesa, que recordo como fabulosa, publicada pela Afrodite, editora que publicava livros giríssimos - a par de La Sorcière, tinham também o Livro de S. Cipriano, por exemplo, mas com um prefácio à maneira, tudo bem contextualizado, além de, graficamente, terem o cuidado de produzir edições muito interessantes - encontrei, aliás, um blog, aqui, sobre as mesmas edições, de onde retirei a fotografia acima. Continuando, "A Condessa Sanguinária" fez-me lembrar La Sorcière porque, nesta última obra, Michelet explica como aquelas mulheres que iam parar à fogueira por bruxaria eram, na sua maioria, camponesas desprotegidas (sobre as quais recaía, por vezes, a inveja da mulher do senhor das terras) e, em segundo lugar, eram mulheres pobres a quem o estudo e o conhecimento académico era vedado, mas que não deixavam de ser profundamente inteligentes, o que as tornava atentas à natureza; sabiam fazer mezinhas, utilizar plantas medicinais, curar algumas maleitas, enfim, conseguiam conhecer o mundo autonomamente, passando a ocupar o papel de médico da aldeia e a ocupar também uma posição perigosamente poderosa e proeminente nas suas comunidades, rivalizando com a nobreza. É claro que Erzsebet não estaria nesta posição, uma vez que era uma aristocrata rica e latifundiária, mas há aqui um certo paralelismo - a bruxaria, o desvio dos costumes e da convenção (no caso de Erzsebet, este desvio é levado ao extremo e resulta na perversão e no crime), a marginalidade acabam por conferir uma certa liberdade a uma classe que, quer na sua variante depauperada, quer na sua versão opulenta, era, efectivamente, oprimida e/ou minimizada - as mulheres.
Gostei muito de ler "A Condessa Sanguinária", adorei o facto de me ter lembrado Michelet (nota para dizer que, na mesma esplanada onde me deram "Head and Shoulders", deram-me igualmente a Literatura e o Mal, de Bataille, que, para grande júbilo meu, tem um capítulo dedicado a Michelet, que ainda não li por não ter chegado lá, mas que hei-de ler); contudo, convém relevar, ressalvar e sublinhar que nunca por nunca poderei alguma vez admirar esta Bathory maluca que matava gente, nem o meu propósito neste post foi, de algum modo, apresentá-la como mulher emancipada avant la lettre. Convém que isto fique claro, porque para mim o terror só funciona nos filmes, mesmo. Mas reiterar que vale muito a pena ler este "Condessa Sanguinária" de Valentine Penrose, escritora que ainda por cima vem da escola do Surrealismo, acho eu, de modo que a sua escrita é estranha, quase poética e bizarra, predicados que funcionam bem, quanto a mim.
Sempre esta sensação de que estou a perder
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Massacre das Teclas
F. Scott, já te tenho dito que não é bonito andar a invejar
Gajo com pintarola: Johnny Cash
Também deixo aqui uma das minhas absolutas favoritas de Johnny; não deixo o vídeo porque é imensamente foleiro, cheio de celebridadezinhas a quererem ser "fixes" e a fingir que cantam a música, para ver o seu nome associado postumamente a Johnny Cash. Deixo só a lindíssima, épica canção que reza "tell them that God's gonna cut them down" (a letra é de uma sonoridade, de uma imagética espantosa, acho eu - I've been down on bended knee, talking to the man from Galilee, he called my name and my heart stood still, for he said, John, go do my will).
Gods Gonna Cut You Down - Johnny Cash
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Hello Kitty vs Dartacão

DArtacao e os Tres Moscaoteiros -
I loooooove Serge

Conversas de café - II
- Ah, e como é que fez?
- Pois é, resolveu-se o problema.
Que giro, quando ouvi esta conversa percebi que há pessoas que não sabem para que servem autocarros. Devem olhar para eles e pensar "ah, lá vão aqueles veículos grandes, com tanta gente lá dentro, aquilo será para quê? Será que vão levar imigrantes até à fronteira com Espanha e deixá-los lá? Deve ser isso, deve"
Conversa de café
(esforçando-se por exarcebar a falsa modéstia, mas não enganando ninguém relativamente ao contentamento que o elogio lhe provocou) - Tou gira? Ai, não percebo como, o cabelo a precisar de ser arranjado, todo despenteado, com o vento... mas já é a segunda pessoa que me diz que eu tou gira, não sei com'isso é... (sorrisinho disfarçado)
- Pois. Também não vinha cá há tanto tempo, se calhar é isso...
- É, mas eu gosto de cá vir, vir cá ver vocês.
- Pois.
- Tive uma manhã tão complicada, ai.
- Ah...
- Então, convida-me uma colega para ir com ela ali à Junta de Freguesia, qu'ela tinha qu'ir tratar dum cartão pá filha. E eu disse, vamos lá, então. Chegamos cá abaixo, vai ela, vê que são horas de almoço, mete-se no carro e diz-me assim, ó X, olha, eu agora não te posso ir levar lá acima!
- Ah, teve de ficar cá em baixo... olha...
- Pois é, fiquei cá em baixo! Mas isto tem algum senso? É que eu acho que não, não tem senso! Para mim não tem senso, né.
-Pois. Oh, também deixe tar, fique aí a almoçar.
- Tá bem, mas agora tenho de ir a pé lá p'ra cima, vou chegar atrasada e tudo...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Songs for Drella

E é isto, hoje não tenho grande coisa a dizer, nem a escrever e nem a pensar. As terças-feiras matam-me.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Personagens literárias mais cool de sempre - II
James Kaatz (aka Jay Gatsby), directed by F. Scott Fitzgerald in The Great GatsbyFor his brilliant rendering of a man torn between a shallow life of parties and public acknowledgement and a hidden, secret love which ultimately leads to his destruction and shatters his identity; for being mysterious, loyal, dedicated and ultimately a "poor son of a bitch", the Academy is proud to present the nominee for Best Male Character in a Leading Role: Jay Gatsby
Edmund, directed by William Shakespeare in King Lear
É só votar.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Tempestade no Chapitô

Vale mesmo muito a pena. Grande encenação, grande trabalho de representação. O próprio Shakespeare gostaria deste espectáculo, acho eu. De facto, ver Shakespeare encenado é perceber verdadeiramente a razão pela qual este dramaturgo é grande (o maior) entre os grandes. A universalidade, a versatilidade, a beleza das peças são uma constatação, um sofisma inegável, e este espectáculo, visual, físico, é disso demonstração. Em Shakespeare, de facto, está tudo: o teatro, a ilusão, a vida (curiosamente, é em Tempest que Prospero declara o verdadeiro e belo we are such stuff as dreams are made on; and our little life is rounded with a sleep - estará ele a falar da vida, do teatro ou dos dois?).
sábado, 17 de janeiro de 2009
Exílio

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Duas coisas insignificantes que me irritaram levemente
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
The time has come to talk of many things: of shoes and ships and whether pigs have wings (post parvo)

E foi esta conclusão brilhante que retirei de um tão simples acto cometido num dia chuvoso, que foi ouvir Alice de Tom Waits, e que demonstra igualmente que, nos dias em que insistimos em escrever posts apesar de não termos nem uma única ideia de jeito nem nada para dizer, inventamos as parvoíces mais maribolantes para que saia qualquer coisa do teclado. Desculpe qualquer coisinha.
He's dreaming now,' said Tweedledee: `and what do you think he's dreaming about?'
Alice said `Nobody can guess that.'
`Why, about YOU!' Tweedledee exclaimed, clapping his hands triumphantly. `And if he left off dreaming about you, where do you suppose you'd be?'
`Where I am now, of course,' said Alice.
`Not you!' Tweedledee retorted contemptuously. `You'd be nowhere. Why, you're only a sort of thing in his dream!'
`If that there King was to wake,' added Tweedledum, `you'd go out -- bang! -- just like a candle!'
`I shouldn't!' Alice exclaimed indignantly. `Besides, if I'M only a sort of thing in his dream, what are YOU, I should like to know?'
`Ditto' said Tweedledum.
`Ditto, ditto' cried Tweedledee.
He shouted this so loud that Alice couldn't help saying, `Hush! You'll be waking him, I'm afraid, if you make so much noise.'
`Well, it's no use YOUR talking about waking him,' said Tweedledum, `when you're only one of the things in his dream. You know very well you're not real.' (rio-me sempre com esta afirmação peremptória de Tweedledum, como se estivesse a dizer uma coisa muito normal, do estilo, "sabes muito bem que tens de ir à escola" ou algo semelhante).
`I AM real!' said Alice and began to cry.
`You won't make yourself a bit realler by crying,' ("a bit realler", outra pérola) Tweedledee remarked: `there's nothing to cry about.'
`If I wasn't real,' Alice said -- half-laughing though her tears, it all seemed so ridiculous -- `I shouldn't be able to cry.'
`I hope you don't suppose those are real tears?' Tweedledum interrupted in a tone of great contempt.
`I know they're talking nonsense,' Alice thought to herself: `and it's foolish to cry about it.' So she brushed away her tears, and went on as cheerfully as she could. (aqui está, vontade indómita de existir; não há qualquer argumento racional e lógico para a existência, ou se há, Alice não o consegue encontrar. Descartes, dá cá um saltinho que tens de vir resolver isto).
Aproveito para dizer que a edição que tenho da Alice é muitíssimo boa, "The Annotated Alice", edição crítica de Martin Gardner, publicada pela Penguin, e com os lindíssimos desenhos originais de Tenniel. Vale muito a pena, para todos os fãs da querida Alice. A maravilha da Internet também me informou de que Tim Burton está a preparar a sua versão cinematográfica da obra de Lewis Carrol, o que me deixa em grande expectativa, uma vez que, fã de Burton que sou, não consigo lembrar-me de ninguém melhor para levar Alice ao silverscreen.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
(outra) Gaja que faz o meu estilo: PJ Harvey
Hoje estou imensamente musical, e por isso não me posso esquecer de falar aqui da grande PJ, que eu adoro, adoro, adoro.Parabéns a você

Hoje, o shuffle também passou por eles (Contentores, Casinha, Homem do Leme. A minha preferida continua, porém, Circo de Feras, chique a valer, como se diria n'Os Maias).
Quando era pequena, não gostava assim muito de Xutos. O meu irmão é que gostava, e uma vez obrigou-me a ouvir a sua recitação da letra de "Chuva Dissolvente", uma música que, à semelhança das músicas de Frutuoso França que fizeram a infância de Lobo Antunes e sobre as quais o mesmo escritor escreveu no Primeiro Livro de Crónicas, tem muita moral, segundo o meu irmão. Mais tarde, fomos a um grande concerto chamado Portugal ao Vivo, onde os Xutos tocaram, e foi inesquecível. É claro que para isto também contribuiu o facto de, em vez de bailarinas, terem arranjado umas strippers para abrilhantar o show e deixar toda a gente siderada, mas a música em si (sim, que os Xutos também a tocaram) foi uma animação.







