<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510</id><updated>2012-02-02T17:13:40.589Z</updated><category term='Beatles'/><category term='escritores'/><category term='redrum'/><category term='herman'/><category term='televisão'/><category term='miscelânea'/><category term='Eric'/><category term='corto maltese'/><category term='fel'/><category term='gajas'/><category term='Portugal'/><category term='blogger hipotético'/><category term='terça-feira'/><category term='love affair'/><category term='notas mentais'/><category term='coisas que não compreendo'/><category term='livros'/><category term='pessimismo'/><category term='música'/><category term='língua portuguesa'/><category term='gajos'/><category term='filmes'/><category term='espectáculos'/><title type='text'>Rua da Abadia</title><subtitle type='html'>1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
All good children go to Heaven</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>735</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-9038536886428871969</id><published>2012-02-02T17:13:00.000Z</published><updated>2012-02-02T17:13:40.595Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>British Office vs American Office (alguns spoilers, poucochinhos)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Eu adoro, adoro, adoro, mas é que&amp;nbsp;&lt;u&gt;adoro&lt;/u&gt;, o Office. Estamos a falar do original e único Office britânico, com aquele génio do Ricky Gervais a fazer de David Brent, a personagem mais inesquecível que eu alguma vez vi em televisão por todas as más razões, o que a torna ainda mais inesquecível.&lt;br /&gt;Durante muito tempo, achei que não valia a pena ver a versão americana, por razões várias. Primeiro, era impossível ser melhor do que o Office britânico. Segundo, era impossível alguém comparar-se a Ricky Gervais a fazer de David Brent. Terceiro,&amp;nbsp;era impossível alguém comparar-se a Ricky Gervais a fazer de David Brent. Quarto,&amp;nbsp;era impossível alguém comparar-se a Ricky Gervais a fazer de David Brent.&amp;nbsp;Quinto, parecia-me também impossível recriar o humor cáustico, desconfortável, do Office, em que a pessoa sente tanta vergonha alheia que se quer enfiar num buraco. Sublime, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. Acontece que comecei a ver uns episódiozitos do Office americano aqui e ali, e comecei a gostar. O truque é a gente deixar de comparar, porque a versão americana, com o avançar das temporadas, deixou de ser de facto uma versão e ganhou autonomia e mérito próprios. É claro que o Office americano é uma sitcom americana, logo muito mais doce e mais fofinha do que o Office britânico, que era terrível no seu retrato da rotina cinzenta do escritório. Os americanos não resistem a tornar o escritório mais aprazivelzinho, e em geral todas as personagens são mais queridas, mais bonitas, mais fáceis de gostar do que na versão britânica (basta comparar o Jim e a Pam, lindos, com o Tim e a Dawn, normais). Passa-se exactamente a mesma coisa com o Shameless britânico e o americano, por exemplo, e sobre isso já escrevi, portanto não repetirei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma grande diferença entre David Brent e Michael Scott, o patrão americano, porque este último, por mais idiota que seja (e é bastante), é genuinamente afectuoso. De certa forma, gosta-se dele, ao passo que é impossível gostar de David Brent. Michael Scott também tem a vantagem de ser interpretado por Steve Carrell, que, independentemente das escolhas desastradas que por vezes faz em termos de filmes (excepção feita ao Virgem de Quarenta Anos, ao qual acho piada embora não queira achar piada, mas acho, porque tem piada), enfim, apesar de filmes menos bons, consegue ser quase perfeito. Mas não o queiramos comparar a David Brent, porque senão não resulta. David Brent foi muito mais longe do que qualquer espectador de sitcoms alguma vez poderia esperar, e Michael Scott fica, por comparação, a meio do caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não era propriamente sobre isto que eu queria falar, embora possa parecer que sim. Num determinado episódio do Office americano, a empresa de papel onde todos trabalham está a falir e é vendida a um monstrengo qualquer, uma nova empresa empenhadíssima no lucro e na produtividade e tal. Os empregados ficam a saber que, ao invés das 6 semanas de férias de que anteriormente gozavam, passam a ter apenas duas; é-lhes dado um termo com água para não andarem sempre a passear pelo escritório a caminho da máquina de água (aquelas que têm uns garrafões, não sei como se chamam); todos os sites "recreativos", como facebook, email pessoal, youtube, são bloqueados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que algumas empresas fazem isto, de facto, e que já ninguém discute muito porque se tornou aceitável e legítimo que a empresa não pague aos trabalhadores para eles andarem no facebook. Por um lado, é legítimo. Por outro, é horroroso. Eu, por exemplo, nunca vou ao facebook no trabalho por vária ordem de razões, a saber, ponto um, a minha senha do wireless tem um problema que ninguém consegue resolver. É só por isto. Se trabalhasse num sítio em que a entidade patronal confiasse tão parcamente em mim ao ponto de me infantilizar (a menina não vai ao facebook antes de fazer o trabalho de casa), acho que me sentia, digamos que, mal. E foi isto que aconteceu às pessoas nesse episódio do Office, coitadas. Resmungaram imenso, mas ou aceitavam, ou iam para a rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalhar para o cheque ao fim do mês custa muito, sinceramente. Não é um favor que façamos a alguém oito horas por dia. De modo que não vejo o problema de se ter acesso livre ao youtube, facebook e quejandos. Ou talvez seja apenas eu que estou mal habituada. Mas acho mesmo que não, que não estou. Pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Your teacher preaches class like you're some kinda jerk. Fight for your right to party. Cantam os Beastie Boys e canto eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-9038536886428871969?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/9038536886428871969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=9038536886428871969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9038536886428871969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9038536886428871969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/02/british-office-vs-american-office.html' title='British Office vs American Office (alguns spoilers, poucochinhos)'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7599480566559800817</id><published>2012-02-02T16:25:00.000Z</published><updated>2012-02-02T16:25:44.108Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corto maltese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redrum'/><title type='text'>Facadinhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, ando assim numa onda mais introspectiva e ponho-me a pensar sobre o amor e casais e outras coisas assim lamechas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu instrutor de condução, há muitos anos, tinha muita opinião sobre estas temáticas. Gostava de falar da importância da família, que era para ele o mais importante do mundo, e dizia "é que uma facadinha no casamento aqui e ali, pronto, é normal, mas o mais importante é a gente dar atenção à família, sair com a família aos Domingos, estar com a família".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca quis saber o que é ele entendia por "facadinhas", mas sei o que algumas pessoas entendem, gerando-se assim generalizações relativamente parvas como "se for só beijinho na boca não conta" ou "se for a viajar ou noutro país não conta". Eu designo isto por parvo, mas na verdade não o é necessariamente. Se estiver tudo bem resolvido e às claras, cada um é que sabe em que relação é que se mete. Cada um é como cada qual (não resisto, adoro esta expressão).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a mim, a questão da monogamia é algo que faz sentido, embora também só relativamente, porque sei lá se passado cinquenta anos (ou para aí dez) ainda vou pensar da mesma forma. Nem sei se é possível manter um casamento feliz durante cinquenta anos (ou para aí dez). Por um lado acho que sim, claro que sim, por outro acho absolutamente impossível, não porque as tentações extra-conjugais andam por aí a saltitar, mas sim porque cinquenta anos (ou para aí dez) sempre com a mesma pessoa parece esquisito. Só isso, esquisito. Mas depois penso no Corto Maltese e em chocolate, que para mim vão quase dar ao mesmo, e da mesma forma que não me imagino a deixar de gostar, ou sequer a entediar-me com chocolate, também não me imagino a deixar de gostar, ou sequer entediar-me com o Corto Maltese.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isto presumindo que tudo é honesto e não há cá facadinhas. As facadinhas sempre me pareceram falsamente inofensivas, ou por outra: sempre me pareceram destrutivas, mas falsamente inofensivas para quem diz que elas são inofensivas. Aquele quadro de Frida Kahlo chamado, precisamente, "Facadinhas" (acho que se chama assim), e apesar de retratar uma situação bastante diferente e muito mais terrível (um homem que matou a mulher à facada, por ciúmes, julgo, e justificou o crime como sendo "apenas umas facadinhas"), acaba no fundo por falar da mesma coisa. Uma facadinha é uma facadinha. Mesmo que não doa propriamente, pica, faz comichão, sei lá, em geral é desagradável. (A propósito, o quadro, terrível e bonito como tudo o que Frida pintou, &amp;nbsp;é este:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S-RubvX4QVg/Tyq32XtdcMI/AAAAAAAAA8A/ytBoV1lBBUo/s1600/piquetitos.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://4.bp.blogspot.com/-S-RubvX4QVg/Tyq32XtdcMI/AAAAAAAAA8A/ytBoV1lBBUo/s320/piquetitos.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto para dizer o quê? Para dizer que hoje me enervei imenso no trânsito, que não atava nem desatava, que cheguei atrasadíssima, que foi muito complicado, e lembrei-me do instrutor de condução que achava que a facadinha faz parte do casamento.&lt;/div&gt;Talvez faça, quem sou eu para dizer. O que tenho, sim, para dizer é que facadinhas não são fenómenos que me agradem. É que a mim doem-me mesmo. Cada um é como cada qual.&lt;br /&gt;Bem haja pela atençãozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7599480566559800817?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7599480566559800817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7599480566559800817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7599480566559800817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7599480566559800817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/02/facadinhas.html' title='Facadinhas'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S-RubvX4QVg/Tyq32XtdcMI/AAAAAAAAA8A/ytBoV1lBBUo/s72-c/piquetitos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5702237088538930162</id><published>2012-01-26T15:45:00.001Z</published><updated>2012-02-02T16:26:03.393Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>Ou tudo, ou nada.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto bastante &lt;a href="http://estetambemnao.blogspot.com/"&gt;deste blog&lt;/a&gt;, e apesar de nunca ter visto o filme de onde os fotogramas são retirados, imagino que o diálogo que se apresenta (uma mulher que diz a um homem qualquer coisa como "achas que depois da noite passada ainda podemos ser amigos? &lt;i&gt;You underestimate me&lt;/i&gt; - não consigo traduzir isto muito bem). Bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto fez-me pensar (porque imagino que a cena se refira a uma mulher que se tenha divertido com um homem que agora a tenta descartar, embora possa estar completamente errada. Mas vamos assumir que não estou).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi uma vez, há imenso tempo, uma peça de teatro cujo nome não me lembro, mas sei que era coisa séria e de adulto, porque tinha nudez explícita e era interdito a crianças. Nessa peça, o actor principal fazia de "drag queen" (não era bem, mas não encontro um termo melhor), tem um namorado encantador, que às tantas se revela como muito pouco encantador porque quer acabar com ele, o drag queen, e tenta amenizar a coisa com "ah, mas queria muito ser teu amigo e tal". Responde-lhe o drag queen que nem pensar, que a amizade depois do amor não é amizade, é uma pobre consolação quando já não resta mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bolas, eu não tenho a certeza de muita coisa, mas tenho a certeza disto ("a nível pessoal", como se costuma dizer, isto é, tenho a certeza de que funciona assim para mim). Lembro-me de estar a ver a peça e a pensar que o drag queen tinha toda a razão do mundo e que fez muito bem em dizer ao namorado que ou é tudo, ou não é nada. Amizade depois do amor? Ou, expliquemo-nos melhor: amizade quando um já não sente amor e o outro ainda sente? Não há aqui amizade possível. A amizade não pode vir das rupturas. Se assim for, é apenas uma caridade, uma pobre consolação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A frase de Sade de que gosto tanto, de que a caridadezinha não passa de orgulho, e quem a pratica fá-lo apenas para se sentir boa pessoa, e portanto por motivos egoístas, aplica-se aqui também (&lt;em style="background-color: #cccccc; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;strong&gt;a beneficência é mais um vício do orgulho do que uma verdadeira ostentação da alma;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;é por ostentação que se dão alívio aos semelhantes, nunca é com a pura intenção de praticar um acto bom)&lt;/em&gt;. Já não te quero como namorado/a, mas vou fazer o favor de ser teu amigo/a, porque não suporto sentir-me má pessoa e causar-te esta dor. Eu, a isto, respondo que não, que nem pensar. Não quero ser amiga de um Corto Maltese qualquer que queira acabar comigo, muito pelo contrário, quero distância, silêncio completo, ruptura total, não pensar nele, não o ver, não saber se está feliz ou infeliz, casado ou solteiro, com filhos ou sem filhos, para eu poder andar para a frente com uma ajudinha dos meus (verdadeiros) amigos, como cantavam os sábios Beatles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao menos, o Serge Gainsbourg, secundado depois por Jarvis Cocker, cantava sobre isto de forma muito honesta. Eh pá, já não dá. Vou-me embora. Dantes gostava de ti - &lt;i&gt;but, hey, &lt;/i&gt;como canta o Jarvis sem mais explicações. Sobre isto também já escrevi, e enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais tenho a dizer, excepto que, evidentemente, isto é uma posição pessoal, tenho imensa admiração por quem consegue extrair amizade das cinzas, tipo fénix milagrosa, apenas digo que para mim não dá, que tenho pouco jeito para milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="25" src="http://www.youtube.com/embed/hRaT7brHX1A" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pergunta: como é que se põe apenas o leitor de música, sem mostrar o vídeo? O vídeo não tem interesse e não faço questão nenhuma de o ter aqui, mas só sei fazer assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5702237088538930162?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5702237088538930162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5702237088538930162&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5702237088538930162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5702237088538930162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/ou-tudo-ou-nada.html' title='Ou tudo, ou nada.'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/hRaT7brHX1A/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-6561125732664770231</id><published>2012-01-25T20:13:00.000Z</published><updated>2012-01-25T20:13:07.827Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Ficções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas gostam de criar ficções, ou porque são escritoras e ganham a vida assim, e quem me dera a mim, portanto tudo bem, ou porque não conseguem viver sem uma narrativa que lhes justifique os problemas, as paranóias, as óbvias ilusões. Construímos sempre narrativas, encaramos a vida como uma longa história que começa no dia em que nascemos, Paul Ricoeur escreveu sobre isto, julgo, e a ficção faz parte de contar uma história, portanto ninguém nos pode levar a mal se, lá pelo meio, quisermos explicar o nosso mau humor com um "ah, o meu pai batia-me quando eu era pequena", mesmo que isto não seja inteiramente verdade, mesmo que isto tenha sido, na realidade, umas quantas admoestações ríspidas, uma palmada no rabo, mas é o que basta para eu extrapolar, dizer que me bateram quando era criança, porque se não for assim não há nada que justifique, que explique, que torne este meu mau humor inteligível, aceitável, e se nada houver que o justifique, e a única explicação for "eu sou assim porque sou má pessoa", sem atenuações, sem nada, aí eu teria de aceitar quem realmente sou, nada a fazer, ser humano de má qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso a gente não consegue. Os espelhos são sempre os nossos piores inimigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que eu gosto muito de maquilhagem, e uso desde os meus 15 anos, mais ou menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-6561125732664770231?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/6561125732664770231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=6561125732664770231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6561125732664770231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6561125732664770231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/ficcoes.html' title='Ficções'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-4632449562040942377</id><published>2012-01-23T21:45:00.001Z</published><updated>2012-01-23T23:08:55.770Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Respirar fundo, acalmar, respirar fundo, acalmar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota rápida para dizer que já não suporto, mas é que já &lt;u&gt;não suporto&lt;/u&gt;, ouvir portugueses a dizer que os outros portugueses andaram anos a viver como lordes, acima das suas possibilidades, e agora que paguem as favas. É que não suporto. Ainda hoje, quando fui ao cabeleireiro cortar o cabelo à Jean Seberg, e me entretinha com uma revista, levei com a Margarida Rebelo Pinto lá escarrapachada, empinada em saltos altos muito bem compostos, a dizer que já vendeu mais do que um milhão de livros e que o Natal lhe correu muito bem em vendas, deixando como "nota final" a justa, justíssima observação de que ah e tal, o português tem de deixar de viver como um lorde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eh pá. Eu não vou escrever muito porque fico de tal modo alterada que perco o parco poder de argumentação que tenho, mas gostava exactamente de saber de quem é que se está a falar quando se faz referência a este português que andou a viver que nem lorde. É ao português desempregado? É ao português que tem de pagar todos os anos os livros da escola dos filhos e só arranja dinheiro para isso se pedir ao banco? É ao português que ganha o salário mínimo? É ao português iletrado? É ao português que tem de escolher se compra comida ou medicamentos? É ao português que perdeu o emprego, é casado com outro português que também perdeu o emprego, e que agora não sabe como é que vai sustentar os filhos? É ao português que não consegue pagar renda? São estes portugueses todos, que são a maior parte dos portugueses, que andaram estes anos, obviamente, a viver de barriga cheia, a rir descaradamente da miséria dos outros enquanto se empanturravam, dizia, são estes portugueses que provocaram a crise e que têm agora de amargar? Pois, devem ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quem sou eu para falar, se eu até vou ao cabeleireiro. Ando a viver que nem uma lady, rotunda, bojuda, de pança burguesa, a rir-me da miséria do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirar fundo... respirar fundo, que não me posso enervar. Amanhã é dia de trabalho. Sim, vou trabalhar porque não posso ficar em casa que nem uma lady, como fazia dantes. Dantes, quando eu era uma lady.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirar fundo. Respirar fundo. Acalmar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe que mais, Srª D. Margarida Rebelo Pinto? Deixe a senhora de viver como um lorde. E aproveite e cale-se, mas é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa noitinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Adenda: demorou algum tempo mas já percebi, ela estava a falar do Cavaco, coitado. Desculpe lá, sôdona Margarida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-4632449562040942377?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/4632449562040942377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=4632449562040942377&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4632449562040942377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4632449562040942377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/respirar-fundo-acalmar-respirar-fundo.html' title='Respirar fundo, acalmar, respirar fundo, acalmar.'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-4980150794947101978</id><published>2012-01-23T15:04:00.002Z</published><updated>2012-01-23T15:04:56.211Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'></title><content type='html'>Estes tipos, pá. Aborrece-me um tanto ou quanto que sejam só aparência e estilo, à adolescente, mas depois gosto das canções deles, não consigo evitar. Há bandas assim, 60% é estética visual, 40% é música que até se ouve, ou, frequentemente, não se ouve de todo. Normalmente, desprezo estas bandas, porque gosto de coisas mais espontâneas, mais à trovador. Mas estes Kills estragam-me os planos. Não gosto nada deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/L1g5eRby9D4" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-4980150794947101978?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/4980150794947101978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=4980150794947101978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4980150794947101978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4980150794947101978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/estes-tipos-pa.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/L1g5eRby9D4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2906649353422903370</id><published>2012-01-23T14:56:00.000Z</published><updated>2012-01-23T14:56:15.613Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gajas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Não sou muito boa no DIY</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das notícias mais lidas no Público online de hoje é que a crise vai obrigar as pessoas a ter uma horta e conhecer melhor os vizinhos, "para uma festinha". Pois bem, eu horta não tenho grande hipótese de ter, que além de não ter jardim, na minha varanda não cresce nada que a minha inépcia não arranje forma de estragar. Portanto, para mim vai mesmo continuar a ser o supermercado ou praça ou isso. Depois, conhecer os vizinhos também não me apetece, muito menos para uma "festinha". Assim como assim, as pessoas já sabem demais da vida umas das outras, mesmo quando tudo se resume ao bom-dia-boa-tarde (noutro dia, uma amiga minha vinha visitar-me e calhou ir no elevador com a minha vizinha do lado, que lhe disse "vai visitar a Rita? Olhe que ela não está cá", "está, está, chegou hoje", respondeu a minha amiga, e tivesse ela dado mais conversa ficariam ali a falar sobre as minhas idas e vindas que, sinceramente, não estou a ver como serão do interesse ou conhecimento de alguém. Mas pronto). Continuando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa que eu não vou conseguir fazer de forma caseira é o cabelinho. Se eu conseguisse cortar o cabelo a mim própria, tudo bem. Se eu conhecesse alguém prendado, com jeitinho de mãos, tudo bem também. Mas a verdade é que não conheço. E esta conversa toda, toda, toda apenas para dizer algo que me satisfaz bastante e que é o verdadeiro âmago aqui do post. É que o meu cabelo, hoje, voltou finalmente ao seguinte estado:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TiNzGEbGUXU/Tx10wJZqPKI/AAAAAAAAA74/k3AJZW9tNYo/s1600/Jean+Seberg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://1.bp.blogspot.com/-TiNzGEbGUXU/Tx10wJZqPKI/AAAAAAAAA74/k3AJZW9tNYo/s320/Jean+Seberg.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem que ninguém me confunde com a Jean Seberg, com alguma pena minha, mas a nível de cabelo estou lá. Espero eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou não, sei lá. Na verdade, hoje em dia tenho mais em que pensar do que em cortes de cabelo, como se verifica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2906649353422903370?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2906649353422903370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2906649353422903370&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2906649353422903370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2906649353422903370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/nao-sou-muito-boa-no-diy.html' title='Não sou muito boa no DIY'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TiNzGEbGUXU/Tx10wJZqPKI/AAAAAAAAA74/k3AJZW9tNYo/s72-c/Jean+Seberg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2759155499934414442</id><published>2012-01-22T15:58:00.001Z</published><updated>2012-01-22T15:58:55.865Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu hoje gostava de fumar. Eu, que nunca fumei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de pegar num cigarro e pôr-me à janela a fumar.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RG5iqKR-XnE/TxwxmxM1yTI/AAAAAAAAA7w/Csxt1HvFrvY/s1600/smoking2.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-RG5iqKR-XnE/TxwxmxM1yTI/AAAAAAAAA7w/Csxt1HvFrvY/s400/smoking2.png" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nWomuNvz614/TxwxiGLQTTI/AAAAAAAAA7o/PC5dO-z23AI/s1600/Smoking.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-nWomuNvz614/TxwxiGLQTTI/AAAAAAAAA7o/PC5dO-z23AI/s400/Smoking.png" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E talvez assim ficasse com o estilo e o talento destes indivíduos acima,embora saiba que não, que o cigarro é só um elemento que os filmes tornaram na corporização de um certo &lt;i&gt;je ne sais quoi&lt;/i&gt;, mas que não quer verdadeiramente dizer nada. E no entanto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não fumo, pego no meu copo com leite quentinho e bebo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2759155499934414442?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2759155499934414442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2759155499934414442&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2759155499934414442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2759155499934414442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/eu-hoje-gostava-de-fumar.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RG5iqKR-XnE/TxwxmxM1yTI/AAAAAAAAA7w/Csxt1HvFrvY/s72-c/smoking2.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2932056161816756273</id><published>2012-01-21T14:29:00.000Z</published><updated>2012-01-21T14:29:22.845Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>O amor, quando nasce, é para todos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O candidato republicano Newt Gringrich traiu a mulher, divorciou-se e acabou por casar com a amante, mas antes disso, revelou a ex-mulher, propos-lhe um casamento aberto ao invés do divórcio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu adoro estes Republicanos, que fazem cair o Carmo e a Trindade (ou o equivalente lá na terra deles) quando &amp;nbsp;os Clintons deste mundo se entretêm em salas ovais, e afinal são tão progressistas e modernos que até um casamento aberto querem ter, qual adultério qual quê. Mas enfim, este é um dichote a que não resisti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O NY Times &lt;a href="http://www.nytimes.com/roomfordebate/2012/01/20/the-gingrich-question-cheating-vs-open-marriage/"&gt;apresenta um debate sobre isto&lt;/a&gt;, e compreende-se, já que é o tipo de fait divers que as pessoas gostam de discutir, para aliviar. Eu também gosto de pensar sobre estas coisinhas engraçadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim à partida, não tenho nada contra. Acredito que haja pessoas que gostem muito dos outros, de tal forma que queiram partilhar a sua vida e a sua cama com mais do que um ou uma. Mas a minha mente conservadorazinha não resiste a pensar "pffff, só vêm com estas conversas porque nunca conheceram o Corto Maltese delas. Coitadas". É horrível, não se deve pensar isto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém, há aqui outra questão - se o casamento já é o pior de todos os mundos, à excepção de todos os outros, o que será a pessoa estar casada (entenda-se: numa relação empenhada) com mais do que uma pessoa? Deve ser uma trabalheira inimaginável. Não compreendo porque é que alguém há de querer isto. Mas, pelos vistos, funciona para certas pessoas, que dizem que assim obtêm o dobro do amor de uma relação normal. Pois é, mas o dobro da trabalheira também, além de que, se os dois membros do casal tiverem mais do que um companheiro, e estes companheiros, por sua vez, tiverem outros companheiros, é uma salganhada que ninguém se entende. Mas, para certas pessoas, parece que resulta, e ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há que respeitar a opção de cada. Cada um é como cada qual, lá diz a língua portuguesa, e isto o Acordo não pode mudar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2932056161816756273?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2932056161816756273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2932056161816756273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2932056161816756273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2932056161816756273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/o-amor-quando-nasce-e-para-todos.html' title='O amor, quando nasce, é para todos'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5520092065072950948</id><published>2012-01-19T20:48:00.001Z</published><updated>2012-01-19T20:48:30.811Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>As razões que tenho contra o Acordo Ortográfico (ou: não gosto que me venham desarrumar a casa)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos linguísticos, nada há que justifique o Acordo. Não interessa que venham hordas de linguistas e académicos e tentem justificar, com tantos argumentos quanto desejem, as razões linguísticas que tornam "leem" superior à grafia "lêem". A ortografia é uma convenção; se eu aprender que "leem" se escreve assim, com o acento circunflexo ausente, então pronto, é assim. Há certos casos que admitem de facto uma contra-argumentação absolutamente linguística, como "para" preposição e "pára" forma verbal, já que aqui sabemos que o acento é necessário e não se percebe que o eliminem, mas enfim, em geral a ortografia é de facto uma convenção e é assim que a aprendemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns, contra o Acordo, brandem o critério etimológico e interrogam-se, como Pedro Mexia, sobre como explicar a uma criança que um "egípcio" é proveniente do "Egito". Eu compreendo, e até concordo, com o que diz Pedro Mexia, mas mais uma vez não é um critério etimológico que necessariamente rege a ortografia de qualquer língua - o que interessa é aprender a convenção, e se eu desde a primária me habituar à mesma, tanto faz escrever Egipto como Egito. Há critérios etimológicos, outros puramente fonéticos, que influem na ortografia, mas o verdadeiro critério, em países como Portugal, é a convenção que o Estado impõe, e esta é muito mais política do que linguística, diria até - exclusivamente política. Daí o argumento de que este Acordo torna a ortografia mais próxima da forma como as pessoas falam seja um tanto ou quanto espúrio (seria espúrio aplicado a qualquer ortografia).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daquilo que conheço do Acordo, e o meu conhecimento não é de todo exaustivo, tanto que tão cedo não faço tenção de respeitar a "ortografia" que ele impõe, há três coisas que saltam à vista e que me ferem o olhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira é que o Acordo não é necessário - a ortografia portuguesa antes do Acordo está longe de se assemelhar à ortografia inglesa, raramente modificada, e essa sim, bem menos fonética do que a portuguesa - night, right, knight, por exemplo. O que é que lá estão a fazer o dígrafo "gh" e o "k"? Nada, provavelmente, e no entanto é assim que se escreve e é assim que as pessoas escrevem, sem problema nenhum. Se a ortografia portuguesa nem sequer apresenta problemas (na falta de melhor palavra) semelhantes a este, porquê mudá-la? O Acordo também não é necessário no sentido de uma eventual aproximação ao Brasil - as diferenças sintácticas são bem mais flagrantes, e essas permanecerão. Não é com o Acordo que a língua portuguesa se torna universal - a língua portuguesa já é universal, em todas as suas pluralidades, diferenças, variedades. Há, por exemplo, algum português que leia bem um texto em português europeu e não consiga ler um texto em português brasileiro, e vice-versa? A haver dificuldades, aposto que provirão todas da sintaxe e vocabulário, e não da ortografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda razão que me fere é a flexibilidade que os defensores do Acordo dizem que este último permite. Certas palavras (não sei quais são, penso as que têm "c" mudo, mas que às vezes pode não ser, como "aspecto" - as pessoas que pronunciam o "c" nesta palavra podem continuar a escrevê-lo, pelo que percebo), dizia, certas palavras podem escrever-se de forma diferente, dependendo da forma como as pessoas a pronunciam. Isto é &amp;nbsp;para preservar, lá está, o português e as suas variedades e para não ofender as pessoas, para elas pensarem que a sua língua ainda é delas. Acho que este argumento nem sequer precisa, ou merece, comentários, mas seria talvez bom que se atentasse no significado de "ortografia", já que o Acordo precisa tanto dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira é que os falantes de qualquer língua, quer queiramos quer não, sentem sempre que a língua é propriedade sua, e têm com ela uma relação pessoal (mesmo que não seja necessariamente afectiva - é sempre pessoal). A não haver necessidade de se modificar a ortografia da língua, e eu creio que não há, e sabendo de antemão a sensibilidade que os falantes sentem em relação à língua materna, que é a nossa casa, porquê e para quê tentar arrumar a casa de outra forma? É exactamente a mesma coisa do que eu, quando tento re-organizar a estante - penso sempre que estou a fazer melhor e que vou ficar com uma estante toda profissional e moderna, e no entanto quando tento encontrar um livro fico de tal forma à nora que penso que o perdi. E nunca me consigo habituar, de tal forma que volto à ordem antiga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A língua não evolui, modifica-se. E, mesmo que evoluísse, não seria um acordo ortográfico que trataria da evolução.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigada a quem leu, e gabo-vos a paciência, já que se este texto não fosse meu, não sei se lia até ao fim. Daí reiterar os meus agradecimentozinhos, bem-haja, boa continuação, e disponham.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5520092065072950948?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5520092065072950948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5520092065072950948&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5520092065072950948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5520092065072950948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/as-razoes-que-tenho-contra-o-acordo.html' title='As razões que tenho contra o Acordo Ortográfico (ou: não gosto que me venham desarrumar a casa)'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-4217837200701475834</id><published>2012-01-17T12:07:00.000Z</published><updated>2012-01-17T12:07:15.128Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'></title><content type='html'>Chega-se a um ponto em que só apetece mandar um grito.&lt;br /&gt;O meu grito seria certamente diferente dos gritos que aparecem no vídeo abaixo. Há, neste documentário, uma cena horrível em que uma das vítimas da doença de Minamata agarra pelo colarinho o patrão da fábrica que poluiu durante anos as águas em que se pescava, e grita com ele, grita, grita, diz que perdeu os pais, que o irmão é deficiente e que as pessoas se riem dele, e grita e grita, e o homem a olhar para o ar, a olhar para todo o lado menos para ela.&lt;br /&gt;Minamata, The Victims and Their World, de Noriaki Tsuchimoto. Descobri-o há um ou dois meses e voltei a lembrar-me dele hoje. Nem sei porquê, mas deve ser porque, felizmente por razões diferentes, me apetece gritar e é o grito dela que me tem vindo à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Sf6FHMR7LVQ" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-4217837200701475834?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/4217837200701475834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=4217837200701475834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4217837200701475834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4217837200701475834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/chega-se-um-ponto-em-que-so-apetece.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Sf6FHMR7LVQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2975176976727003429</id><published>2012-01-16T12:59:00.000Z</published><updated>2012-01-16T12:59:07.987Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Globos de Ouro, alguns comentários modestos</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/film/2012/jan/14/golden-globes-america-food-poverty"&gt;Golden Globe celebrities enjoy meal of real gold as poverty tightens grip on US&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Uma perspectivazinha &amp;nbsp;diferente sobre os Globos de Ouro neste artigo. Banho de ouro, que fabuloso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comentando a cerimónia em si, e apesar de o artigo referido me ter posto imediatamente de má vontade, enfim, acho que alguns dos filmes nomeados/vencedores são interessantes. Ainda não vi o Artist, nem sei se já estreou em Portugal, mas hei-de ver. Já vi o The Help, e apesar de ter gostado, não estou inteiramente convencida. O filme oscila entre uma crueza triste e um paternalismo irritante. Mas gostei do filme, sim, principalmente de Viola Davis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas de que gosto nos Globos é que estes apresentam a categoria de televisão. Houve vencedores seguros e bonzinhos, a Kate Winslet, a Modern Family (sem surpresas, já que esta série ganhou todos os Emmys que havia a ganhar), e reparo que houve uma actriz qualquer que também ganhou um prémio pelo desempenho na American Horror Story. Acontece que vi ontem, pela primeira vez, um excerto de um episódio desta série e fiquei aterrada, mas no mau sentido. A cena que vi constava de uma pobre senhora visivelmente grávida (de gémeos, como vim a descobrir), a tentar descansar na cama, e enquanto isto a pobre senhora é violentamente despertada por uma adolescente fantasma aos gritos e às asneiras, que entratanto chama um tipo num fato preto latex, que não percebi ser fantasma ou ser real, que começa a desenvolver esforços para violar - sim, perceberam bem - a pobre mulher grávida. ?! Hã? Então mas eu estou muito bem a tentar ver uma série que penso que mete assim uns fantasmas e tal, e depois tenho de levar com uma cena destas, que transcende em muito qualquer violência que se poderia esperar? Há alguém que veja esta série e que me possa explicar se isto faz algum sentido, ou se é mesmo violênciazeca barata e evitável? É que não vi ali grande mérito ficcional, sinceramente. Como se não bastasse, o marido da pobre senhora, com o auxílio da filha adolescente de ambos, chama as autoridades e faz com que a mulher seja enviada para um hospital psiquiátrico, ignorando, ao que parece, o visível facto de a pobre senhora estar visivelmente grávida. De modo que agora, se por um lado quero continuar a ver a série, por outro lado não quero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. É isto, desculpem a pobreza do post. Talvez tenha algo mais a dizer quando vierem os Oscars ou quando visionar, finalmente, o Midnight in Paris.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2975176976727003429?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2975176976727003429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2975176976727003429&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2975176976727003429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2975176976727003429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/globos-de-ouro-alguns-comentarios.html' title='Globos de Ouro, alguns comentários modestos'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2148937257131837948</id><published>2012-01-13T12:59:00.000Z</published><updated>2012-01-13T13:00:17.412Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Animação cultural</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog precisa de uma animação, para animar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A animação que proponho é: qual a canção mais pirosa que conhecemos e sem a qual não podemos passar? Aquela canção que nos faz passar uma grande vergonha se dissermos aos outros que gostamos dela?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cultura pop tem tanta pérola falsa à espera de ser repescada que chafurdar um bocadinho na lama musical só nos poderá trazer grande divertimento. Pelo menos, a mim, traz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como no mundo virtual ninguém se conhece, podemos falar disto à vontade sem grande opróbrio. Eu começaria, por exemplo, pela seguinte lista, ainda sem ordem de preferência, mas que revela já grande potencialidade ao nível do bom gosto musical e estético, e da falta dele:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baby One More Time, Britney Spears&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/C-u5WLJ9Yk4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;Every TimeYou Go Away, Paul Young&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/nfk6sCzRTbM" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como agora estou com uma certa pressa, não posso completar a lista nem dissertar sobre a mesma. Mas fá-lo-ei em tempo útil, se a tanto me ajudar o engenho e a arte. Mais o engenho do que a arte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2148937257131837948?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2148937257131837948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2148937257131837948&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2148937257131837948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2148937257131837948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/animacao-cultural.html' title='Animação cultural'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/C-u5WLJ9Yk4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7985446741482675931</id><published>2012-01-13T12:41:00.000Z</published><updated>2012-01-13T12:41:54.245Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gajas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>E ao pó voltaremos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-N3GxA-fASkw/TxAl_CPxFHI/AAAAAAAAA54/CIvbXIOzXMk/s1600/RH.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="310" src="http://2.bp.blogspot.com/-N3GxA-fASkw/TxAl_CPxFHI/AAAAAAAAA54/CIvbXIOzXMk/s400/RH.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Comecei a gostar de Rita Hayworth em pequena, porque tinha o mesmo nome do que eu. Lembro-me de que gostava muito dos cabelos dela, ruivos e bem ondulados. Mais tarde, soube que tinha, como se diz, encetado todos os esforços para se tornar estrela de cinema - aprendeu a colocar a voz, teve aulas de dicção, sujeitou-se à depilação da altura para se livrar dos cabelos que lhe encurtavam a testa e ficar com um sobrolho mais livre e alto, mais saxónico, como exigia Hollywood (e provavelmente ainda exige). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente, nunca vi Gilda. O único filme que vi até hoje com a Rita Hayworth foi o Lady of Shangai, &amp;nbsp;com o Orson Wells, e que adorei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a memória mais viva que tenho dela não é propriamente um filme, mas um artigo que li, devia ser ainda mesmo muito pequena - era um artigo de uma revista que descrevia a vida da actriz e que retratava com algum pormenor a sua velhice (na altura, ela ainda estava viva). A única fotografia que a reportagem tinha era, precisamente, a de uma envelhecida Hayworth de mãos dadas com a filha, que aprendi ser a "Princesa" Yasmin (devo dizer que, na altura, o facto de Rita Hayworth ter uma filha princesa, o que claramente indicava um casamento com um príncipe, me pareceu consolo suficiente para a velhice de qualquer pessoa, actriz reformada ou não, mas eu na altura era assim, muito a puxar ao superficial - tentei combater esta maleita à medida que fui crescendo).&amp;nbsp; No tal artigo, dizia-se então, de forma muito indignada, que Rita Hayworth tinha deixado de fazer filmes pela única e simples razão de se ter tornado velha, e que Hollywood usava e abusava de jovens mulheres talentosas para depois as deitar fora, e que havia sempre trabalho para actores idosos, para actrizes idosas é que não. Eram rejeitadas, injustamente esquecidas - aka Norma Desmond.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo fez-me muita impressão. Mas como é que a Rita Hayworth, casada com um príncipe, mãe de uma princesa, podia ser descrita naqueles termos, como uma renegada, uma desempregada falhada, uma pessoa esquecida por antigos amigos, amantes, enfim, pelo mundo inteiro? Era triste, mas parece que era verdade, como é também triste a famosa frase proferida por Hayworth e já repetida até à exaustão - "os homens vão para a cama com a Gilda e acordam comigo". Desilusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas histórias de actrizes esquecidas, Glorias Swansons, Ritas Hayworths, Garbos, a própria Bette Davies com aqueles olhos, aquela voz deliciosamente maldosa., são tanto mais trágicas quanto mais forte e exagerada é a mitologia que as rodeia - os olhos, a voz, os cabelos, o rosto, a presença, o filme em que ela fazia disto e daquilo e que foi visto por milhões de pessoas, uma iconografia montada para impressionar o indígena e que já não funciona quando se envelhece.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando rapidamente à conclusão, que este post está a custar a escrever - rejeitados somos nós todos, de uma forma ou de outra, e, tal como uma actriz de Hollywood precisa que o público a adore para ganhar a vida, as pessoas mais normais também precisam do amor do mundo para sobreviver. O que acontece é que figuras como as de Rita Hayworth acabam por encarnar o próprio sofrimento da rejeição, ao terem de passar por um processo mais ou menos público de decadência, desalento, derrota. &lt;br /&gt;Houve um fotógrafo cruel, Ted Leyson, que se dedicou a seguir a envelhecida Garbo pelas ruas de Nova Iorque, tirando-lhe fotografias à sucapa (ou talvez não tão à sucapa):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Yz7IgU--z0w/TxAmRnXAcII/AAAAAAAAA6A/cvstCzz4Xe0/s1600/oldgg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Yz7IgU--z0w/TxAmRnXAcII/AAAAAAAAA6A/cvstCzz4Xe0/s1600/oldgg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela que só queria estar sozinha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7985446741482675931?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7985446741482675931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7985446741482675931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7985446741482675931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7985446741482675931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/e-ao-po-voltaremos.html' title='E ao pó voltaremos'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-N3GxA-fASkw/TxAl_CPxFHI/AAAAAAAAA54/CIvbXIOzXMk/s72-c/RH.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8937133981098976880</id><published>2012-01-12T21:47:00.000Z</published><updated>2012-01-12T21:47:56.610Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu desejaria a todos um feliz 2012, caso estivesse em pleno exercício das minhas capacidades, ou melhor - da minha identidade. Graças à internet, começo a perceber que de facto eu não sou eu nem sou o outro, mas sim qualquer coisa de intermédio, como diria o outro, o Mário.&lt;br /&gt;E a que se deve esta tardia, embora muito acertada, conclusão? Deve-se ao facto de eu ter ido ao Rotten Tomatoes ver as críticas a um filme qualquer e ter reparado que tinha um perfil neste site. Não só tinha perfil como, pelos vistos, "25 ratings" e "6 want to see". Aparentemente (palavra bem empregue aqui, já que está bem aparente no site), eu quero ver coisas como Gone Baby Gone, que nem sei o que é, e o Saw II. Por acaso, se calhar este último eu até via. Gosto de terror baratucho.&lt;br /&gt;Não sei explicar isto.&lt;br /&gt;A internet é o pleno exercíco não das nossas funções, mas sim da nossa alteridade. É muito, muito, muito estranho e só lamento que os Antigos não tenham vivido para contemplar este estado de coisas. Teriam muito a dizer, porque os Modernos não têm nada.&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8937133981098976880?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8937133981098976880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8937133981098976880&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8937133981098976880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8937133981098976880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/eu-desejaria-todos-um-feliz-2012-caso.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5686589714320973268</id><published>2012-01-12T21:45:00.002Z</published><updated>2012-01-12T21:45:30.224Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A crise chegou a este blogue. Não consigo escrever nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5686589714320973268?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5686589714320973268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5686589714320973268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5686589714320973268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5686589714320973268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2012/01/crise-chegou-este-blogue.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5515591985820450545</id><published>2011-12-22T21:14:00.000Z</published><updated>2011-12-22T21:14:12.644Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corto maltese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa conhecer o Corto Maltese</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LRonGCHarME/TvOcfRU3T2I/AAAAAAAAA5w/Fh8k8Y4PAZk/s1600/bibliotecaVieiradaSilva.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://2.bp.blogspot.com/-LRonGCHarME/TvOcfRU3T2I/AAAAAAAAA5w/Fh8k8Y4PAZk/s400/bibliotecaVieiradaSilva.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.slate.com/articles/technology/technology/2011/12/independent_bookstores_are_not_doomed_here_s_how_they_can_fight_back_against_amazon_.html"&gt;Bookstores, it turns out, don’t primarily exist to sell books—instead, they’re more like bars for readers. “Bookstores provide a space to meet friends, cruise for a date, and hide out when you have nothing to do on a Saturday night"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Este excerto, retirado de um artigo da Slate, é muito interessante, debate o problema das livrarias independentes que lutam pela sobrevivência face à Amazon e ao e-book e tal, mas o que me traz aqui não é esta preocupante problemática. É aquele excertozinho que anuncia que as livrarias são boas para "cruise for a date".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Isto foi coisa que nunca me aconteceu na vida e o meu coração enche-se de pena de mim própria ao admitir isto, porque o meu sonho sempre foi encontrar o príncipe encantado numa livraria. No entanto, nunca, nunca, nunca mas nunca alguma vez encontrei "date" algum numa livraria, e isto agasta-me, porque não consigo imaginar sítio mais encantador e romântico do que uma livraria, ainda por cima com as potencialidades que apresenta de se ficar a conhecer tão bem a outra pessoa. Se o conhecemos na secção dos romancistas russos, por exemplo, há ali pés para andar. Eu nem sequer sou fã acerba dos russos, mas um namorado que conhece o seu Dostoevsky tem classe, há que admitir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;E depois podemos apurar a escolha consoante a livraria de que gostamos mais - se somos mais para o popularucho e queremos alguém que não nos despreze porque de vez em quando lemos porcaria, vamos à Fnac; se queremos um poeta, vamos à Poesia Incompleta; se queremos um alternativo indie, vamos à Buchholz,&amp;nbsp;(continua aberta, não continua? Espero bem que sim)&amp;nbsp;e ainda nem sequer estamos a introduzir a Barata, a Assírio e Alvim, a Babel e outras que não sabe/não responde aqui na equaçãozinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Portanto, as livrarias poderiam ser o mais próximo de que dispomos de uma espécie de "pick and choose" no que concerne (não resisto a esta pirosíssima expressão) a namorados e namoradas. De modo que, como se diz no excertozito acima, as livrarias não existem primordialmente para vender livros - pois não, é para conhecermos o Corto Maltese.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;No entanto, diz-me a experiência que o Corto Maltese anda por aí em aventuras e em livrarias é que ele não está. O mais próximo que estive de conhecer um "date" numa livraria foi uma vez em que estava a comprar um livrinho, muito interessante por sinal, de Nick Danziger (&lt;a href="http://www.amazon.co.uk/British-Photographic-Journey-Nick-Danziger/dp/0002571609/ref=sr_1_9?ie=UTF8&amp;amp;qid=1324587029&amp;amp;sr=8-9"&gt;este&lt;/a&gt; - de facto, era mesmo para impressionar o indígena, ah ah). O rapazinho que estava a atender era da minha idade e, também por sinal, bastante agradável ao olhar, e ficou a mirar e a remirar o livro, disse-me que era uma escolha fantástica, e se eu era fotógrafa. Eu, parva, respondi com a verdade e disse que não. Ainda ficámos ali uns minutos a falar de fotógrafos de que gostávamos, mas a coisa ficou por ali. Que desilusão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Porque é que a vida não está nos livros? Porque é que a gente não há de ir a uma livraria e escolher a pessoa acertada para nós com base naquilo que ele lê, quando este é um critério tão agradável, tão simpático, tão importante? E, sendo um critério tão agradável, simpático e importante, porque é que nunca se conhece ninguém de jeito nas livrarias? Eu, pelo menos, nunca conheci. Já sei, o defeito é meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;De qualquer forma, para mim é tarde demais. A vida já me disse que o Corto Maltese não é para ser encontrado em livrarias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; display: inline !important; float: none; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/18px verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Mas, para quem não for ainda tarde demais, eu desejo não só um feliz Natal como um excelente Corto Maltese (versão feminina e/ou masculina) numa livraria perto de si. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5515591985820450545?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5515591985820450545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5515591985820450545&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5515591985820450545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5515591985820450545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/deve-haver-certamente-outras-maneiras.html' title='Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa conhecer o Corto Maltese'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LRonGCHarME/TvOcfRU3T2I/AAAAAAAAA5w/Fh8k8Y4PAZk/s72-c/bibliotecaVieiradaSilva.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2906496856690653834</id><published>2011-12-22T10:51:00.001Z</published><updated>2011-12-22T10:56:43.268Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>Expressão que não compreendo: "jovem"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me faz espécie (em si mesma, magnífica expressão) que as pessoas se refiram a essa entidade estranha designada por "os jovens". Esta série explica muitos dos problemas "dos jovens". "Os jovens" hoje em dia não querem trabalhar. A droga é um flagelo que atinge "os jovens". A expressão "a juventude" sempre é mais cómica. Continua a não ser muito simpática, mas enfim, é engraçada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda pior é quando algumas pessoas (vulgo "cotas", para usar uma expressão que "os jovens" também usam) decidem, parvamente, fazer de "jovem" uma forma&amp;nbsp;de tratamento. "Jovem...?", quando vamos a uma café, por exemplo. "E para o jovem, o que vai ser?", "até à próxima, jovem". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brrrrr. Só me consigo lembrar de tratamento pior quando, uma vez, um parvalhão qualquer se lembrou de se despedir de mim com "ilustre". Em vez de dizer, "então adeus, Rita", já que sabia o meu nome (sei que ele sabia porque me tinha chamado assim ainda nem há cinco minutos), decide dizer "ilustre... adeuzinho". Eh, pá. Mas que coisa tão feia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim. Eu penso que as pessoas consideram que estão a ser simpáticas quando usam "jovem". Afinal, toda a gente quer ser "jovem"&amp;nbsp;e ninguém quer ser velho, muito menos tratado por "velho". Mas há formas mais simpáticas - por exemplo, apesar de eu já ser "velha" (pronto, digamos que para lá caminho estugadamente), ainda no outro dia fui a um café e o senhor tratou-me por "menina". Isto é adorável - este tratamento, sim, é gracioso, é querido. Agora "jovem". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que, ainda por cima, eu nem sequer sou muito jovem. Aliás, vivesse eu há 100 anos e já era velha, mas com a esperança de vida a esticar e o pessoal trintão sem dinheiro a viver em casa dos pais a ter de ser apelidado de "jovem", se não ficamos mal vistos, pronto, sou jovem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me leva a indagar, a questionar-me com alguma intensidade - o que se passa com o português e formas de tratamento? Parece que há tratamentos linguísticos à vontade do freguês (esta expressão, adoro). Ah, eu acho que tu tens cara de jovem? Então pronto, trato-te por jovem. Ah, tens cara de menina? Pronto, fica menina. Ah, és mais composto? Pronto, ficas "senhor". E assim por diante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não penso que estejamos&amp;nbsp;ainda em condições de compreender o poder atribuído a quem escolhe uma forma de tratamento para se dirigir a outrem. É que entre um "você", um "jovem", "menina", "senhora", e porque não "doutor", "doutora" e quejandos, há uma grande distância, aquela que separa juízos de valor de toda a forma e feitio sobre a nossa própria pessoa. Cuidado com as aparências, é o que digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adenda: este texto tem muitas aspas. É irritante. Peço desculpa pelo incómodo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2906496856690653834?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2906496856690653834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2906496856690653834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2906496856690653834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2906496856690653834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/expressao-que-nao-compreendo-jovem.html' title='Expressão que não compreendo: &quot;jovem&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-6488975007867321040</id><published>2011-12-22T10:32:00.002Z</published><updated>2011-12-22T10:32:30.060Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Boas razões pelas quais não quero ler este livro (Room, de Emma Donaghue)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns excertos da entrevista com a autora, publicada no Expresso:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta: Este romance é narrado por um rapazinho de cinco anos. Foi difícil encontrar o tom certo, a voz ideal para o Jack?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resposta: Para ser sincera, não foi nada difícil. O meu filho tinha cinco anos na altura e pedi-lhe emprestada muita coisa. (...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta: A sensação com que se fica, ao longo do livro, é que o texto não foi escrito por um adulto que finge ser uma criança, mas por uma criança capaz de contar uma história terrível (...) O que é que sacrificou para chegar a esta nova linguagem? Teve de abdicar do seu estilo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resposta: Felizmente, eu não tenho um estilo de escrita. (...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se calhar, o livro é mesmo bom, e eu estou a perder uma coisa imensa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as pessoas descrevem aquilo que fazem como "fácil", fico sempre com a sensação de que lhes está a falhar qualquer coisa. O caso agrava-se quando há crianças à mistura - Picasso&amp;nbsp;dizia que queria recuperar a expressividade dos desenhos das crianças, e como isso era tão difícil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas pelos vistos é fácil, especialmente quando não se tem um estilo pessoal. O problema do Picasso era esse, tinha estilo a mais. Nunca se lembrou de ter menos estilo e assim resolver uma data de problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. A não ler, é a minha conclusão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-6488975007867321040?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/6488975007867321040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=6488975007867321040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6488975007867321040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6488975007867321040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/boas-razoes-pelas-quais-nao-quero-ler.html' title='Boas razões pelas quais não quero ler este livro (Room, de Emma Donaghue)'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2349060820368353386</id><published>2011-12-20T21:08:00.003Z</published><updated>2011-12-20T21:12:03.098Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Coisa que não compreendo: os "spoilers" das críticas de cinema do Público</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para dizer a verdade, este infortúnio (estar a ler uma crítica de um filme no Público e despontar um spoiler, do nada, sem que a pessoa se possa precaver) só me aconteceu duas vezes. No entanto, considerando que não devia ter acontecido nunca, considero que duas vezes é sobejamente horrível e indesculpável (nota para avisar que este post também contém spoilers. Ao menos, eu aviso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro "spoiler" foi traumático, tal foi a sua magnitude. Foi há muitos anos, há tantos que a Missão Impossível (a primeira) tinha estreado e o Y nem sequer era o Y, era uma revista pequenina e fininha que saía com o Público ao fim-de-semana. Bom. Estava eu a ler esta revistinha, embalada na crítica à Missão Impossível, e eis que se diz qualquer coisa como isto - "o que é muito bom neste filme é Jon Voight como vilão". Hã? Eu mal queria acreditar. Acontece que o papel interpretado por Jon Voight era apenas e só o de Jim, isto é, o de mentor, o de chefe da equipa. Acontece que dizer que Jon Voight era o vilão era desmascarar a surpresa toda. Ou seria que o crítico estava à espera que ninguém soubesse quem era o Jon Voight?! Como anteriormente já referi - indesculpável e muito pouco profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha ingenuidade, eu pensei que coisas destas não se iriam repetir. Afinal, este infeliz incidente fora há anos, o público hoje lê mais coisas, ou pelo menos tem acesso a mais coisas, revistas e sites de cinema muito certinhos, em que os spoilers são devidamente assinalados, o que torna o próprio Público também mais exigente (em consequência do seu público - ah, ah). Veja-se o site novo do Cinecartaz, uma beleza toda profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Há uns tempos, estava eu então no site do Cinecartaz a ler a crítica a um filme que se chama Casa de Sonhos, que ainda não vi, mas que parece que é meio de terror e parece que é giro. Eu gosto de filmes de terror mas gosto de saber de antemão se são mais artísticos ou mais para o gore, de modo que me pus a ler a crítica. E cito (negrito, itálico e sublinhado meus):&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #f4f4f4; color: #222222; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;a href="http://cinecartaz.publico.pt/Filme/289983_a-casa-dos-sonhos"&gt;É então que descobrem, através de Ann Patterson (Naomi Watts), que, alguns anos antes, foram ali encontradas mortas uma mulher e duas crianças supostamente assassinadas por Peter Ward, o marido, hoje internado num hospital psiquiátrico. Assustado mas determinado a desvendar o mistério por detrás do crime, Will resolve visitar Peter, cujo passado lhe desperta a curiosidade. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;É então que, no hospital, lhe é revelado algo terrível que nunca poderia imaginar: ele e Peter Ward são a mesma pessoa...&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, a minha destreza verbal consegue resumir-se apenas a: hã?! Mas como é que passa pela cabeça da pessoa que escreveu isto (nem é uma crítica, é apenas a sinopse) que eu quero saber que o tal Peter e o tal Will são a mesma pessoa? Mesmo que seja daquelas coisas que a gente fica a saber logo no início do filme, o que eu duvido, eu não quero saber e tenho direito a não saber. Afinal, num filme de suspense, qualquer facto novo serve para nos surpreender. Reitero - indesculpável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora já nem sei se quero ver este Dream House. Mas que chatice.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com as devidas distâncias, sinto-me um bocadinho como João da Ega quando descobriu, da forma mais parva e assustadoramente banal possível, que o Carlos da Maia era irmão da Maria Eduarda. Quer dizer, ele não tinha perguntado nada a ninguém, estava muito bem na vida dele, não pediu para partilhar de nenhum segredo, e de repente cai-lhe aquela informação no colo, e ele não pode voltar atrás, não pode fazer nada, porque quando se sabe uma coisa já não dá para deixar de saber. E depois é obrigado a fazer qualquer coisa sem ter nada a ver com aquilo. Que injustiça, que sentimento de impotência tão chato - o de saber que agora sabemos uma coisa que não pedimos para saber, que não queremos saber, que não devemos sequer saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ignorância é, por vezes, bem mais sábia e sensata.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2349060820368353386?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2349060820368353386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2349060820368353386&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2349060820368353386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2349060820368353386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/coisa-que-nao-compreendo-os-spoilers.html' title='Coisa que não compreendo: os &quot;spoilers&quot; das críticas de cinema do Público'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8766493727126450345</id><published>2011-12-14T20:46:00.000Z</published><updated>2011-12-14T20:46:00.235Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corto maltese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Tenho uma carta escrita para ti, cara bonita, não tenho por quem a mande</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho uma querida amiga que se dedica ao postcrossing. É um sistema parecido com aquele antigo do pen pal, só que em vez de se ter um correspondente, ou vários, em partes do mundo diferentes, recebem-se centenas de postais de variadíssimos países. A minha amiga explicava-me que se pode até especificar o tipo de postais de que se gosta, e começar a receber cartões mais personalizados só com livros, ou só com gatos, ou só com cães, ou só com paisagens, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca teria disciplina para isto. Uma coisa tão simples como o bookcrossing, tão boa ideia, foi coisa que nunca consegui fazer, porque era preciso arranjar umas etiquetas para pôr no livro a dizer que era bookcrossing, e deixar em locais específicos, e para mim isso já era muita complicação. Sou uma pessoa de mente e acções simplistas, o que posso fazer.&lt;/div&gt;E porém. A minha amiga fala do prazer que é receber coisas, que não contas e publicidade, na caixa do correio. Eu já não recebo nada de interessante há tanto tempo. Longe vão os tempos em que o Corto Maltese me enviava mensagens queridas dos portos distantes por onde andava (não me estou a queixar, que é melhor ter um Corto Maltese perto de nós do que de mar em mar, mas mesmo assim, os postalinhos eram tão queridos).&lt;br /&gt;Lembro-me de há muitos anos ter um amigo que me enviava todas as semanas, religiosamente, cartas de muitas páginas, sempre muito originais, com envelopes que ele próprio fazia a partir de revistas e de jornais. Era tão entusiasmante. Eu respondia também, todas as semanas ia aos correios, e alegremente partilhávamos a nossa vida assim, através da escrita e da distância física. Porque uma carta dá muito significado à distância e faz-nos perceber que ela, a distância, pode querer dizer muita coisa, ao invés de não querer dizer nada, que é o que as pessoas estão sempre a pensar.&lt;br /&gt;Tal como as cartas, que hoje em dia quase ninguém envia, deixei para trás alguns amigos e recordações. Não sei o que aconteceu a esse meu amigo das cartas bonitas. É como o John Lennon canta no In My Life - há coisas que permanecem na nossa vida, outras que se esvaem.&lt;br /&gt;Mas de vez em quando a gente tem saudade, pá. Saudade da distância. Para haver distância, tem de haver qualquer coisa que nos faça sentir a distância. Talvez essa coisa seja a amizade, o amor, o que quer que lhe queiramos chamar, mas cito agora outro cantautor que o explica muito bem - "sei que essa coisa é que é linda".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8766493727126450345?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8766493727126450345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8766493727126450345&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8766493727126450345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8766493727126450345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/tenho-uma-carta-escrita-para-ti-cara.html' title='Tenho uma carta escrita para ti, cara bonita, não tenho por quem a mande'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5055172385723372049</id><published>2011-12-14T12:36:00.000Z</published><updated>2011-12-14T12:36:23.711Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Não é para todos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brideshead Revisited, a personagem Sebastian é uma espécie de rei-sol em torno do qual orbitam uma série de súbditos voluntários e fascinados. Nunca lhe acontece (a Sebastian) nada de mal, tudo lhe é perdoado desde os tempos da escola, alunos e professores sorriem-lhe igualmente fascinados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num episódio do 30 Rock que vi há pouco tempo, a Liz arranja um namorado lindo e giro, de tal forma que até os polícias lhe perdoam as multas. Ao falar com o patrão, com quem ela se dá bem, e que é interpretado pelo Alec Baldwin, que está tão engraçado nesta série, dizia, ao falar com o Alec Baldwin, a Liz chega à conclusão de que as pessoas bonitas vivem numa bolha que as protege de quase tudo, porque os outros não conseguem atingi-las e olham para elas em êxtase. Como as pessoas da Idade Média olhavam para a estátua da Virgem Maria, por exemplo. Na altura não havia super-modelos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso de Sebastian e de pessoas como o Sebastian é, porém, diferente. Não é só o ser bonito. É uma espécie de aliança à super-herói de beleza e de uma piroseira qualquer que às vezes é designada por "magnetismo". Eu gosto mais da palavra "pinta".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sobre isso já escrevi num post muito mais antigo sobre Marlon Brando. Não valerá a pena repetir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É estranho pensar como isto acontece, este fenómeno da pintarola. Nasce-se com ele? À partida, sou um pouco avessa a inatismos, que serviam, no século XVIII, por exemplo, para justificar a condição de aristocrata e de como alguns homens seriam, pura e simplesmente, melhores do que outros apenas pelo nascimento. Eu gosto mais de acreditar no mérito. Mas esta pinta que algumas pessoas têm atinge-se com o mérito? Este Sebastian, por exemplo, é herdeiro de uma grande família nobre, vive num casarão, estudou nas melhores escolas, etc. Tem pinta por mérito ou porque a sua vida fácil lhe permitiu o tal magnetismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há pessoas que têm uma espécie de poder. É estranho, é só isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Alec Baldwin disse à Liz que, com o passar do tempo, a bolha rebenta e quem lá está dentro cai desamparadamente, e acaba-se a glória. Ah, ah.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5055172385723372049?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5055172385723372049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5055172385723372049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5055172385723372049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5055172385723372049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/nao-e-para-todos.html' title='Não é para todos'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8788604743329216939</id><published>2011-12-13T20:30:00.001Z</published><updated>2011-12-13T20:30:23.031Z</updated><title type='text'>Montejunto</title><content type='html'>No cimo de Montejunto, há uma eremida em ruínas e um convento com uma arquitectura muito bonita, quase parece uma cisterna abandonada, colunas simétricas, ângulos ordenados, conhecem?, e também há uma capela bonita, pelo menos por fora, e ouve-se o vento de tal forma que começamos a ter uma ideia do que Emily Bronte terá pensado quando escolheu o título para o seu livro, e do cimo de Montejunto só se vê céu e muita terra por ali espraiada, quer dizer, também se vêem as antenas enormes de televisão, agora já percebo quando era pequena e ouvia coisas sobre o sinal ou a emissão que vinha de Montejunto, e enfim, as antenas não são bonitas, mas tudo o resto é tão bonito que as antenas não o conseguem estragar.&lt;br /&gt;E o que se pensa no cimo de Montejunto é que nunca ninguém ali vai acima (sim, "nunca ninguém", porque "duplas negativas", de que eu agora ouço falar muito, só se aplicam ao inglês, e a língua portuguesa pode abusar delas à vontade, ok? Porque é que eu hei-de dizer "nunca alguém"? "Nunca ninguém" é bem mais bonito e sonante, com a aliteraçãozinha do "n").&lt;br /&gt;Continuando. Ponham um telhadinho na eremida em ruínas, já agora água canalizada e electricidade, e eu vivia lá bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8788604743329216939?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8788604743329216939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8788604743329216939&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8788604743329216939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8788604743329216939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/montejunto.html' title='Montejunto'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7339440937253795186</id><published>2011-12-06T22:45:00.001Z</published><updated>2011-12-06T23:10:11.305Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Expressão que não compreendo: "o português"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho sempre muita graça quando as pessoas se referem a esse animal esquivo e exótico que é "o português", como se fosse uma entidade que lhes é absolutamente estranha, com a qual não têm nada a ver e que normalmente acumula todos os defeitos que elas próprias pensam que só os outros, e não elas, é que detêm.&lt;br /&gt;"O português deixa tudo para a última da hora, e depois é isto".&lt;br /&gt;"Já se sabe que com o português não há hipótese - é sempre tudo ao molho e fé em Deus"&lt;br /&gt;"A gente ainda tenta ter algum cuidado, mas o português não está habituado a coisas boas e vai e estraga tudo"&lt;br /&gt;"O português é sempre assim, andou anos a gastar dinheiro em telemóveis e carros e depois queixa-se que anda em crise"&lt;br /&gt;"Anda toda a gente revoltada com os cortes e com a crise, mas o português parece que não percebe que não há dinheiro!"&lt;br /&gt;O caso torna-se ainda mais engraçado quando "o português é substituído pela catita entidade designada por "tuga" - o tuga é assim, sempre a estragar tudo. Quer dizer, nenhum de nós, portugueses, se reconhece neste misterioso "português" - este "português" é uma entidade à parte, é tudo o que está mal no país, mas não é nenhum de nós. É outro qualquer. Não consigo decifrar este interessante mistério, a sério que não consigo.&lt;br /&gt;E tem igualmente graça, quanto a mim, saber que o problema reside precisamente no facto de "o português" não se queixar o suficiente, de "o português" aceitar demasiadamente bem esta conversa de que não há dinheiro, de "o português" não se revoltar ainda mais indignadamente contra o afundar da sua identidade, enfim, no facto de "o tuga" engolir este discurso da crise, aplaudir o FMI e ainda chorar por mais. Tudo bem que nos ensinam a dar a outra face, mas bolas, há limites para tudo.&lt;br /&gt;"O português" fez uma greve geral no dia 24 de Novembro, mas o que observo é que "o português" está, em geral, muito resignado ao discurso miserabilista que nos faz saltar para o abismo. As pessoas parece que aceitam tudo. Porquê? Porque é que não vamos para a rua partir tudo como os Gregos, mandar o governo todo para o c******* como eles merecem, se assim como assim, para os c***** das agências de rating somos lixo e ao lixo voltaremos? É quase como o eterno retorno do Nietzsche, e se é eterno, e se é retorno, ao menos que façamos espalhafato, que o mandemos à merda, que lhe cuspamos na cara, que nos aliviemos. Era só isso que eu queria - um pouquinho de alívio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, mas a Grécia é que é bom?, querias estar como os Gregos, tudo sem ordem, tudo no caos? Sim, queria, pois queria, e qual é o mal?, queria ver uma reacção qualquer, queria uma emoção, como o Rasputine diz ao Corto Maltese, queria pessoas verdadeiramente indignadas, porque é a única reacção possível ao que se está a passar. E não, não sou funcionária pública, portanto este post não deriva do corte dos subsídios de Natal e férias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto. Esvaziei-me de alguma fel, mas não de toda a fel. Como boa portuguesa que sou, arranjo sempre qualquer coisinha para me queixar. O português, pá, realmente, nunca está satisfeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7339440937253795186?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7339440937253795186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7339440937253795186&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7339440937253795186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7339440937253795186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/expressao-que-nao-compreendo-o.html' title='Expressão que não compreendo: &quot;o português&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5269182821711710868</id><published>2011-12-04T21:28:00.001Z</published><updated>2011-12-06T23:40:22.196Z</updated><title type='text'>Pata</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disseram-me uma vez, quando eu era pequena, que ser canhoto dava muito jeito para o andebol. Até hoje não faço ideia nenhuma se isto é verdade, porque até hoje nunca joguei andebol na vida. No entanto, cresci com esta ilusão de que haveria no mundo um desporto em que finalmente conseguiria ser bem sucedida, e tudo graças à minha mão esquerda, aquela que me remete para a categoria de canhota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A piada está no facto de eu, com a idade avançada que tenho, ainda achar que um destes dias vou jogar andebol e vou ser super-óptima-espectacular e ganhar montes de prémios, tudo à conta da minha condição de canhota, algo que me é tão natural, algo que não me custa nada, e que isso vai redimir os penosos anos de Educação Física da escola (terror), corridas e corridas à volta da porcaria do pavilhão, a ouvir as repetentes a queixarem-se de que "isto não é nada bom para as mamas", anos a correr atrás da bola de basquete como se aquilo interessasse para alguma coisa e a tentar fingir que percebia as regras do jogo, anos a fazer serviço no vólei e a bola saltar para todas as direcções possíveis menos para o campo adversário, anos a ser obviamente a última escolhida para as equipas, anos a ter de aturar &lt;u&gt;todos&lt;/u&gt;&amp;nbsp;os meus amigos na praia a quererem jogar ou vólei ou às cartas, e eu sem querer jogar a nada porque tanto um como o outro me aborrecem de morte, e ver até as minhas amigas patas como eu todas contentes, aos pulinhos de satisfação por estarem num círculo com os rapazes giros a estender os braços e a mandar com a bola não sei para onde, e eu sem perceber onde é que estava a piada. Tudo bem, rapazes giros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E portanto desenvolvi esta fantasia, quiçá um dia realidade, de que podia ser uma pata a todos os desportos, menos no andebol, porque sou canhota, e ser canhota dá muito jeito para o andebol. Eles que esperassem para ver, gargalhada maléfica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca aconteceu, mas não quer dizer que um dia não venha a acontecer. Como diz o John Lennon, a vida é o que nos acontece quando fazemos outros planos. Nos meus planos não está jogar andebol, nem jogar a nada, portanto pode ser que este grande triunfo desportivo me aconteça por geração espontânea.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo por causa da minha mão esquerda. Aquela que me faz sentir menos pata.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5269182821711710868?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5269182821711710868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5269182821711710868&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5269182821711710868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5269182821711710868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/pata.html' title='Pata'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-477938319481870176</id><published>2011-12-04T20:31:00.001Z</published><updated>2011-12-04T20:38:59.577Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Maravilhoso mundo da abundância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje fui ao Continente e estava lá uma alface à venda que era apropriadamente designada por "alface multifolhas". Aaaah... pensei melhor e deixei-a lá ficar. Alface multifolhas. Eu não gosto de alfaces multifolhas, não são bem alfaces, pois não?, tal como não gosto de tomates encarnados, cenouras cor de laranja (é estranho, cenouras que têm a mesma cor de frutos) e batatas para cozer. Só gosto das batatas que são para assar, e mesmo assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois deambulei pelo corredor dos iogurtes, já que sou fã de iogurtes, e maravilhei-me com os novos Danone sabor a pipoca (perdão - a "popcorn"), sabor Capuccino e cheesecake. Isto sim, isto já eu considero fundamental.&lt;/div&gt;Não reparei a quanto estava o IVA dos iogurtes, mas acho bem que o Danone Capuccino esteja para aí a 2%. Acho um escândalo se não estiver.&lt;br /&gt;Estes tempos de crise irritam-me tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-477938319481870176?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/477938319481870176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=477938319481870176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/477938319481870176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/477938319481870176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/12/maravilhoso-mundo-da-abundancia.html' title='Maravilhoso mundo da abundância'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5151882981041244729</id><published>2011-11-29T17:49:00.001Z</published><updated>2011-11-29T18:06:07.686Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Perder em grande</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-s8q2IrSKzzg/TtUe5QwienI/AAAAAAAAA5k/N1KXADqCXso/s1600/leap.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-s8q2IrSKzzg/TtUe5QwienI/AAAAAAAAA5k/N1KXADqCXso/s400/leap.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cartier-Bresson fala do momento decisivo, aquele que se consegue capturar na fotografia e que depois desaparece para sempre. O que resta é a memória, e a fotografia. Como dizia o robot louro e melancólico naquela cena final do Blade Runner, "all those moments will be lost in time like tears in the rain. Time to die".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto é coisa da pesada, realmente, e que bonito que é, ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me irrita propriamente, mas há qualquer coisa que sinto amargurar quando penso nisto, nestes momentos perdidos. Porque Cartier-Bresson, ao falar do momento decisivo, sabe também que a fotografia é uma pobre reminiscência desse momento, como sentir um cheiro qualquer que nos é familiar e que teima em afastar-se, e nós a abrir as narinas desesperadamente, a farejar que nem cãezinhos, a tentar reencontrar o odor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nunca conseguimos recuperá-lo totalmente. Daí eu concordar sempre, cada vez mais, com o Woody Allen - não temos memórias, perdemos memórias. Ou por outra, a memória é apenas um farrapo do que perdemos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdemos sempre tanto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é lixada - até os momentos em que pensamos que estamos a ganhar são, no fundo, momentos perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, time to die, como dizia o outro. Mas que esse dia esteja longe, que até lá ainda há muito a perder, e eu faço questão de perder em grande.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5151882981041244729?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5151882981041244729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5151882981041244729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5151882981041244729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5151882981041244729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/perder-em-grande.html' title='Perder em grande'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s8q2IrSKzzg/TtUe5QwienI/AAAAAAAAA5k/N1KXADqCXso/s72-c/leap.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-199221098976358651</id><published>2011-11-24T17:57:00.001Z</published><updated>2011-11-24T18:25:40.541Z</updated><title type='text'>Emparedados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KBllpeYKyrQ/Ts6LxjrflcI/AAAAAAAAA5c/yRldESsxpD4/s1600/pris%25C3%25A3oVanGogh.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-KBllpeYKyrQ/Ts6LxjrflcI/AAAAAAAAA5c/yRldESsxpD4/s400/pris%25C3%25A3oVanGogh.jpg" width="314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu gosto de diferenças, e à partida penso que é relativamente fácil reconhecer que as diferenças são saudáveis, engraçadas, fazem-nos aprender, descobrir coisas novas, etc e etc. Continuasse eu a frase e isto ficava um manual da escola, Estudos do Meio e assimetrias regionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, de facto, é um bocadinho de assimetria regional que se fala quando pensamos, por exemplo, no caso de Belfast, cidade que tem gente tão diferente, tão diferente que sente até a necessidade de viver em bairros diferentes, ir a escolas diferentes, apoiar equipas de futebol (e até desportos) inteiramente diferentes, falar inglês de forma diferente, passear-se por zonas da cidade diferentes, brandir bandeiras diferentes, professar religiões diferentes, ter empregos diferentes, cobrir paredes com grafittis diferentes, a parte católica bem mais agradável, aliás, do que a protestante ou "loyalista" - a primeira poemas e arco-íris na parede, a segunda UVFs e homens de balaclava empunhando metralhadoras. Muitíssimo acolhedor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo, as pessoas de Belfast embirram um bocado com a diferença, daí preferirem a companhia daqueles que, em sua opinião, são semelhantes. Apesar dos esforços, tanto quanto sei bastante reforçados, de integrar nas forças policiais números equivalentes de católicos e protestantes, o pessoal continua a preferir ir directamente aos paramilitares para resolver os assuntozitos porque, afinal, nada existe que uma bulha não resolva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, o impacto mais forte que a recusa da diferença provocou em mim não foi exactamente em Belfast, mas antes em Nicósia, essa remota capital do Chipre de que quase nunca se ouve falar, que ostenta (muito pouco orgulhosamente, como será óbvio) o título da última capital dividida da Europa. A gente vai a andar na rua muito bem, loja aqui, loja ali, pessoas atarefadas, e de repente embate contra um muro, quase do nada. Vê um arame farpado, um soldado a fazer a ronda (o soldado que eu vi até tinha cabelo comprido e brinco na orelha - devia ser para amenizar a coisa), e é assim, para o outro lado já não se passa. Quer dizer, passar até passa, há uns anos que é possível, é preciso é estar na disposição de mostrar passaporte, passar por controlo de segurança e quejandos. Também se pode subir ao último andar de um centro comercial lá por perto, com uma vista soberba para as montanhas do Chipre, e contemplar a grande bandeira turca cravada no topo das montanhas, na parte ocupada da ilha, a reclamar território bem reclamadinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graças ao facebook, descobri &lt;a href="http://www.facebook.com/OccupyBufferZone?sk=wall"&gt;este movimento&lt;/a&gt;, semelhante, de alguma forma, ao Occupy de Londres e de Wall Street, em que, pacificamente, uma série de gente passa as noites ao pé do muro na esperança de um Chipre unido. Não um Chipre semelhante - um Chipre em que toda a gente é diferente, mas toda a gente deixa os outros em paz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os muros são, efectivamente, coisas muito primárias, se formos a ver bem. Coisas medievais, que não vêm de nenhum lado sem ser do medo. Quem não deve, não teme, e não precisa de muros para nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. Acabemos com os muros, é o que tenho a dizer hoje.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-199221098976358651?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/199221098976358651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=199221098976358651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/199221098976358651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/199221098976358651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/emparedados.html' title='Emparedados'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KBllpeYKyrQ/Ts6LxjrflcI/AAAAAAAAA5c/yRldESsxpD4/s72-c/pris%25C3%25A3oVanGogh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8115709177328067205</id><published>2011-11-23T23:30:00.001Z</published><updated>2011-11-23T23:55:52.015Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>A iluminação da classe média</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UBnzyChnL0Y/Ts2HnQ1lhyI/AAAAAAAAA5U/Ih0uiR6qFX8/s1600/ws.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://4.bp.blogspot.com/-UBnzyChnL0Y/Ts2HnQ1lhyI/AAAAAAAAA5U/Ih0uiR6qFX8/s400/ws.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um filme, o Anónimo, recém estreado em Portugal (não vi) que, ao que parece, defende a tese, já muito discutida no passado, de que Shakespeare não foi o verdadeiro autor das peças, mas antes um aristocrata qualquer. Dizem alguns que seria até a Rainha, a Isabel I, a autora das obras (esclarecendo-se assim o controverso homoerotismo dos sonetos - ai, que conveniente).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu percebo a perplexidade. Como é possível que um da arraia miúda, nem sequer exactamente um burguês, uma espécie de povo um bocadinho mais nutrido, educado em escola pública, tenha escrito a grandiosidade literária que é a obra de Shakespeare. É impossível. Um Hamlet, especialmente um Hamlet escrito no século XVII, é coisa de majestade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é mesmo. De modo que eu acredito que tenha sido a Rainha a escrever o Hamlet e o Measure for Measure - pelo menos estes dois. As outras peças, enfim, qualquer um podia ter escrito, desde que soubesse Grego ou Latim, que por acaso o Shakespeare aprendeu na escola. Que educação tão precária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O talento, quando nasce, não é como o sol, porque é só para alguns. E, tal como a justiça, também é ceguinho. Não quer saber se a pessoa tem ou não dinheiro para comprar o que lhe fica bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto é uma coisa muito difícil de aceitar. Cada um com a sua cruz, não é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8115709177328067205?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8115709177328067205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8115709177328067205&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8115709177328067205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8115709177328067205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/iluminacao-da-classe-media.html' title='A iluminação da classe média'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UBnzyChnL0Y/Ts2HnQ1lhyI/AAAAAAAAA5U/Ih0uiR6qFX8/s72-c/ws.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1849289087256714756</id><published>2011-11-21T16:18:00.001Z</published><updated>2011-11-21T16:30:25.775Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Das místicas e da falta delas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b_QeVjNxlRM/Tsp8JcbtuDI/AAAAAAAAA5M/0e3ZBBjeyRc/s1600/Benfas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-b_QeVjNxlRM/Tsp8JcbtuDI/AAAAAAAAA5M/0e3ZBBjeyRc/s320/Benfas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo J.L. Austin apontou uma situação muito pertinente (isto quanto a mim) no seu How To Do Things With Words: muitas vezes, mudamos a nossa vida com a linguagem, porque agir com a língua que se fala é tão ou mais importante do que agir fisicamente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto para dizer que hoje abri a caixa do correio e estava lá uma revista chamada "Mística". Achei estranhíssimo, e que no mínimo o pessoal ensandecido do New Age me andava a perseguir, sabe-se lá porquê. Mas como é que esta gente descobriu a minha morada?!, pensei eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece que descobri, após um olhar mais minucioso à revista, que se tratava da Mística, sim, mas do Benfica. Era a revista do Benfica, não o pessoal ensandecido do New Age, crianças índigo e hortelã pimenta e isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia ali qualquer coisa naquela situação que pedia mudança, transformação. Senti que, seguindo o pensamento de Austin, eu deveria ter tido qualquer reacção verbal que instituisse um novo estado de coisas - ah, que o meu dia melhorou tanto, ah que vou ler a revista de uma ponta à outra, ah, que a mística da revista vai transferir-se para a minha pessoa, que tão precisada dela (da mística, leia-se) está.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não. Eu não disse nada porque a minha vida continuou igual. A revista permanceu na caixa do correio, já que eu estava muito carregada e não me apeteceu ter de arranjar um dedinho onde ela se pudesse encaixar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os benfiquistas acham que o Benfica muda a vida deles, só por cantarem o hino. Eu não. Talvez não seja benfiquista pura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reservo o poder da linguagem assim para outras situações. É que é muito difícil deixar a mística entrar na nossa vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas força, Benfica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1849289087256714756?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1849289087256714756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1849289087256714756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1849289087256714756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1849289087256714756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/das-misticas-e-da-falta-delas.html' title='Das místicas e da falta delas'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b_QeVjNxlRM/Tsp8JcbtuDI/AAAAAAAAA5M/0e3ZBBjeyRc/s72-c/Benfas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8834570186788805519</id><published>2011-11-17T18:18:00.001Z</published><updated>2011-11-17T18:34:34.270Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><title type='text'>Coisa que não compreendo: "pedimos desculpa pelo incómodo"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Normalmente, costumo considerar que pedir desculpa pelo incómodo é muito agradavelzinho, muito composto. Mas tenho reparado que pedir desculpa pelo incómodo não passa de um estratégia amenizadora para justificar algo que não tem justificação nenhuma, tornando-se numa frase críptica que precisa de ser decifrada, querendo significar sabe-se lá que extraordinário inconveniência. E deste modo o "pedimos desculpa pelo incómodo" tem muitas traduções possíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Multibanco avariado. Pedimos desculpa pelo incómodo" - tradução: não estamos para pagar multibanco, portanto traga dinheiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Se desejar recibo, por favor dirija-se à loja. Pedimos desculpa pelo incómodo" - tradução: queremos muito que não nos peça recibo para pormos dinheiro ao bolso, portanto vamos complicar-lhe a vida o mais possível. Isto aconteceu-me numa porcaria de uma bomba Galp (a empresa que mais detesto em Portugal nem é a Emel, é mesmo a Galp) - a bomba estava em pré-pagamento, de modo que a pessoa tinha de ir pagar, voltar à bomba e abastecer, e depois voltar à loja para pedir recibo. Tive vontade de partir tudo. Comecei a resmungar, o mais educadamente que consegui, com a senhora que lá estava, mas coitada, o que é que ela tinha a ver com aquilo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Casa de banho avariada. Pedimos desculpa pelo incómodo" - tradução: não estamos para andar sempre a limpar a casa-de-banho e o xixi e cocó dos outros. Vá fazer à esquina ou aguente até chegar a casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A impressora não tem toner. Pedimos desculpa pelo incómodo" - tradução: ficámos sem tinteiro há que tempos e nunca tivemos para o trocar. Mais uma vez, aconteceu-me a mim nos Correios, mais do que uma vez (tinha de autenticar uns documentos, ando sempre imersa em burocracia). Continuando, da segunda vez, tive de dizer ao senhor que tinha de arranjar maneira de pôr a impressora a funcionar. Dois minutos depois e afinal já havia o chamado toner ("ah, está mesmo no fim, a senhora está com sorte!").&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É expressão que me irrita sempre. De cada vez que alguém "pede desculpa pelo incómodo", já se sabe que o mesmo incómodo vai ultrapassar em muito qualquer laivo de razoabilidade. Mas lá estão as pessoas a insistir no pedir desculpa pelo incómodo não por boa educação (a boa educaçãozinha é sempre bem-vinda, e nós, queridos portugueses, gostamos muito de rematar a frase com expressões compostinhas como esta), mas sim como uma justificação para a parvoíce irrazoável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sério.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este post destila fel. Peço desculpa pelo incómodo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8834570186788805519?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8834570186788805519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8834570186788805519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8834570186788805519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8834570186788805519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/coisa-que-nao-compreendo-pedimos.html' title='Coisa que não compreendo: &quot;pedimos desculpa pelo incómodo&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7581877286973239156</id><published>2011-11-10T21:26:00.000Z</published><updated>2011-11-10T21:26:54.960Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Mas se eles queriam todos ser o Kurt Cobain</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6VyUjGehO6g/TrxBP0kvgeI/AAAAAAAAA5E/RvFhsYuJrdI/s1600/48HoursKC.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-6VyUjGehO6g/TrxBP0kvgeI/AAAAAAAAA5E/RvFhsYuJrdI/s400/48HoursKC.jpeg" width="366" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A BBC passou, na semana passada, uma série de programas sobre o grunge e os Nirvana. Por coincidência, foi a mesma semana em que vi o excelente documentário de Cameron Crowe sobre os Pearl Jam, 20.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez que ouvi Nirvana foi com o omnipresente Smells Like Teen Spirit, e fiquei abismada com aquilo. Por um lado, achei horrendo e o Kurt Cobain o homem mais feio que já alguma vez vira. Qual era a ideia de não pentear o cabelo, ainda por cima quando se era louro? Não percebi. Por outro lado, acho que tudo aquilo me fascinou.Nunca tinha ouvido nada assim. Ainda hoje gosto de ouvir Nirvana (embora sem pretensões de ser uma grande fã, porque nunca fui), portanto acho efectivamente que a distorção das guitarras e a voz roufenha do Kurt me fascinaram mesmo - e aquele suspiro quando canta Where Did You Sleep Last Night (&lt;a href="http://youtu.be/n4JEVwLY9JE"&gt;aqui, minuto 3:58&lt;/a&gt;) ainda hoje me mata. Acho que este homem era um grande intérprete, de facto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documentário que vi relatava as últimas 48 horas de Kurt Cobain (há em DVD, capinha aqui ao lado) e discutia aquilo que, segundo sei, já muito se discutiu anteriormente sobre Cobain - que era atormentado pela fama; que, se por um lado queria fazer dinheiro, por outro vivia esmagado sob o peso da fortuna e da opulência com que subitamente fora bafejado; que lidava malíssimo com o facto de se ter tornado uma figura de culto e de ter gente que o adulava, que o "seguia"; que de alguma forma sentia que a fama e o sucesso não eram merecidos (e mostra-se imediatamente uma entrevista em que Cobain diz que havia, na altura, dezenas de bandas muito melhores do que os Nirvana que mereciam ter alcançado o sucesso destes últimos; há igualmente depoimentos de uma série de pessoas da cena musical de Seattle, antes desta se ter tornado mundialmente popular e toda fixe, a dizer que, enquanto os Mother Love Bone, antecessores dos Pearl Jam, haviam sempre gozado de grande popularidade, os Nirvana eram os parentes pobres da altura, perdedores em todos os aspectos; até há alguém que diz algo como "até para Seattle eles eram uns falhados").&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém. A história que se segue é bem conhecida - sucesso e vendas retumbantes, suicídio e miríades de explicações que se seguiram depois da morte de Kurt Cobain, da paranóia (foi assassínio, mas é!), à solidária (coitado, tinha problemas de estômago e era um grande viciado), passando pela idólatra (ah, que sensível, que profeta atormentado, a fama foi demais para ele, as grandes almas são assim, não são para este mundo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém. Kurt Cobain conseguiu fama e dinheiro. Sucesso propriamente dito, talvez não. E conseguiu fama e dinheiro porque merecia, ou porque teve sorte, porque a MTV decidiu passar o Smells Like Teen Spirit vezes sem conta? Uma colega minha da faculdade, daquelas parvas irredutíveis, dizia que não percebia o apelo dos Nirvana, já que o Cobain cantava mal e era muito "imperfeito" a tocar guitarra. Para mim, a falta de técnica de alguém não significa que não tenha talento (a Celine Dion é muito perfeita a cantar e não tem pinga de talento, por exemplo). Eu, por acaso, acho que Kurt Cobain era talentoso. Outros dizem que não, que teve apenas sorte e que, para voltar a Smells Like Teen Spirit, esta canção não passa de um riff do More Than a Feeling dos Boston, apenas mais acelerado e com mais distorção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo que eu queria verdadeiramente dizer, e que por alguma razão anda aqui aos solavancos, é que Kurt Cobain é apenas um exemplo de uma questão maior, mais "abrangente" (que palavra cómica, eh eh) &amp;nbsp;- o que é, verdadeiramente, o talento? Truman Capote, como sempre soberbamente consciente de que esta qualidade era algo que ele tinha em abundância, descreve o talento como um chicote que fustiga as pessoas talentosas permanentemente, sempre à procura de mais e melhor. Foi este chicote que levou Cobain ao suicídio? É que acredito que, efectivamente, o talento e as suas consequências possam ser tão avassaladoras que acabem por redundar em destruição (e a História mostra-nos uma data de exemplos disto). Por outro lado, é também certo que o "talento" é difícil de identificar, e muitas vezes confundido com campanhas publicitárias audaciosas, marketing manipulador, fogo de vista, espectáculos para encher o olho, atitudes, roupas, cabelos, entrevistas cuidadosamente estudadas e planeadas, etc. - e a atitude blasé, de recusa de qualquer coisa, dos Nirvana e do grunge em geral, que me atraía na altura e continua a atrair, pode talvez não passar disso. Eu sempre vi ali qualquer coisa de genuíno, tal como hordas de outras pessoas, mas talvez tudo isto de que falo seja tão genuíno como a Jennifer Lopez (que, coitada, já avisou as pessoas de que é apenas a Jenny from the block, genuinazinha de morrer).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim, não tenho resposta nem mais nada a dizer, a não ser que, ontem tal como hoje, se eles queriam todos ser o Kurt Cobain, juntar-me ao grunge era a mais lógica solução (frase sábia, esta, que devia vir entre aspas, pois obviamente não é minha. Mas aspas são feias e já usei muitas neste texto). E nunca me arrependi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7581877286973239156?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7581877286973239156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7581877286973239156&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7581877286973239156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7581877286973239156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/mas-se-eles-queriam-todos-ser-o-kurt.html' title='Mas se eles queriam todos ser o Kurt Cobain'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6VyUjGehO6g/TrxBP0kvgeI/AAAAAAAAA5E/RvFhsYuJrdI/s72-c/48HoursKC.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3610533017583566008</id><published>2011-11-02T22:51:00.001Z</published><updated>2011-11-02T22:52:01.457Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>A língua que não é doce como o mel</title><content type='html'>&lt;i&gt;Is our language a function of our British cynicism, tolerance, resistance to false emotion, humour, and so on, or do those qualities come extrinsically - extrinsically - from the language itself? It's a chicken and egg problem.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. O grande Stephen Fry tem, como sempre, razão quando fala destas coisas da língua e da linguagem. Uma vez, na Expo92 (pois é... eu &amp;nbsp;sou uma pessoa assim velha), veio um indivíduo perguntar-nos, a mim e ao grupo de amigos com quem eu estava, de onde éramos. Respondemos de Portugal, ao que ele retorquiu "o vosso idioma é doce como o mel". Lembro-me de na altura ter pensado que, ou ele queria ser extremamente simpático por qualquer motivo, ou devia apenas conhecer o português do Brasil. Não consigo conceber ninguém a ouvir português europeu e considerá-lo "doce". Tem muitas outras qualidades, mas doce, melodioso, fofinho, não é.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O português é duro, de ângulos agudos daqueles que o Cesário Verde gostava, ríspido, fechado, desconfiado, pouco simpático. A língua é assim porque nós somos assim?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, quanto a mim, o português também é carismático, expressivo, forte, gracioso e com piada. E seremos nós assim também? Ou calha a nossa língua ser assim, sem nada a ver connosco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O signo linguístico é arbitrário, já dizia Saussure. De alguma forma, isto responde à questão. E porém, acaba por não responder. Se a linguagem é uma faculdade mental, então as nossas qualidades estão na língua que falamos. E se existe um imaginário colectivo, um país que partilha uma memória, um território, uma história, etc., então a língua também faz parte dessa partilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclusão: o português (europeu, reitero) não é doce como o mel porque os portugueses também não são. O português é antipático porque os portugueses também são. Mas o português tem piada e graça porque os portugueses também têm. E a língua é uma coisa que a crise ainda não afectou. É lixado não ter subsídio de Natal, mas a minha língua ainda é o português. Serve para alguma coisa, ou vai servindo. Para consolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/hHQ2756cyD8" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3610533017583566008?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3610533017583566008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3610533017583566008&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3610533017583566008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3610533017583566008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/11/lingua-que-nao-e-doce-como-o-mel.html' title='A língua que não é doce como o mel'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/hHQ2756cyD8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-360807014037862874</id><published>2011-10-25T00:17:00.000+01:00</published><updated>2011-10-25T00:17:01.535+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Bromances</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cohygch_rZU/TqXxyTxTF3I/AAAAAAAAA48/h2XAZDyhMYQ/s1600/JeremyI.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-cohygch_rZU/TqXxyTxTF3I/AAAAAAAAA48/h2XAZDyhMYQ/s400/JeremyI.jpg" width="331" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou a ler o Brideshead Revisited. Ainda estou no princípio e nunca vi a série de televisão, que passou quando era pequena demais para me lembrar, portanto não me contem nada do enredo, por favor. Só sei mesmo que Brideshead é uma casa espectacular, que há uma família rica, que há um narrador fascinado pela mesma família e por um magnético Sebastian e pronto. E que a grande protagonista do livro é a casa, razão pela qual estou há uns tempos para ler esta obra. E que é tudo muito aristocrático e coiso e que depois vai tudo para a guerra. Fim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não é a casa que me traz aqui. Nas primeiras páginas de Brideshead Revisited, estão o narrador e o Sebastian em Oxford, e queixam-se da maçada que é ter a universidade infestada de mulheres, e eventos sociais só para mulheres, e mulheres a tomar chá e a almoçar, e ai que chatice, vamos sair daqui para o meu palácio feudal uns diazitos até elas se irem embora. E assim o fazem, efectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma certa literatura (tosse - DH Lawrence - tosse) que tem esta mania irritante, esta mania quiçá misógina de que as mulheres só servem de bibelots foleiros que quando saem da caixa são uma praga, e mais vale a gente dar-lhes uma cotovelada, parti-los e fingir que foi sem querer para nos conseguirmos livrar deles.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não estou em erro, no final de Women in Love, a personagem de Rupert apercebe-se de que a sua relação com a namorada, ou mulher, não me lembro, será sempre insatisfeita e imperfeita porque a verdadeira relação perfeita existia na união com o seu amigo do sexo masculino, que morreu (não me lembro do nome dele). Não estamos a falar aqui de dois homens apaixonados, nem de nenhum subtexto gay (quer dizer, se calhar este subtexto existe, mas não é necessariamente o mais relevante) - estamos a falar da tal ideia, quanto a mim irritante, de que as mulheres são engraçadinhas mas em moderação, ao passo que a amizade entre dois homens, a relação entre dois homens, é uma camaradagem tal, uma união tal, que nada se equipara a ela e que qualquer mulher não passa de uma agradável distracção para tirar a barriga de misérias, como se costuma dizer.&amp;nbsp;É a filosofia, igualmente irritante (reitero de propósito), dos bros before hoes. Ou seja, toda a nobreza está nos homens, e essa nobreza de sentimentos é negada às mulheres.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém, penso se não será possível que um homem tenha os seus 'bromances' e que estes o façam feliz; e que, ao mesmo tempo, as mulheres sejam vistas de modo diferente, mas em igual plano. Equiparadas, portanto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não, mas não. Um clube de rapazes é sempre um clube de rapazes, e assim eles podem ouvir os Red Hot Chilli Peppers todos juntos e chutar a bola ou seja lá o que for que os rapazes fazem. As raparigas são peganhentas, como dizia o Calvin (do Calvin and Hobbes, bem entendido).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que parvoíce. Nem sequer consigo escrever parágrafos coerentes, de tal forma isto me desorienta. E assim se explica o meu apego às irmãs Bronte, todas mulherzinhas, que escreviam sob uma perspectiva feminina sem antagonizar os homens. Elas até queriam casar e tudo, e a Charlotte casou mesmo, não com o homem de quem ela gostava, mas enfim, foi o que se pode arranjar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que vou dizer a seguir é uma generalidade grosseira, mas é mais fácil uma rapariga encontrar coisas em comum com outra rapariga, os livros, as princesas, as Barbies, o cor-de-rosa, e o mesmo se passará com os rapazes, os carrinhos, o azul, o Homem Aranha. Culturamente, tendemos a orbitar em volta das similitudes que encontramos nos outros. Mas a piada da vida é conseguirmos entender-nos com a diferença, com o estrangeiro, com a oposição (seja ela masculina ou feminina). Daí eu não acreditar em 'bromances' nem em bros before hoes nem em hoes before bros. Expressões detestáveis, aliás. &amp;nbsp;Daí o DH, de alguma forma, me agastar. Embora eu adore o DH. Daí eu me ter irritado com o tal episódiozito do Brideshead Revisited.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto, é isto. Boa noitinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-360807014037862874?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/360807014037862874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=360807014037862874&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/360807014037862874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/360807014037862874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/10/bromances.html' title='Bromances'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cohygch_rZU/TqXxyTxTF3I/AAAAAAAAA48/h2XAZDyhMYQ/s72-c/JeremyI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-4979334664202099316</id><published>2011-10-21T20:24:00.003+01:00</published><updated>2011-10-21T20:24:49.924+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'></title><content type='html'>A vida é a pessoa mais estranha que eu conheço. Oh, pá...suspiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-4979334664202099316?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/4979334664202099316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=4979334664202099316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4979334664202099316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4979334664202099316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/10/vida-e-pessoa-mais-estranha-que-eu.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7868290131540158239</id><published>2011-10-16T22:30:00.000+01:00</published><updated>2011-10-16T22:30:15.255+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>O remendinho</title><content type='html'>Talvez devido a estes tempos de horror que vivemos, tenho lido muita literatura policial, mais especificamente aquela escrita por PD James. Ler sobre crimes e violência ficcionais alivia-me. Pode ser um bocado parvo, mas é verdade.&lt;br /&gt;Voltando a PD James. Gosto muito dela, porque sabe contar e desvendar um bom mistério, sem se esquecer das personagens. Há romances policiais pouco interessantes porque se concentram só na história e nos pormenores do crime, esquecendo as pessoas que fazem parte do mesmo, mas a PD tem o cuidado de nos lembrar que, para haver mistérios e crimes, é preciso primeiro haver pessoas, de modo que humaniza as suas personagens de uma forma doce, toda psicológica e certinha, que acaba por adensar ainda mais o mistério ao conferir-lhe mais realismo.&lt;br /&gt;O Poirot da PD James é o detective comandante super-importante xpto Adam Dalgliesh, cujo pai era vigário, sendo ele, Adam, poeta part-time, condutor de um Jaguar, heterossexual frustrado porque é fundamentalmente casado com a profissão, sendo obrigado a negligenciar as suas gajas, sempre professoras em Cambridge ou coisa que o valha. Mas Dalgliesh é estóico e aceita que um homem na sua condição não pode ter tudo, para poder continuar a ter quase tudo.&lt;br /&gt;Comecei por ler The Black Tower, uma das primeiras aventuras de Adam Dalgliesh. Depois passei para o Murder Room, que é mais recente. São os dois bonitos, mas o primeiro, The Black Tower, é o mais bonito, assim louro de olhos azuis, ao passo que o Murder Room é, digamos que, moreno de sobrancelhass grossas, mas interessante. Em Black Tower, há uma grande sensibilidade relativamente às personagens, algumas delas comoventes, tanto mais que a acção se desenrola num lar para pessoas incapacitadas e sem mais nenhum sítio para ir. Um pormenor que quase faz chorar é quando Dalgliesh examina o cadáver de uma das vítimas, uma senhora mais velha, muito gentil e doce, muito educada, que lamentavelmente é assassinada pelo carrasco cuja identidade não vou revelar, caso alguém vá ler o livro. A senhora estava vestida com a melhor camisa de dormir que tinha e que havia deixado entre os seus pertences, caso precisasse de uma roupinha um bocadinho melhor. É uma camisa de dormir longa, branca, com um grande laçarote no pescoço, feia. Dalgliesh repara que tem um remendo no cotovelo, um remendinho que fora cuidadosamente arranjado e cosido, e fica comovidíssimo sem sequer sabe explicar porquê, a olhar para o remendinho no cotovelo.&lt;br /&gt;Eu acho que percebo o Adam Dalgliesh, e que o remendinho me matava, se o visse. Ando muito sensível a peças de vestuário, ultimamente.&lt;br /&gt;No Murder Room, o mesmo Adam Dalgliesh continua atento e sensível, mas muito mais James Bond, mais homem do mundo, cosmopolita e tecnológico. O James Bond é um herói da treta, quanto a mim, um chato de primeira sem qualquer qualidade que o redima, um homem de meia idade de pança ao volante de um BMW branco a pensar que a estrada é dele. Dalgliesh não chega a este ponto, mas vai endurecendo à medida que o tempo passa.&lt;br /&gt;Moral da história. E agora, tal como este país, vou vestir a minha camisinha de dormir com remendinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7868290131540158239?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7868290131540158239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7868290131540158239&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7868290131540158239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7868290131540158239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/10/o-remendinho.html' title='O remendinho'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2024507255689196056</id><published>2011-10-07T17:52:00.001+01:00</published><updated>2011-10-07T17:52:11.645+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>O vestidinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bZpIZ2oyqlc/To8sb4sLPfI/AAAAAAAAA44/OhzB4D3xd80/s1600/JEyer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-bZpIZ2oyqlc/To8sb4sLPfI/AAAAAAAAA44/OhzB4D3xd80/s320/JEyer.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Estava à espera de um filmito melhor. A Jane tem uma história tão intensa, tão cheia de matéria fílmica, pelo menos eu acho que sim, aquele desolamento, a orfandade, o amor contrariado, a mansão gótica, a louca desvairada, e este filme vai-se a ver (bela expressão) e arruma tudo num segundito, tudo contado à pressa, tudo sem graça nenhuma.&lt;br /&gt;E porém, acertaram nos actores. Gostei muito da menina que faz de Jane, a Mia qualquer coisa, de quem não tinha gostado na Alice no País das Maravilhas, mas que aqui está muito bem, introvertida, sensível, magrinha, pequenina, metida para si, intensazinha. Fez uma bela Jane, achei eu. Gostei particularmente das vezes em que aparecia a passear enfiada em pensamentos, de mãos na cintura. Realçava uma cinturinha fina, uma postura inteligente e decidida como a Jane devia ter, se existisse.&lt;br /&gt;E isto fez-me lembrar o dia em que tive a sorte de ir ver a casa das irmãs Bronte, em Haworth, que é uma vilazinha no Yorkshire. Nada bonita, quanto a mim, nem a vilazinha nem aquela parte do Yorkshire em geral, aquelas charnecas, aquele desolamento, embora reconheça que, objectivamente, nada daquilo é propriamente feio. Enfim. Dizia, houve um dia em que fui visitar a casa das irmãzinhas, e lá estava o sofá verde, acho que era verde, em que a Emily tinha morrido, e no andar de cima estava um vestidinho da Charlotte. Um vestidinho simples, redondo, com uma golinha branca sem muito adorno, uma cintura fina, usado por alguém magrinho, enfezadinho, encabulado.&lt;br /&gt;E fiquei ali a ver aquele vestidinho, que não parecia pertencer a ninguém com mais de dez anos e tinha no entanto pertencido a uma Charlotte Bronte adulta. Eu ali, com o dobro do tamanho daquele vestido, o dobro da cintura, das pernas, recheada de carne por todo o lado, anos de boa nutrição e indulgência bem à vista, de calças de ganga que me serviam, de casaco comprido, de sapatos quentes. &amp;nbsp;Eu, que nunca perdi nenhum amigo na infância, nem nunca fui mandada para um colégio interno para meninas pobres onde se passava fome e frio e onde se morria &amp;nbsp;de tuberculose.&lt;br /&gt;Aquele vestidinho, pá. Tenho-me lembrado dele (e pode &lt;a href="http://www.haworth-village.org.uk/360/bronte/charlotte_room.asp"&gt;ser visto aqui &lt;/a&gt;onde, julgo, não tem o efeito que tem ao vivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2024507255689196056?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2024507255689196056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2024507255689196056&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2024507255689196056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2024507255689196056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/10/o-vestidinho.html' title='O vestidinho'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bZpIZ2oyqlc/To8sb4sLPfI/AAAAAAAAA44/OhzB4D3xd80/s72-c/JEyer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5985697403831927692</id><published>2011-10-03T21:09:00.001+01:00</published><updated>2011-10-07T17:52:26.580+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Sinais exteriores de tudo e alguma coisa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou uma pessoa que gosta de ler coisas, coisas variadas e ecléticas, e portanto no outro dia estava a ler um livro sobre crianças e bebés. Era um livro muito bem organizado, com uma secção dedicada a apaziguar as preocupações dos adultos sobre esses seres misteriosos e indecifráveis que são, de facto, as crianças, e intentava responder-se à pergunta parva "como é que eu sei se o meu bebé de cinco meses é muito inteligente?". O livro começa por dar uma resposta, essa sim, inteligente - ainda é cedo para qualquer pai se preocupar com isso, e todas as crianças são especiais, com talentos que lhes são próprios. Exacto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas depois continuava - "no entanto, se quer mesmo saber se o seu filho é especial, aqui está uma lista de pequenos sinais que podem indicar uma inteligência fora do normal - apontar para objectos, falar, pôr-se de pé, resolver equações, dar festinhas ao cão, ler Sartre, etc. e tal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eh pá. Isto agastou-me, sinceramente. Se há coisa penosa de ver são pais em ataques epilépticos a quererem que o seu normalíssimo, queridíssimo filho, ocupado com carrinhos e biscoitos cobertos de baba, seja o próximo Einstein, mas já agora com a aparência do Brad Pitt, se for possível. E ainda é mais irritante quando os pais não só acalentam estes desejos, como acreditam neles piamente, de modo que a criancinha cresce convencida de que é loura, de olhos azuis, linda de morrer e absolutamente sagaz, ainda que seja morena, peluda, gorducha, e sem saber sequer como se pronuncia Dartacão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto é triste. Tudo bem que esta nova geração (esta maltosa nova!) é diferente da minha, acho eu, mais convencida, mais empertigada, com a mania de que tem direito a tudo e de que sabe tudo, não sabendo quase nada, como é próprio da juventude. Mas entre esta arrogância e a certeza absoluta de que o mundo nos deve tudo ainda vai uma distância, distância essa que se encurta quando os paizinhos dão muita atenção a artigos &amp;nbsp;um tanto ou quanto idiotas como aquele a que me referi no início do post.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém. Hoje estava a ler &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/10/02/opinion/sunday/meet-the-new-super-people.html"&gt;um artigo que considerei ligeiramente tenebroso&lt;/a&gt;, mas começo agora a compreender a razão de ser de certas coisas. Será que, nos dias de hoje, diria ainda Jesus "deixai vir a mim as criancinhas?" Ou diria antes "deixem lá, filhos, que eu agora não tenho vagar e não estou na disposição de ser gozado por uma data de fedelhos só porque não tenho um iphone. E não tenho porque não preciso, estou em todo o lado e vejo tudo, mas vocês não sabem disso, só ligam aos sinais exteriores de riqueza, os mesmos aos quais me oponho, e portanto faltavam-me ao respeito e quer dizer".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5985697403831927692?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5985697403831927692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5985697403831927692&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5985697403831927692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5985697403831927692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/10/sinais-exteriores-de-tudo-e-alguma.html' title='Sinais exteriores de tudo e alguma coisa'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-4457186500544608176</id><published>2011-09-21T00:22:00.000+01:00</published><updated>2011-09-21T00:22:24.518+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'></title><content type='html'>Não tenho escrito muito.&lt;br /&gt;Que grande constatação, tão verdadeira e acertada.&lt;br /&gt;As razões da minha ausência explicar-se-iam muito facilmente se se prendessem com falta de tempo. E, de certo modo, tenho alguma falta de tempo, mas não é este o factor predominante. Felizmente, sempre fui e continuo a ser uma pessoa com tempo, que não gosta de trabalhar e que tem a sorte de ser suficientemente esperta para despachar o trabalho o mais depressa possível, consumindo o menor tempo e energia possíveis. Não espero muito, não dou muito, e consequentemente não recebo muito, mas sou amplamente recompensada em tempo, o que para mim é o mais importante.&lt;br /&gt;E porém. Não tenho escrito. Estive meses sem perceber exactamente porquê, mas agora já percebi. A minha vida encheu-se de coisas importantes, coisas que preenchem, fazem pensar e trazem muita felicidade, aquele tipo de felicidade que não se consegue transmitir ou explicar sem entrar em pormenores mais pessoais, o tipo de pormenores que queria aqui evitar.&lt;br /&gt;De modo que tem sido difícil pensar em coisas interessantes para escrever. Normalmente, as coisas interessantes, ácidas, sardónicas, vêm com uma certa dose de negrume que, como diz o outro, não me assiste. A felicidade não tem piada porque não precisa de ter - é a felicidade, e por isso nada a ultrapassa. A felicidade pode ser pirosa, entediante para os outros, foleira, mas é imbatível. E traz também com ela uma certa satisfação, uma certa paz de espírito que, para mim, se tem revelado incompatível com a escrita.&lt;br /&gt;Portanto, a não ser que passe a desfiar urbi et orbi os detalhezinhos da minha vidinha, os mesmos pormenores que me deixam tão feliz, coisa que não vou fazer, acho que vou continuar sem escrever. Embora queira voltar a escrever, assim que tiver algo de inteligente para dizer. Não tem acontecido.&lt;br /&gt;Quando descobrir como aliar a felicidade, coisa que eu nunca pensei ser tão avassaladora, com uma escrita que me satisfaça, volto a escrever. Espero que aconteça rapidamente.&lt;br /&gt;Uma outra hipótese é começar a encetar esforços para tornar a minha Rua num blog de moda. Por exemplo, neste momento tenho umas havaianas calçadas. Havaianas é fashion... certo?&lt;br /&gt;Pois. Também não vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-4457186500544608176?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/4457186500544608176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=4457186500544608176&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4457186500544608176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4457186500544608176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/09/nao-tenho-escrito-muito.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-9089533724863857325</id><published>2011-09-18T00:45:00.000+01:00</published><updated>2011-09-18T00:45:13.901+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #faf9d1; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;We are are currently wealthy, fat, comfortable, and complacent. We have a built in allergy to unpleasant or disturbing information; our mass media reflect this. But unless we get up off our fat surpluses, and recognize that television, in the main, is being used to distract, delude, amuse, and insulate us, then television and those who finance it, those who look at it, and those who work at it, may see a totally different picture, too late.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Tirei esta citação do excelente filme de George Clooney, Good Night and Good Luck, que revi na TV há uns minutos (a citação em si foi copy paste do IMDB). Aquilo que se diz da televisão aplica-se, penso eu, aos meios de comunicação social em geral (rima, que cacofónico) - distrair, iludir, divertir e isolar. "Informar", pouco, e infelizmente mal. Sempre esta sensação de que estou a perder, como cantava Variações.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;O mundo existe, está lá fora, e a gente nunca o consegue apanhar. Era bom que os media nos ajudassem na tarefa e fossem um exemplo de cidadania.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Não é o caso. Que pena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Boa noite, e boa sorte para todos nós. Ou, como a língua portuguesa alegremente permite, para a gente todos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #faf9d1; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-9089533724863857325?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/9089533724863857325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=9089533724863857325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9089533724863857325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9089533724863857325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/09/are-are-currently-wealthy-fat.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-9060198371091478802</id><published>2011-08-24T16:31:00.000+01:00</published><updated>2011-08-24T16:31:03.731+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Atracção do abismo: Glee</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A série Glee é daquelas que eu tenho vergonha de dizer que gosto. Na verdade, e na maior parte das vezes, é um programa que me irrita ligeiramente devido às interpretações péssimas que os miúdos fazem de canções de que eu até gosto. Esganiçam a garganta impossivelmente, são excessivamente formatados, fazem os movimentos todos certos, e o pior é quando olham uns para os outros a rir, muito horrivelmente, como hienas a estudar o ataque. Quem me irrita tanto que se torna impossível para mim não ver a série, porque o abismo me atrai sem possibilidade de resistência, é a rapariga principal, a Rachel, toda certinha, toda com voz à Celine Dion, que quase chora enquanto grita, bate com as mãozinhas no peito ou no ar e em geral tem todos os tiques exasperantes das más cantoras com boa voz. Entretenho-me a pensar no que faria a esta miúda se a conhecesse na vida real, e penso que puxar-lhe os cabelos com toda a força e dizer que ela é feia estaria no topo da lista. Sou tipo sádica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém. Gosto da filosofia subjacente à série, a de que os miúdos totós, impopulares, conseguem alcançar o que querem porque têm moral e são boas pessoas. Gosto do conceito de série musical, apesar de me contorcer um bocado no sofá sempre que os miúdos começam com coreografias impossivelmente pirosas - fico sempre com aquela sensação arrepiante de vergonha alheia, às vezes nem consigo olhar. Mas depois aparece a má, a Sue, que me faz rir sempre, e continuo a ver, além de que os miúdos são pirosos mas são bonzinho e triunfam sempre, e eu gosto de ver os bonzinhos a ganhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas irrito-me bastante. Para comprovar isto, deixo abaixo um vídeo que eu penso que demonstra bem a vontade que se gera dentro de uma pessoa de fazer a estes miúdos saltitantes aquilo que se faz no Lucky Luke, e que é atirá-los todos para dentro de uma tina de alcatrão, cobri-los de penas e aplicar-lhes uma medida punitiva corporal, vulgo "pontapé no cu". Peço desculpa pelo vernáculo. Estou quase a dar o salto final para o abismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/CbEsgyM_PP0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-9060198371091478802?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/9060198371091478802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=9060198371091478802&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9060198371091478802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9060198371091478802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/atraccao-do-abismo-glee.html' title='Atracção do abismo: Glee'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/CbEsgyM_PP0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2031198643482802622</id><published>2011-08-19T23:33:00.000+01:00</published><updated>2011-08-19T23:33:08.454+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>True Blood, 4ª série - SPOILERS</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img height="300" src="http://static.desktopnexus.com/thumbnails/120902-bigthumbnail.jpg" width="400" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pronto, avancei na visualização dos episódios todos do True Blood disponíveis até agora, e a Sookie foi finalmente despedida, embora não propriamente pelo patrão - mas foi despedida. O mais engraçado é que ninguém deu por nada, nem o patrão, nem os colegas, nem os clientes nem nada. Penso que nem a própria Sookie deu pelo facto de ter sido despedida. Onde é que ela arranja dinheiro para sobreviver, são os vampiros que lhe dão? Esta é uma questão que eu gostaria de ver discutida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescento também que, embora lamentando a separação da Sookie e do Vampire Bill, estou a apreciar muitíssimo o romance entre a primeira e o Vampire Eric, que se tem pavoneado largamente em tronco nu, coisa sempre bonita de se ver. O actor que faz de Eric é muito profissional, de facto, e só por isso vale a pena visionar esta série.&lt;br /&gt;E aquele genérico tão giro, é que é mesmo giro e lúgubre, o genérico.&lt;br /&gt;Bom. Não tenho mais nada a dizer. Bem-haja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2031198643482802622?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2031198643482802622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2031198643482802622&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2031198643482802622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2031198643482802622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/true-blood-4-serie-spoilers.html' title='True Blood, 4ª série - SPOILERS'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3044941838246662448</id><published>2011-08-18T18:57:00.000+01:00</published><updated>2011-08-18T18:57:16.386+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>A livraria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A livraria da minha infância está em risco de fechar. Como é óbvio, é algo que me entristece muitíssimo. Apesar de ser já um lugar-comum, é verdade que a concorrência das grandes superfícies (não só supermercados - FNACs e afins também) torna, penso eu, a vida um tanto ou quanto impossível às pequenas livrarias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que pode soar petulante (estou-me marimbando, como se costuma dizer), mas não compro livros em supermercados, e por uma série extensa de razões, encabeçada, obviamente, pela pobre selecção que se encontra nestes locais. Normalmente, a mesma selecção apenas pode ser categorizada como "merda", e nunca pensei dizer isto acerca de qualquer livro, mas a verdade é que é um bocadinho impossível a pessoa não se exasperar com mais um volume de um "psicólogo", certamente auto-designado, que promete resolver o problema a pais e filhos, e mais uma biografia de vinte páginas com letra tamanho 20 sobre a Duquesa de Cascos de Rolha e Rallé, e a aventura estrondosa do médico que se tornou alcoólico, perdeu tudo e tudo voltou a reconquistar, e o novo romance da Gonçala Pitéu sobre uma fazendeira argentina que conhece um importante nova-iorquino cujo avião privado se despenhou na sua imensa propriedade, ele tem amnésia, apaixonam-se, ele recupera a memória e descobre que é riquíssimo e casam, não sem antes o nova-iorquino acabar com a bruxa da noiva que entretanto descobriu que tinha, e que faz tudo para o separar da argentina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuando. A outra razão pela qual evito comprar livros em supermercados é porque, para mim, escolher um livro requer ambiente, atmosfera, calma. Num supermercado, "calma" é coisa que não existe. Em terceiro lugar, não penso que um livro seja um objecto que se faça equivaler a iogurtes e fiambre, e portanto não consigo evitar um certo sentimento de bizarria ao associar livros a supermercados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isto sou eu. Se os livros são consideravelmente mais baratos em supermercados, é evidente que é lá que as pessoas os vão comprar, e não podem ser criticadas por isso. E também é evidente que as livrarias, à excepção da Fnac, não conseguem concorrer com Continentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em Fnac. Na Fnac, compro de facto livros e tenho cartão Fnac e tudo. E é preciso dizer que, pelo menos no meu caso, o cartão Fnac tem valido a pena. Além de que a selecção da Fnac não é perfeita, e é até lacunar em muita coisa, mas sempre é uma selecção que ultrapassa em muito a Gonçala Pitéu e a Condessa de Cascos de Rolha e Rallé, o que é uma vantagem. Mas é também verdade que a Fnac arrasou com a concorrência toda e reina agora inabalável - o que faz com que uma visita à doce Assírio&amp;amp;Alvim no Chiado, resistente ainda e sempre ao invasor, valha ainda mais a pena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, perante isto, às vezes parece-me que a pura existência de uma verdadeira livraria, ie, um estabelecimento comercial que vende apenas e só livros, ao qual as pessoas se dirigem porque querem ler e comprar livros, dizia, a existência destes sítios parece-me quase milagrosa. E quando se ouvem estas histórias tristes de pequenas livrarias, em pequenas cidades, que fecham, é quase inevitável pensar que, daqui a poucos anos, as livrarias serão coisa do passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não só espero que não sejam, como acho que de facto não são. Penso que as livrarias podem existir e prosperar, e eu espero que o façam. Como? Por mim, deixava de haver livros em supermercados, mas sabemos que isso não vai acontecer, e que as pessoas não vão passar subitamente a deixar de ir a supermercados quando querem livros, movidas por instintos de caridade ou solidariedade para com as pequenas livrarias. Mas estas últimas podem oferecer aquilo que supermercados e Fnacs não oferecem - actividades culturais, a tal "atmosfera", gente que sabe do que fala e que pode aconselhar, conversar sobre livros, uma oferta mais alternativa, a par da oferta mais comercial dos supermercados (porque, como se compreende, uma livraria tem de ter os best-sellers que vendem). Uma das recordações mais fortes que tenho da livraria da minha infância, a mesma em risco de fechar, é de ouvir a dona da mesma livraria conversar com as pessoas que procuravam este ou aquele livro, falando-lhes de livros parecidos, autores similares, enfim, sustentando uma conversa informada sobre livros, que é aquilo que falta a supermercados e (neste caso, de forma imperdoável) à Fnac.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acontece é que, muitas vezes, ir à livraria ou à Fnac é exactamente a mesma coisa, ou infelizmente pior, porque ninguém nos consegue responder a uma qualquer pergunta, limitando-se a ir ver ao malfadado computador ("como é que disse, 'Presbítero'? Como é que se escreve?!" - para isto, vou à Fnac) e também porque a selecção das livrarias é muitas vezes pouco interessante e a Fnac, nem que seja por ter mais espaço, consegue oferta mais atraente. E porém, também acontece haver livrarias interessantíssimas, dinâmicas, que por qualquer motivo, tristemente, fecham.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A infeliz conclusão que retiro é que os livros, em geral, não vendem, ou vendem apenas quando uma qualquer operação de marketing os torna tão anódinos e banais com as batatas fritas do McDonald's. Eu, por acaso, tendo a preferir as do Burguer King. E o que fazer?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ir a livrarias, para que aquelas a que nós vamos, pelo menos, não fechem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3044941838246662448?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3044941838246662448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3044941838246662448&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3044941838246662448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3044941838246662448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/livraria.html' title='A livraria'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2040308163708686828</id><published>2011-08-11T11:43:00.002+01:00</published><updated>2011-08-11T11:43:51.931+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redrum'/><title type='text'></title><content type='html'>Artigo interessante &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2011/aug/10/riots-reflect-society-run-greed-looting"&gt;aqui&lt;/a&gt;, ainda a propósito do post anterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2040308163708686828?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2040308163708686828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2040308163708686828&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2040308163708686828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2040308163708686828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/artigo-interessante-aqui-ainda.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-669440291930970188</id><published>2011-08-10T23:04:00.000+01:00</published><updated>2011-08-10T23:04:05.968+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redrum'/><title type='text'>Medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou em Londres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem tentei ir ao supermercado - um tinha sido pilhado, o outro estava fechado, assim como a maior parte das lojas e cafés nas ruas por onde passei. Hoje, já se respirava de outra forma - mais cafés abertos, mais pessoas na rua. Tudo ordeiro, mas ainda nuvens pesadas na atmosfera, uma tensão claramente presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a minha mãe mo disse desde pequena, sempre tentei que o medo nunca definisse as minhas decisões, e até agora tenho sido bem sucedida, julgo. É também verdade que tenho tido sorte, muito mais do que coragem - as razões para ter medo nunca foram, até agora, significativas, e não consigo imaginar as vidas das pessoas que vivem em partes do mundo que incompreensivelmente não lhes permitem dignidade, liberdade, ar para respirar. Assim, eu sempre pude voar para onde queria sem medo de bombas ou terrorismo, ainda que o 11 de Setembro tivesse ocorrido há cinco dias, e não me assustei no dia em que estava no metro em Londres e a estação teve de ser evacuada, com a ameaça de uma réplica do ataque de 7 de Julho, também ele ocorrido há apenas dias. Nunca fui especialmente corajosa - apenas recusei que o medo tomasse as minhas decisões por mim ou definisse a minha vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porém, há duas noites atrás, não pude evitar este sentimento opressivo, que nos tolhe horrivelmente, e que penso ser medo. Medo de sair à rua ou até de espreitar pela janela. Ouvir uma voz lá em baixo, que felizmente se afastou com rapidez, e apagar a luz imediatamente, para não gerar atenções indesejáveis. Um receio irracional de ouvir os passos e as desordens de uma horda apocalíptica a pedir sangue e a entrar-me casa adentro. E, penso eu, o grande problema do cenário indescritível em Londres, alastrado agora a outras cidades inglesas, é o medo. O medo que nós temos deles e que eles têm de nós, o medo que leva a esta divisão maniqueísta entre as "boas" pessoas assustadas dentro de casa e os "maus", lá fora, que querem destruir os "bons". O medo das pessoas que foram para a rua partir tudo, como se isso fosse solução para a vida perdida que têm ou que alguém lhes deu. O que aprendi há duas noites é que o medo é perigoso porque não deixa pensar - é fácil passar do medo ao ódio, odiamos aquilo de que temos medo, e nenhum argumento ponderado ou inteligente parece contrariar esta sucessão irracional. E o Homem, aprendemos nós na escola, é o único animal racional do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta massa irracional, que nem sequer protesta contra nada, sem critério, acrítica, que já matou gente e destruiu tudo o que encontrou à frente, é estúpida, e por isso perigosíssima, como normalmente a multidão é, mas os actos que perpretaram não poderão ser inconsequentes. Pelo contrário, as consequências (e as causas) daquilo que se passou têm de ser levadas muito a sério, e não com operações necessárias, mas epidérmicas, de mais policiamento, mais robustez e rapidez por parte das autoridades, mais discursos fáceis de David Cameron, que ainda há pouco anunciou que há "pockets of British society who are not just broken, but frankly sick". Pois é, mas isto não é nada de novo. Gente nova, desempregada, que quase nunca vai à escola porque não se levanta de manhã e ninguém quer saber, que mal sabe ler, filhos de gerações de desempregados, e que sempre aproveitou qualquer oportunidade para exibir um comportamento anti-social não é nada de novo em Inglaterra, pelo contrário - é um problema de décadas. Mas, como quase sempre se passa em Inglaterra, toda a gente é tolerada, mas pouca gente é integrada. Se este país tem uma história admirável de tolerância, a integracão já é outra história, de modo que há comunidades inteiras, emigrantes ou não, minorias ou não, desempregados ou não, pobres ou não, que vivem lado a lado e nunca se vêem, quase nunca interagem, porque as divisões culturais e/ou económicas que os dividem são enormes, abissais - até ao momento em que tudo explode. A classe, seja ela qual for, e as divisões que traz consigo, continuam bem presentes em Inglaterra, e tudo é pretexto para novas destrinças, para marcar a contradição - novos contra velhos, polícia contra civis, estrangeiros contra nacionais, ricos contra pobres, inteligentes contra estúpidos. E infelizmente os estúpidos demonstraram o seu poder espúrio quando saíram à rua na onda de destruição irracional em que embarcaram. Nem todos eram desempregados, jovens, sem futuro - muitas das pessoas que foram presas eram adultas, com empregos razoáveis, ou estudantes universitários. Que desculpa é a deles?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A BBC dedicou as notícias de hoje à procura de razões para a violência que assola o país. Falou-se de tudo - desemprego, famílias sem estrutura, materialismo, a procura de gratificação rápida e fácil, ganância, falta de acesso a educação e emprego, desresponsabilização (?) de pais e jovens, que acham que a culpa nunca é deles e que o mundo lhes deve tudo, sentimento de revolta e discriminação, etc. Não duvido que todas estas razões sejam válidas, embora nada justifiquem, e é evidente que será fundamental reflectir a fundo sobre as causas dos motins e desta violência extrema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada vai mudar enquanto a divisão entre "nós" e "eles" continuar, aquela que o medo recíproco promove, aquela que o alimenta. E a luta fundamental será sempre, penso eu, contra a estupidez, a mesma que permite que uma multidão inteira se vanglorie de violência e pilhagem, a mesma que permite discursos fáceis em que se ameaça a ralé de mão pesada. É claro que agora é preciso mão pesada, mas o que é que se fez antes, quando os mesmos problemas já existiam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho solução nem explicação para o que se passou, obviamente. Mas sei que as fracturas que agora nos chocam tanto foram abertas há muito e continuam expostas. E que rapidamente, de um dia para o outro, nos batem à porta, a nós, os bonzinhos, os que pagam impostos, os que estão em casa. E se tudo mudar para tudo ficar na mesma, vai chegar o dia em que a nossa porta é arrombada. E o que fazemos nesse dia? Sair de casa "with your finger on your gun", como cantavam os Clash? É esta a solução?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só sei que nada sei, pá. Mas não gostei de ter medo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(desculpem o texto tããããõ longo, e obrigada a quem leu).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-669440291930970188?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/669440291930970188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=669440291930970188&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/669440291930970188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/669440291930970188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/medo.html' title='Medo'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-6432856939192978434</id><published>2011-08-05T12:25:00.000+01:00</published><updated>2011-08-05T12:25:48.120+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Grandes inconsequências</title><content type='html'>&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img height="640" src="http://cdn.paleothea.com/Pictures/Atlas.jpg" width="406" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente, só consigo escrever coisas inconsequentes, de modo que hoje vou escrever sobre os saldos (ah, que original). As pessoas queixam-se de que, em fins de Julho, as coisas já estão muito escolhidas, mas eu acho que não. Por regra, só vou aos saldos nos últimos dias e, também por regra, compro a maior parte das coisas de que preciso em saldos. Encontro sempre objectos de gratificação pessoal muito giros, de modo que não tenho qualquer razão de queixa. Além disso, aproveitar o fim de Julho para as compras é óptimo, porque o pessoal está de férias ou ainda a trabalhar, mas o importante é que não está nas lojas porque pensa que já não vale a pena. Isto beneficia indivíduos como eu (do sexo feminino), que podem deslocar-se calmamente ao Corte Inglês sem grande confusão. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este ano, consegui arranjar tudo o queria, menos um fato-de-banho giro. Isso é que não encontrei em lado nenhum e...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não consigo mais. É parvoíce a mais, inconsequência a mais. Pensei que me podia distrair com um apontamento de humor, como diria o Herman a imitar o Carlos do Carmo, mas não dá. Devia estar a escrever sobre a Noruega ou qualquer outra coisa horrível e infelizmente importante, mas isso também não dá. Quando nos confrontamos com o mundo, o peso é tão grande que pensamos que a única solução é fingir que não existe. O que pensará o Atlas, a carregar todo o fardo da Terra sobre os ombros? Se calhar, é um homem que pensa noutras coisas, se não fica de tal modo nervoso que o planeta, redondo ainda por cima, difícil de agarrar, lhe começa a escorregar dos ombros suados, e depois o que será de nós, a resvalar por aí abaixo. Tem mesmo que encontrar com que se entreter, o Atlas, encontrar a metafísica que se encerra em não pensar, já dizia Alberto Caeiro. Mas, ao mesmo tempo, ignorar o mundo é, em si mesmo, um fardo terrível, impossível de ignorar. O que é o Atlas faz, põe-se a ver televisão?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh, pá. Ainda nem uma da tarde, e eu já a afogar-me em filosofia tão barata que nem de café é, e duvido mesmo que seja filosofia. Há dias que mais vale nem sair da cama. Vou mas é voltar para lá. Espero que o Atlas esteja distraído, como convém.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-6432856939192978434?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/6432856939192978434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=6432856939192978434&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6432856939192978434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6432856939192978434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/grandes-inconsequencias.html' title='Grandes inconsequências'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8321036117570835862</id><published>2011-08-04T15:49:00.000+01:00</published><updated>2011-08-04T15:49:33.493+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corto maltese'/><title type='text'>Um Corto Maltese para casa mulher, era o que Marx queria dizer</title><content type='html'>&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img height="265" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRoGHUe_841kQm4gdlCjU6iebyYzf3gVazeuupRbMrdDlMCQAhj" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Marx falava da mulher duas vezes escrava, duas vezes proletária; fundamentalmente, uma das consequências (nefastas, neste caso) da mulher que é obrigada a entrar no mundo do trabalho (sim, porque muitas mulheres o fizeram, desde sempre, por necessidade e não por emancipação), dizia, uma das consequências é, então, a mulher&amp;nbsp;ter de ganhar um salário e acumular com todo o trabalho doméstico, limpar a casa e tratar dos filhos, sem ajuda nenhuma, sendo o homem o grande ausente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas dizem, "ah, hoje em dia é diferente. Hoje em dia o homem já 'ajuda'". A escolha lexical em si diz muito - o homem "ajuda". Se hoje em dia fosse assim tão diferente, o homem não ajudava, o homem fazia tanto como a mulher, e não se trataria de uma ajuda, mas sim de fazer o que precisa de ser feito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo a constatar que a grande responsabilidade das tarefas domésticas, aquelas mesmo pesadas, aquelas em que a casa precisa até de paredes esfregadas, colchão mudado, o quarto dos miúdos tem de ter uma cama nova, os jantares da semana precisam de ser pensados e as compras feitas, a roupa tem de ser lavada, estendida, a de Inverno vai para o armário e a de Verão salta cá para fora, este tipo de coisas aborrecidíssimas, todas elas, continuam na sua maior parte incluídas na esfera de jurisdição da mulher. O homem, quanto muito, "ajuda".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há várias teorias para isto (pelo menos, eu tenho várias) - uma cultura que ainda promove o varão como o bem precioso da família (quando eu era pequena, ainda se falava de agregados familiares - adoro esta expressão - em que a irmã fazia a cama do irmão, bdeeeach. Felizmente, há anos que não ouço falar disto); o facto de, pelo menos em Portugal, ainda haver muito o hábito de só sair de casa para casar, talvez porque viver sozinho requer dinheiro que as pessoas não têm, e o resultado é que se começa uma vida de casal com os vícios todos da casa dos pais, o jantar na mesa, a casa limpa quase magicamente. Já para não falar do perigo extremo de começar uma vida de casal cedo demais, em que ninguém alcança qualquer independência. Mas isso é outra conversa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que, de facto, as coisas estão a mudar, e ainda bem. Conheço muitos homens que vivem ou viveram sozinhos, que naturalmente tratam da casa tanto quanto as companheiras, porque é a ordem natural das coisas. Mas também vejo imensos casais em que é a mulher que tem de pensar no jantar todos os dias, e na roupa que os filhos vão levar para a escola (por essas e por outras é que um uniforme nas escolas públicas dava imenso jeito; não sei do que estão à espera), e ajudar nos trabalhos de casa, e na pilha de roupa para lavar, de tal forma que o som do tambor da máquina a rodar já lhes deve dar vontade de desatar aos berros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acho é que cada mulher devia ter um Corto Maltese que cozinhasse, limpasse, fosse às compras tanto quanto elas, porque o Corto Maltese é naturalmente assim e porque é assim que deve ser - naturalmente, reitero. Infelizmente, é também uma raridade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, quando as pessoas se riem dos filósofos antigos, em particular do Marx, que confundem com o mau aproveitamento que se fez das suas ideias, e dizem que é obsoleto, e que nada de relevante tem a dizer, eu não poderia concordar menos. Tem muito de relevante a dizer, e em particular isto - duas vezes escrava, duas vezes proletária. Quem pensar que isto é obsoleto terá, penso eu, de avaliar bem em que mundo pensa viver e em que medida o conhece. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8321036117570835862?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8321036117570835862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8321036117570835862&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8321036117570835862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8321036117570835862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/um-corto-maltese-para-casa-mulher-era-o.html' title='Um Corto Maltese para casa mulher, era o que Marx queria dizer'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-6062724938373325336</id><published>2011-08-03T14:37:00.000+01:00</published><updated>2011-08-03T14:37:10.232+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Lata de sopa na parede</title><content type='html'>&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://cache2.artprintimages.com/p/LRG/8/838/EIYY000Z/art-print/andy-warhol-one-hundred-cans-1962.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma coisa que me irrita um bocadinho, e que é quando as pessoas falam de arte como se estivessem a falar de artigos de supermercado ou de roupa ou de sapatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que há um valor social e comercial, muito relevante até, &amp;nbsp;ligado a qualquer objecto de arte, dos quadros aos livros, passando pela fotografia, cinema, sei lá que mais. Mas chateia-me ver as pessoas aproveitarem isto e usarem um livro impoluto, por exemplo, para inflacionarem o seu "status" social. Já presenciei conversas de tal forma irritantes que os interlocutores brandiam nomes de livros e autores como se estivessem num duelo, eu na semana passada li isto, e eu li aquilo, e o Engles diz isto, e o Marx diz aquilo, e o Kant diz assim que ainda ontem o li antes de me ir deitar, e etc. e etc. e etc. Parece-me falta de respeito, e no entanto há pessoas que gostam de apregoar "ah, eu leio imenso Roth" (gostam de usar apelidos) da mesma forma que fazem questão de anunciar que o vestido que vestem é Dolce&amp;amp;Gabbana ou coisa que o valha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém escapa a este fenómeno, e eu sei que não sou excepção nenhuma. Há sempre um desiderato notório de um certo exibicionismo quando nos passeamos com um livro super intelectual pelo braço, para toda a gente ficar a saber que nós próprios somos intelectuais, que o nosso gosto é imbatível. Também há uma certa arrogância, um certo excesso de confiança, quando anunciamos "quem, o Picasso? Ah, não gosto muito. É tão banal..." (só um exemplo para fazer caricatura, mas penso que a ideia se percebe).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto poderá ser perfeitamente inofensivo. Mas também pode não passar de, pura e simplesmente, exbicionismo. Da mesma forma que exibimos, parvamente, sapatos, botas, malas, exibimos também livros, pintores, tratamos tu cá tu lá a Diane Arbus, porque somos tão cultos. E, quando a coisa se dá desta forma, a arte não nos torna pessoas melhores, ou por outra - torna-nos melhores na exacta medida em que um par de sapatos o faz, isto é: ficamos na mesma, ou até piores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto é que irrita um bocadinho. Era só mesmo para dizer isto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-6062724938373325336?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/6062724938373325336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=6062724938373325336&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6062724938373325336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6062724938373325336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/lata-de-sopa-na-parede.html' title='Lata de sopa na parede'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3619420752571427355</id><published>2011-08-02T01:03:00.000+01:00</published><updated>2011-08-02T01:03:32.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Não sabe, não responde</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1.Existe um livro que relerias várias vezes?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há um livro que releio sempre, Os Maias. Em geral, gosto de reler, mas Os Maias é o livro a que volto com mais assiduidade. Também regresso às Cartas do Meu Moinho muitas vezes. A querida Jane Eyre é um livro que também reli muitas vezes ao longo da vida. Adoro a Jane. Também volto muitas vezes à poesia do Lorca e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&amp;nbsp;ao Adrian Mole, que me continua a parecer muitíssimo subestimado. Releio muitas vezes partes dos Lusíadas (não sei se conta).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As releituras podem ser uma desilusão, mas algumas, aquelas que sobrevivem ao tempo e ao envelhecer dos olhos que lêem, são sempre redescobertas - isto é pirosíssimo, mas é verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sim, o Tender is the Night, do Fitzgerald. Adoro o Gatsby, mas o Tender is the Night nunca consegui terminar, e tentei e tentei. Não sei, quando o Fitzgerald entra na onda do psicológico, fica ali a enredar, a enredar e eu tendo a ser pouco paciente. Também faz isso nos contos e eu também leio com dificuldade. Mas tenho pena de mim própria, porque gostava de ler o Tender até ao fim. Pode ser que um dia aconteça.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Imensos, imensos, e espero ainda ir a tempo de os ler a todos. Fico particularmente angustiada quando penso nos clássicos gregos - há imensos que ainda não li e quero ler. Também ainda não li o Mau Tempo no Canal, do Vitorino Nemésio, por exemplo, e quero absolutamente ler. Assim como a Bíblia, que gostava mesmo de conhecer melhor. Sei que o que se segue é absolutamente despropositado, mas também gostava de ler &amp;nbsp;"Os 120 Dias de Sodoma", porque gosto muito do Marquês, mas sei que este é um livro que nunca lerei. Sou uma pessoa de estômago fraco, digamos assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;5. Que livro leste cuja cena final jamais conseguiste esquecer?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As Vinhas da Ira. As Vinhas da Ira, sem dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E também, por alguma razão, o final do Amante de Lady Chatterley - "a little droopingly, but with a hopeful heart". Não adorei o livro, mas adorei o final e nem consigo explicar porquê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E também o final de Rebecca, com o vermelho da Manderley a arder.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, acima de tudo, as Vinhas da Ira.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lia muito, sim - Uma Aventura, Os Sete, Os Cinco, As Gémeas no Colégio de Santa Clara, o Colégio das Quatro Torres, a Patrícia, e livros mais lamechas e antigos, como "O Romance de Isabel", um pastelão que eu adorei. Também lia a Agatha Christie, que a minha tia, perita em literatura policial, me emprestava, e as queridas irmãzinhas Bronte. E tenho memórias muito felizes da minha infância que se devem a todos estes livros, e, acima de tudo, tenho uma gratidão imensa aos meus pais, à minha tia, à minha avó, que sempre me deixaram ler tudo o que eu queria sem nunca impor limites ou proibições e que me fizeram compreender que, se existem objectos mágicos, o livro é um deles. É até, diria eu, o único objecto mágico que existe - e que deve ser tratado como um objecto que vai connosco para todo o lado, não como uma daquelas bonecas feias que as pessoas não tiram da caixa e põem na prateleira, em exposição, a fingir que é um bibelot. Bleeeagh.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há livros com os quais não nos damos bem, tal e qual como as pessoas. Custou-me imenso ler o Guerra e Paz, fiz um esforço enorme para o terminar. A Insustentável Leveza do Ser também me custou. Li até ao fim porque tinha que provar a mim mesma que era capaz de os ler, e, claramente, isto deveu-se à minha idade, porque eu era novita e queria ser uma leitora toda profissional. Penso muitas vezes que devia reler estes livros, agora que a idade avançada, mais sábia e calma, está do meu lado, mas, por outro lado, há tanta coisa boa para ler...&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;8. Indica alguns dos teus livros preferidos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ai... pergunta difícil. Vou indicar alguns, sim: Os Maias, Crime e Castigo, Cartas do Meu Moinho, Jane Eyre, Wuthering Heights, Lucky Jim, Alice in Wonderland, Adrian Mole, Auto dos Danados, O Ano da Morte de Ricardo Reis, Medeia (Eurípides, não Séneca, que nunca li), Measure for Measure, Heart of Darkness, In Cold Blood, Other Voices, Other Rooms...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E estou a esquecer-me dos outros amores da minha vida. Ah, que traição.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;9. Que livro estás a ler?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hell's Angels, Hunter S. Thompson, intercalado com espreitadelas a um livrinho engraçadinho que encontrei noutro dia, Curiosities of Literature, do John Sutherland. É mesmo engraçadinho, este livrinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;10. Indica 10 amigos para responderem a este inquérito.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu não tenho 10 amigos. A minha amiga é a língua portuguesa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Era a brincar. Mais ou menos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Quem quiser responder, pode fazê-lo. Se o Tolan, a Senhora Sócrates, a Bandeira ao Vento, o Zé, o Rui Almeida, o Moço do Café Central, o manuel a. domingos, o Luís Filipe Cristóvão et. al. quiserem avançar, por mim tudo bem. Não vou pôr aqui os links, porque depois eles não respondem e eu apanho uma grande vergonhaça. Mas pronto, quem não arrisca, não petisca, lá diz a sábia língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ora boa noite e bem haja, sim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3619420752571427355?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3619420752571427355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3619420752571427355&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3619420752571427355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3619420752571427355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/nao-sabe-nao-responde.html' title='Não sabe, não responde'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7960761458229860794</id><published>2011-08-01T23:53:00.000+01:00</published><updated>2011-08-01T23:53:09.588+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img height="320" src="http://www.coachstarbags.com/wp-content/uploads/2011/07/322.jpg" width="400" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a 4ª série do True Blood já começou e eu andava aqui feita parva, sem saber?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora ando a tentar apanhar os episódios todos, mas ainda só consegui ver metade do primeiro, que me pareceu prenunciar uma temporada ainda mais delirante do que a anterior, que já foi bastante delirante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto muito de delírios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E por favor, quem segue a série que me explique, por obséquio: como é que a Sookie continua a trabalhar no bar do Sam e não é despedida? Eu sou tolerante "no que concerne" a relações laborais, mas isto ultrapassa tudo o que eu, se fosse entidade patronal, estaria disposta a aceitar, porque a rapariga tanto vai trabalhar um dia, como no outro vai não sei para onde fugir dos lobisomens, como no outro vai salvar o namorado vampiro, como volta na semana a seguir para trabalhar só à noite, e depois é só de dia, e depois tem de se ir embora outra vez porque descobre que é fada, e etc. e tal. Não deve ter grande subsídio de férias, esta Sookie. Digo eu.&lt;br /&gt;Mas, pensando bem, nós também não temos grande subsídio de Natal e ninguém nos dá folga para tratar de assuntos pessoais, seja fugir de lobisomens ou de vampiros. Hmmm. Acho mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7960761458229860794?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7960761458229860794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7960761458229860794&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7960761458229860794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7960761458229860794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/08/entao-4-serie-do-true-blood-ja-comecou.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2004677639383830334</id><published>2011-07-14T00:46:00.000+01:00</published><updated>2011-07-14T00:46:45.372+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gajas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Dietrich responde</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kIHPZDuNSNo/Th4uQXZA5MI/AAAAAAAAA40/pE5ypwOj6iM/s1600/MDietrichlegs.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="397" src="http://3.bp.blogspot.com/-kIHPZDuNSNo/Th4uQXZA5MI/AAAAAAAAA40/pE5ypwOj6iM/s400/MDietrichlegs.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li uma vez, na Vanity Fair, um artigo sobre a Marlene Dietrich, em que ela dizia uma coisa magnífica:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: georgia, 'times new roman', times, serif; font-size: 15px; line-height: 24px;"&gt;&lt;a href="http://www.vanityfair.com/style/features/2009/03/dietrich-kennedy200903?currentPage=2"&gt;When her daughter asked her later in life why she had had so many sexual partners, Marlene responded with a shrug and said, “They asked."&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: georgia, 'times new roman', times, serif; font-size: 15px; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: georgia, 'times new roman', times, serif; font-size: 15px; line-height: 24px;"&gt;Ora aqui está. Milhares de livros, artigos, blogs, séries de televisão e filmes que discutem até à exaustão, esmiúçam, qual Gato Fedorento, toda a intrincada dinâmica entre homem e mulher - a mulher é atraída pelo homem porque, e o homem é atraído pela mulher porque - e vem a grande Dietrich e resolve tudo com uma simples frase - "they asked".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: georgia, 'times new roman', times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 24px;"&gt;Simplesmente. Cessem do Grego e do Troiano, que o peito ilustre da Dietrich resolveu um grande problema que tantos atormentou. Fabuloso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2004677639383830334?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2004677639383830334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2004677639383830334&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2004677639383830334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2004677639383830334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/dietrich-responde.html' title='Dietrich responde'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kIHPZDuNSNo/Th4uQXZA5MI/AAAAAAAAA40/pE5ypwOj6iM/s72-c/MDietrichlegs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2154266427295634202</id><published>2011-07-14T00:25:00.000+01:00</published><updated>2011-07-14T00:25:11.071+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou muito contente, porque o &lt;a href="http://lonelyhunters.blogspot.com/"&gt;blog bonito do Pedro Jordão&lt;/a&gt; enviou-me uma corrente espectacular, &amp;nbsp;para responder a um quiz sobre livros. Que bom, que bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou demorar imenso tempo a responder. Fico sempre absorta em pensamento, em impossíveis decisões, quando confrontada com a simples pergunta "quais são os teus livros preferidos?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas hei-de responder, sim, sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque é que a pergunta que enunciei tem uma resposta tão difícil? Há coisas assim, apenas aparentemente fáceis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2154266427295634202?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2154266427295634202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2154266427295634202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2154266427295634202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2154266427295634202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/estou-muito-contente-porque-o-blog.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7268612019119167316</id><published>2011-07-14T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-07-14T00:10:11.989+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><title type='text'>Coisa que não compreendo: usar a faca da refeição para descascar fruta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vou confessar que gosto de regras pequeninas. Regras de grande dimensão, aquelas que a sociedade nos obriga a cumprir, como por exemplo ter de fazer declarações de IRS, ter de fingir que trabalhar é saudável e isso assim, não gosto nada e desprezo. Mas de regras pequeninas, aquelas que servem para dar uma organizaçãozinha a uma vida individual, gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo: na excelsa máquina Nespresso, que me ofereceram, há dois botões. Um é para o café normal, outro é para o chamado "lungo", que leva mais água. Estes últimos não me atraem muito, mas o Corto Maltese, por exemplo, adora lungos, de tal modo que põe uma cápsula à toa na máquina e carrega no botão lungo e eu, quando o vejo nestes propósitos, digo-lhe, "Corto, enganaste-te, essa cápsula não é de lungo, pára já a máquina!", apenas para receber um olhar empedernido e indiferente que me diz "mas o que foi, tens medo que venha a polícia?", e lá continua ele a escolher uma cápsula à toa e a carregar no botão do lungo. O que, quanto a mim, não está bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como não pôr o garfo do lado esquerdo e a faca do lado direito. Há pessoas que põem estas duas peças no guardanapo, porque acham que não vale a pena pôr um de cada lado, assim como assim temos de pegar neles de qualquer maneira e "aqui ninguém faz cerimónia" &amp;nbsp;- é o que dizem sempre. Não é uma questão de fazer ou não fazer cerimónia, é a regrinha. A regrinha que é a base - é a basezinha, como o latim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como ter um copo à mesa e beber vinho ou sumo e depois beber água sem lavar o copo, sujeitando-se a pessoa a beber água deslavada, com sabor a restos, só porque tem preguiça de pôr o devido número de copos na mesa, ou de os lavar entre as bebidas. É desagradável, e sempre a mesma desculpa - "mas aqui ninguém faz cerimónia!"&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desvio da regra que mais espécie me faz é descascar fruta com a faca que se utilizou na refeição. Conspurcar o fresco doce da frutinha apenas porque, mais uma vez, se tem preguiça de utilizar outra faca. Porquê desrespeitar a regrinha e comprometer o agradável final de uma refeição? Não compreendo. E depois, visualmente, é algo desagradável - as pessoas pegam na faca, limpam-na ao guardanapo sujo, ou esfregam a lâmina na bordinha do prato, e é só restos de comida mastigada por todo lado sem limpeza nenhuma, porque a faca continua suja e, por seu turno, suja também a casca da pêra ou da maçã que se vai descascar. Depois, a própria fruta fica a saber a segundo prato, a arroz frio, a salada fria, e isto amolece a maçã, atenua o sabor da pêra, estraga a sobremesa. Uma maçada. Mas qual é o problema de usar outra faca?! Ah, não é preciso, escusamos de estar a sujar loiça. Ah, não é preciso, aqui ninguém faz cerimónia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois. E, devido a estes argumentos, lá fico eu com a minha fruta a saber a ranço.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As regras pequeninas foram feitas para a pessoa poder gozar de algum conforto na vida. E eu gosto do meu conforto. De modo que, normalmente, e uma vez que ninguém faz cerimónia aqui, eu solicito sempre uma faca limpinha para a minha fruta, se calha não estar em casa para poder decidir a minha própria dinâmica alimentar. A regra é a base.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem a basezinha, não se vai a lado nenhum.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7268612019119167316?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7268612019119167316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7268612019119167316&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7268612019119167316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7268612019119167316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/coisa-que-nao-compreendo-usar-faca-da.html' title='Coisa que não compreendo: usar a faca da refeição para descascar fruta'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1411456928334967993</id><published>2011-07-10T16:58:00.000+01:00</published><updated>2011-07-10T16:58:26.961+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Composição&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Dia dez de Julho de dois mil e onze&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Rita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;De que é que eu gosto mais na Volta à França&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Eu, da Volta à França, gosto da equipa que se chama "Rabobank", porque há um banco que se chama "Rabo" que paga as bicicletas aos ciclistas para eles poderem dar a volta à França com Tshirts que dizem "Rabo" nas costas, e sempre que eu vejo o pelotão, muitos e muitos senhores com "Rabo" escrito nas costas, ponho-me sempre a rir, e rio e rio e rio e não consigo parar, mas isto não é correcto porque é muito infantil, mas sempre que vejo os ciclistas com "Rabo" nas Tshirts da parte de trás não consigo evitar rir à gargalhada, porque realmente na Tshirt só falta uma setinha a apontar para baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Isto é o que eu gosto mais na Volta à França.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, que infantilidade. Agora a sério, a Volta à França é muito saudável, e os ciclistas são atletas espectaculares, apesar do bife do Contador, e aquelas bicicletas que os espectadores fazem nos campos são o máximo, e as paisagens são lindas, e portanto é algo que vale a pena visionar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1411456928334967993?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1411456928334967993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1411456928334967993&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1411456928334967993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1411456928334967993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/composicao-dia-dez-de-julho-de-dois-mil_10.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7387395237560815498</id><published>2011-07-08T00:54:00.000+01:00</published><updated>2011-07-08T00:54:40.039+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espectáculos'/><title type='text'>Arte pela arte?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.vam.ac.uk/content/exhibitions/cult-of-beauty/"&gt;Esta&lt;/a&gt; foi das exposições mais bonitas que já vi. Linda, linda. Tinha fotografias da minha Julia Margaret Cameron e este quadro magnífico do Dante Gabriel Rossetti que nunca tinha visto ao vivo, estes cabelos, estes braços e pescoço tão compridos e esguios, o cabelo, não sei, adoro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Dante_Gabriel_Rossetti_-_Proserpine.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A exposição era sobre o Esteticismo do século XIX. A arte pela arte. Curiosamente, o que isto me faz sempre lembrar é um excerto da Rosa, Minha Irmã Rosa, de Alice Vieira, em que Mariana, a personagem principal, descreve um dia em que a mãe trouxe para casa um frasquinho de vidro cheio de coisinhas coloridas lá dentro (mais ou menos assim, estou a puxar pela memória de uma leitura de décadas atrás). A Mariana pergunta à mãe para que serve o frasquinho, e a mãe pergunta-lhe: "não achas bonito?". "Acho", responde Mariana. "Então serve para isso - para ser bonito", responde a mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que nunca me esqueci deste excerto por, provavelmente, considerar que fazia absoluto sentido. Há coisas que servem apenas para serem bonitas. Tendemos a menosprezar isto, mas não deve ser menosprezado, pelo contrário - deve ser prezado e até exarcerbado. O sucesso das peças "design" que todos os arrivistas (e pessoas normais, claro, não vale a pena ser tão amarga, que desagradável) gostam de ter em casa é exactamente isto - é bom ter coisas em casa que não só cumprem uma função, como são, pura e simplesmente, bonitas. Daí o sucesso do papel de parede de William Morris, querido pré-Rafaelita e, como dizem alguns, o "inventor" do design:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.arts-wallpapers.com/galleries/william-morris-wallpapers/images/william_morris_wallpapers_26.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E podemos agora entrar na velha discussão, na qual também penso muitas vezes - mas a arte não deve ter um propósito social? Não deve ter uma utilidade, modificar activamente a vida das pessoas? Deve. A vida das pessoas não tem qualidade se não for rodeada de coisas bonitas, que sirvam para ser olhadas muitas vezes, sem nunca chegar ao ponto de exaustão. Coisas e pessoas. Pessoas com cabelos enormes, à sereia. Por exemplo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://www.jwwaterhouse.com/paintings/images/waterhouse_a_mermaid.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes cabelos pré-rafaelitas, a sério, são imbatíveis. Eu não tenho um cabelo assim, portanto, para ter qualidade de vida, tenho de poder apreciá-lo em alguém, mesmo que seja apenas uma sereia num quadro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então e a arte socialmente comprometida e tal? Sim, concordo. Desde que seja bonita, por mim tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7387395237560815498?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7387395237560815498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7387395237560815498&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7387395237560815498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7387395237560815498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/arte-pela-arte.html' title='Arte pela arte?'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3749084280514672668</id><published>2011-07-08T00:27:00.000+01:00</published><updated>2011-07-08T00:27:41.935+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>E se te mandassem atirar para um poço, atiravas-te?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda a tentar superar a indignação da nota "lixo" que a excelsa Moody's nos ofereceu, constato que ler as notícias só traz misérias e infelicidade. O fecho do pasquim News of the World, por exemplo, que já há muito deveria ter acontecido, não é uma boa notícia porque é o resultado de uma série de tristes eventos em que o jornal se viu envolvido, subornando polícias e acedendo a escutas ilegais (inclusivamente a famílias das vítimas dos ataques de 7 de Julho de 2005) e gozando de impunidade durante anos. Já se falava disto há uns tempos, o Governo assobiava para o lado, ah, escutas a celebridades, que maçada, mas agora que toda a gente se indignou com o abuso e a abjecta falta de respeito que subjazem a fazer escutas a vítimas, David Cameron lá se decidiu a instaurar um inquérito público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto numa imensa operação cosmética a bem da moral e bons costumes, todos eles bem cerzidos, ainda que bolorentos por dentro - Rupert Murdoch, uma espécie de Berlusconi ligeiramente menos bimbo, que detém o quase extinto News of the World, assim como o Sun, o Times e o Sunday Times (por incrível que pareça, todos estes jornais, do tabloid à imprensa séria, pertencem ao mesmo homem - e talvez não seja assim tão incrível, já que todas estas publicações são de um conservadorismo um bocadinho insuportável), dizia, o que Rupert Murdoch quer é comprar o grupo British Sky Broadcasting, reinando, desta forma insuperável e incontestável, sobre todos os media britânicos. De modo que agora o mesmo Rupert Murdoch queixa-se, ah, que maçada, que aborrecimentozinho, perdemos publicidade no News of the World e está toda a gente chateada connosco, mais vale fechar, para mostrar que ainda temos alguma decência, e deixemos o Cameron instaurar o tal inquérito público, assim como assim o Rupert Murdoch é como o Hitler que também não sabia dos campos de concentração, e como tal está nesta história toda como inocente menino, até que os tempos conturbados acalmem, o Governo faça o seu papel, fingindo-se de muito admirado e revoltado, e tal e coisa, até chegar a altura de Murdoch conseguir adquirir, como quer, o grupo BSkyB, e publicar as notícias que quiser, quando quiser, como quiser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dependemos dos meios de comunicação social para formarmos uma imagem do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dependemos de agênciazecas de rating americanas para termos um país.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando estas autoridades não têm vergonha na cara, por consequência, perdemos também nós a vergonha? Era o que eu gostava de saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca confiar nas vozes que vêm de cima, para não acabarmos como a canção dos Rage Against the Machine - they say jump, you say how high.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que miséria, pá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3749084280514672668?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3749084280514672668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3749084280514672668&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3749084280514672668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3749084280514672668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/e-se-te-mandassem-atirar-para-um-poco.html' title='E se te mandassem atirar para um poço, atiravas-te?'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5262738486845615867</id><published>2011-07-05T20:00:00.000+01:00</published><updated>2011-07-05T20:00:24.724+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Os absurdos da boa-educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma história deliciosamente absurda que tem entusiasmado a imprensa inglesa nas últimas semanas, de tal modo que é notícia e artigo e colunas de opinião em todos os jornais, desde os tabloids mais manhosos até aos respeitáveis Guardian e Observer - e a história é a de um rapaz que leva a noiva a passar um fim-de-semana em casa dos pais, sendo que a noiva recebe depois um email da futura sogra a desancar, desagradavelmente, as suas limitações naquilo a que habitualmente chamamos "boa educação". Segundo a sogra, a sua futura nora não devia ficar na cama até tarde quanto todas as outras pessoas que habitam na mesma casa se levantam cedo; não devia começar a comer antes das outras pessoas à mesa, nem avisar os outros relativamente às suas exigências alimentares; após o fim-de-semana, deveria ter escrito um bilhete, à mão, a agradecer a hospitalidade; e, fundamentalmente, não deveria ter nenhuma intenção de casar num castelo, como parece que é o caso. Diz a sogra que, uma vez que os pais da noiva não estão em condições de pagar a cerimónia, a noiva que se aguente à bronca e escolha uma festinha mais modesta. Tudo &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2011/jun/30/mother-in-law-email-viral"&gt;explicado aqui.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os protestos desta sogra até terão alguma razão, mas tê-los escrito num abrupto email, que a noiva se encarregou de reenviar aos amigos todos até o mesmo email se tornar notícia, é que foi de facto estúpido, e encerra mais "má-educação" do que aquela que inicialmente originou o protesto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto para dizer que esta sogra deve ser a encarnação de todas aquelas pessoas absolutamente confiantes nos impecáveis modos que (não) têm - lembra-me a senhora que gostava de anunciar ao mundo que jantava imensas vezes fora nos melhores restaurantes, porque tinha um estilo de vida assim, mas que comia como um passarinho, e quando o empregado lhe perguntava se queria sobremesa, ela respondia, irrepreensivelmente, "não, obrigada, estou cheia". Pensar neste exemplo de recomendáveis boas maneiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chamada "boa educação" é uma faca de dois gumes, que tanto dá para o torto como cumpre exemplarmente a sua função, com a agravante de que toda a gente tem sempre muita opinião díspar sobre isto. Nem sequer vou mencionar o malfadado "você", por exemplo, que alguns consideram formal, e outros abominam (eu tendo a abominar); mas há inúmeros casos em que se tenta ser bem-educado e os planos não resultam, como a senhora dos restaurantes que anuncia que está "cheia". Penso que é a Ana Luísa Amaral que tem um poema em que se queixa do senhor do café em Londres que a trata por "love" - é desagradável, porque ela não é o "love" dele. No entanto, o senhor do café, garantidamente, estava apenas a demonstrar a sua concepção de delicadeza. Quando ontem fui comprar o jornal, o senhor do quiosque saudou-me com "darling", eu pedi desculpa por não ter troco e ele disse "it's ok, honey" e disse-me adeus com "bye, bye, sweetheart". Não me incomodou nada, o homem estava só a tentar ser afável, e todos os termos carinhosos que utilizou são completamente desprovidos de qualquer significado que não seja este mesmo, o de comunicar afabilidade, delicadeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a cortesia, a delicadeza, a boa-educação, tudo coisas que foram feitas para gostarmos mais uns dos outros, para a sociedade se aguentar (alguns linguistas até chamam a isto "lubrificantes sociais", expressão de absoluto sucesso que só poderia sair da cabeça de um académico), acabam, por vezes, por ter o efeito contrário e gerar batatada. Ou barracada. Ou o contrário de "lubrificante social", que eu nem quero saber o que é.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é preciso, o que seria necessário, era que toda a gente fosse um bocadinho mais natural, mais descontraída. Baldassare Castiglione (e&lt;a href="http://ruadaabadia.blogspot.com/2010/02/os-conselhos-que-castiglione-deixa-voce.html"&gt;screvi sobre ele antes&lt;/a&gt;), que escreveu um manual de boas-maneiras que se tornou best-seller na Europa seiscentista, falava precisamente disto - o cortesão é tanto mais gentil-homem quanto mais natural consegue ser. Sem esforço, descontraído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era bom que a sogra que escreveu o email absurdo soubesse disto, assim como a nora que o reenviou aos amiguinhos, assim como as pessoas que se ofendem quando são tratadas por "love", e etc. e etc. Se nos insultarem, que nos ofendamos, mas fora isso, ir com calma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando, penso nestas coisas. Acho que são importantes. Quase mais ninguém acha. Mas é assim, cada pessoa é uma ilha, como cantava o outro. Não, são os outros, são o Simon e o Garfunkel. Vou acabar por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5262738486845615867?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5262738486845615867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5262738486845615867&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5262738486845615867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5262738486845615867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/os-absurdos-da-boa-educacao.html' title='Os absurdos da boa-educação'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1893126364003432428</id><published>2011-07-02T00:27:00.000+01:00</published><updated>2011-07-02T00:27:20.526+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1954, Margaret Thatcher escreveu um artigo para uma revista chamado "Mother Knows Best". Falava dos tempos em que ela, M. Thatcher, tinha ficado em casa a cuidar dos seus gémeos, enquanto o marido ia trabalhar. Foi, ao que parece, uma experiência desagradável - embrenhada que ficava no trabalho doméstico, a srª Thatcher dava por si sem ter nada que dizer ao marido quando ele chegava a casa. Sentia-se muito vazia e aguardava ansiosamente pela data em que voltaria ao trabalho, momento glorioso (isto acrescento eu) em que a vida, finalmente, voltaria a fazer sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escreveram os Beatles: "the further one travels, the less one knows", querendo dizer, acho eu, que não é preciso palmilhar meio mundo para alargar o nosso próprio mundo. Quer dizer, se o pudermos fazer, óptimo, mas há imensa gente que nunca saiu do mesmo sítio e que é mil vezes mais interessante do que outros que, por mais que viajem, terão sempre os horizontes do tamanho de um amendoim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, se a srª Thatcher se sentia vazia porque tinha de ficar muito tempo em casa, ao invés de se sentir grata pela oportunidade, retiremos as nossas conclusões, e isto aplica-se a todos aqueles (e, infelizmente, por vezes também "aquelas") que maldizem, ou são reticentes, face a licenças de maternidade e outros progressos civilizacionais. Espero eu não termos chegado a um ponto em que uma mulher (ou homem, claro) é olhada de lado porque entende, ou pode, &amp;nbsp;ficar em casa e dedicar-se aos filhos e à vida doméstica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora todos saibamos que licenças de maternidade e outras mariquices semelhantes não passam de estratagemas foleiros para impedir as mulheres de progredirem na carreira, dar desculpa aos patrões para só contratarem homens e cortar nos salários femininos e outras coisas assim. O melhor é nem sequer ter filhos, que é para não ter de ficar em casa e não dar desculpa a ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um emprego já é tão difícil de arranjar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1893126364003432428?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1893126364003432428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1893126364003432428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1893126364003432428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1893126364003432428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/07/em-1954-margaret-thatcher-escreveu-um.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-6323663575714143904</id><published>2011-06-30T20:38:00.000+01:00</published><updated>2011-06-30T20:38:22.883+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Post seriíssimo sobre um problema de guarda-roupa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos lá começar a animar, que se uma pessoa passa a vida a pensar em FMis e subsídios de Natal esventrados apanha uma depressão e não vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que o que vale a pena, sim, é pensar no Verão que aí vem e que já começou. Aquilo que me faz, como se costuma dizer, "empreender" no Verão não é a dieta, que faço o sacríficio de não fazer, nem biquinis (até porque este ano vou optar pelo fato-de-banho - quem souber onde posso adquirir um giro, giro, caixa de comentários se faz favor, obrigada), continuando, o que me faz empreender no Verão é a questão da roupa, e isto porque, como já escrevi há uns anos neste blogue, não gosto de roupa de Verão, nunca sei o que vestir e perco tempo a pensar nisto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calças de ganga são muito quentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saltos altos fazem os pés inchar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DocMartens são um forno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tshirts são abomináveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vestidos são, normalmente, sem forma, são trapos que se enrolam à volta do corpo e nem sequer têm a piada das túnicas dos Romanos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Túnicas - vide "vestidos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blusas - vide "vestidos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Birkenstock são o máximo, mas já cansam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sandálias em geral são uma seca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roupa preta faz calor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cores da roupa de Verão são um susto, olho para as montras e sinto-me como aquelas pessoas que "padecem" de sinestesia, já que todas as peças que vejo parecem berrar-me aos ouvidos, de garridas que são, à Feira Popular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim me vejo nesta confrangedora situação - não invisto em roupa de Verão há que tempos, e este ano estou sem nada para vestir. Só tenho coisas meia-estação, encantadora expressão que rima e tudo. Olho para as pessoas em geral e não sei onde foram elas buscar ideias para o guarda-roupa estival, porque eu não tenho nenhuma. Além disso, as lojas baratuchas onde normalmente gosto de ir comprar coisas, assim Zara e H&amp;amp;M, são um desastre no Verão. No Inverno, a coisa disfarça-se bem, e com um bom casaco não é preciso mais nada, mas no Verão está tudo à vista, os tecidos lustrosos e manhositos, o ruço da primeira lavagem, o borboto de ter sido usado cinco minutos, o corte esquisito. Oh, pá.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito incorrecto a pessoa ter de se sujeitar a não gostar da sua imagem, até porque como se diz no anúncio, "se eu não gostar de mim, quem gostará?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas em geral, simpáticos leitores deste blogue, padecerão vocês da mesma condição? Angustiam-se vocês com a lacuna profunda no guarda-roupa veraniço? Provavelmente não, porque têm mais em que pensar. Mas quem não tiver, diga lá, por favor, onde arranja roupita de Verão interessante e em conta, que é coisa que me intriga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-6323663575714143904?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/6323663575714143904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=6323663575714143904&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6323663575714143904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/6323663575714143904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/post-seriissimo-sobre-um-problema-de.html' title='Post seriíssimo sobre um problema de guarda-roupa'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8422015245661098090</id><published>2011-06-28T14:27:00.000+01:00</published><updated>2011-06-28T14:27:54.142+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='herman'/><title type='text'>Expressão que não compreendo: "eu sou uma pessoa doente"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não compreender, acho uma certa graça quando as pessoas dizem isto, porque normalmente não é verdade ou, se é, nunca é tão grave como querem fazer crer, felizmente para elas. Normalmente, esta expressão vem acompanhada de outras igualmente cómicas, mormente "é que eu sofro muito de isto e de aquilo"; "sabes, eu no Verão sofro de calor", "eu no Outono sofro da vista e de 'alérgias'", "eu quando vou trabalhar padeço de cansaço", e coisas assim. O verbo "padecer", já amplamente satirizado, é verdadeiramente esplêndido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitos anos, o Herman fez um sketch de uma senhora velhota que entrava no táxi e começava a queixar-se, "ah, eu sou uma pessoa doente, eu sou uma pessoa muito doente...", de tal modo que ninguém conseguia sequer ter pena dela. Vivemos num país em que a maior parte das pessoas padece efectivamente de uma maleita, e essa maleita é a hipocondria. Eu não fujo à regra, e mal denoto a mais leve mudança corporal, seja comichão no olho, seja no polegar, penso logo que apanhei uma bactéria qualquer que nunca mais vai passar. E estes vários sofrimentos de que somos acometidos explicam, talvez, a necessidade que algumas pessoas têm de se caracterizarem como "doentes".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca conheci ninguém verdadeiramente doente que anunciasse ao mundo a sua condição, e algumas delas eram, infelizmente, bem graves. Esta coisa da queixa perpétua de que estou muito doente, e como tal tratem-me com muito cuidadinho, por favor, é algo inquietante, porque caricato. Dá vontade de gozar com a pessoa, &amp;nbsp;em vez de demonstrar solidariedade e compreensão. E o que dizer dos indivíduos que começam a descrever a sua pobre condição física, e entusiasmam-se de tal modo com a dor que os aflige que ficam horas empolgados numa narração médica que mais parece um filme de acção ou coisa parecida? Isto é que é impagável - "ah, doía-me a garganta, fui ao médico, o médico disse que era uma infecção nas cordas vocais, quis ir ao especialista, o especialista disse que era um nódulo e uma infecção, receitou-me comprimidos mas não passou, já viste, e eu a pagar balúrdios, fui a outro especialista que disse que era nódulo, infecção e super-bactérias, disse que eu até podia perder a voz e tudo!, já viste, ou então que a minha voz ia ficar muito fininha à desenho animado, já viste, como é que eu posso trabalhar assim", "mas não há cura?", arrisco eu, e responde logo o meu interlocutor, com tal satisfação que parece que acabou de comer uma pratada de chouriço assado com broa, "não! Não há nada que se possa fazer, ou fico afónica, ou com voz de desenho animado!" Sorriso de comprazimento no fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu penso que algumas pessoas consideram que a doença as torna especiais. Ser objecto de pena, ou atenção, ou interesse dos outros devido "à doença" é algo que os satisfaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto. Cada um é como cada qual. E agora tenho de ir ali almoçar, porque eu sou uma pessoa que sofre de uma doença, que é: quando não almoço, padeço de uma certa larica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8422015245661098090?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8422015245661098090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8422015245661098090&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8422015245661098090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8422015245661098090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/expressao-que-nao-compreendo-eu-sou-uma.html' title='Expressão que não compreendo: &quot;eu sou uma pessoa doente&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1678879337028063509</id><published>2011-06-28T00:42:00.001+01:00</published><updated>2011-06-28T00:44:33.673+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Admirável mundo "aplicado"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um novo "app", muito revolucionário e isso, que é a Waste Land ( não Wasteland) com tudo o que se possa imaginar: notas, comentários, três pessoas diferentes a lerem o poema, até as notas originais de Ezra Pound, "il miglior fabbro". A imprensa anglo'saxónica toda comentou isto, procurem se assim o entenderem, mas não vale a pena estar eu aqui a pôr os links. Continuando. Discute-se a maravilha deste "app", ah, ajuda tanto a compreender o texto, ah, ajuda o leitor a mergulhar nas profundezas do poema, que as tem; eu diria até, no caso de Waste Land, mais do que profundezas são entranhas, e assim e assado. E discute-se também (a minha fonte é o Times, mas o Guardian diz a mesma coisa; mais uma vez, por favor procurem se tiverem paciência e interesse) o futuro do "pbook", que eu aprendi ser "physical book", versus "ebook", tão mais avançado e cheio de potencialidades. Resta dizer que este app também inclui um pequeno pormenor, que é o poema Waste Land propriamente dito. Uma coisinha de nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro físico e as editoras poderão ver o seu futuro dificultado - menos gente a comprar "pbooks", mais leitores interessados nas potencialidades dos apps e hiperligações e quejandos, fundamentalmente mais autores que se auto-publicam e põem o texto à venda nos kindles ou coisa que o valha, tornando as velhas editoras e os livros físicos absolutamente redundantes. Diz o Times que o que poderá safar as editoras é apenas e só o peso da autoridade, porque na net eu não tenho o selo de qualidade que vem incluído no preço de um Faber&amp;amp;Faber, Penguin, Pergaminho Editora, Oficina do Livro (estes dois últimos são a brincar).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tendo iphone nem ipad nem outra qualquer "tablete", nem kindle nem blackberry, limitando-me ao velhinho telemóvel normalíssimo que faz e recebe chamadas, não posso avaliar a maravilha que é este app da Waste Land; acredito que trabalhe muito bem e seja fascinante, oferecendo efectivamente hipóteses de explorar o texto a quem estiver interessado nisso. E quem estiver interessado nisso tem de, primeiro, ler o texto. Ler. Essa actividade tão primordial e imemorial e da idade da pedra. Não partilhei do entusiasmo com que o Times falava deste "app" não porque não tenho tabletes ou iphones ou quejandos, mas sim porque estes impulsos galvanizados com que abraçamos as novas tecnologias tendem, por vezes, a esquecer que a base, a basezinha, é anciã, imutável, pouco avançada quando comparada com o admirável mundo novo dos "apps". A basezinha é saber ler, e isto é já dizer muito '- saber ler a Waste Land é dificílimo, e a quem não souber ler este poema pouco servirá, direi eu, as notas do "miglior fabbro". Não que a aplicação não seja fascinante - com certeza que é, e tem uma coisa importante, que é a possibilidade de ouvir Waste Land. Acho que resultará em cheio, porque é um poema que se percebe melhor dito (pelo menos, determinados excertos funcionam bem melhor recitados, com diferentes vozes e sotaques). Mas, em última instância, quem explorará este "app", ou "apps" similares, será quem já estará motivado para isso - quem já "leu" o texto. E, para quem já leu o texto, este app da Waste Land será com certeza um enorme divertimento, mas não traz nada de novo. Quem não leu, também não vai querer saber. Digo eu, sem ter tido acesso nenhum à aplicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termino com o que estou a tentar dizer desde o início deste post, que raio, nunca consigo ser sucinta: o que traz algo de novo é ler. Nenhuma aplicação do mundo ensina a ler, e duvido que consiga, até, mudar radicalmente o acto de ler. Poderá acentuar o entretenimento da leitura, mas de resto duvido que transforme as coisas de forma fundamental. Ler, algo que a humanidade faz há alguns milhares de anos, isso sim. Isso transforma. O resto são apenas pormenores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Pronto, segue um videozito abaixo a explicar a maravilha. Seduz, lá isso é verdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="370" width="460"&gt;  &lt;param name="movie" value="http://www.guardian.co.uk/video/embed"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="flashvars" value="endpoint=http://www.guardian.co.uk/culture/video/2011/jun/07/ipad-apple-the-wasteland-apps-video/json"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.guardian.co.uk/video/embed" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="460" height="370" flashvars="endpoint=http://www.guardian.co.uk/culture/video/2011/jun/07/ipad-apple-the-wasteland-apps-video/json"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1678879337028063509?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1678879337028063509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1678879337028063509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1678879337028063509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1678879337028063509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/admiravel-mundo-aplicado.html' title='Admirável mundo &quot;aplicado&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2028876361258453186</id><published>2011-06-24T21:37:00.000+01:00</published><updated>2011-06-24T21:37:29.476+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Vergonha envergonhada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa atitude face à pobreza e às divisões sociais dependem muito do sítio onde vivemos. Em Portugal, toda a gente tem vergonha de ser pobre, insiste-se nesta ideia de que não há classe social porque somos todos classe média, e passamos a vida a tentar esconder alegremente (nos dias que correm, não tão alegremente) a falta de opulência na conta bancária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Inglaterra, a vergonha face à pobreza não grassa como em Portugal. Não quer dizer que não haja, claro, mas enfim, quem é pobre, é pobre, pronto. Basta ver televisão no Reino Unido para nos apercerbermos disto. As telenovelas são sempre acerca de pessoas, se não pobres, pelo menos da chamada "working class"; há até uma série muito popular e gira, Shameless, em que as personagens são todas pobretanas, e não se faz disso nenhuma tragédia. Curiosamente, a mesma série foi recentemente adaptada aos Estados Unidos, com o William H. Macy no papel principal, e as diferenças são óbvias - tudo muito mais polido, mais limpinho, mais decente. Nada da pobreza esquálida da série inglesa, que mesmo assim dá para transformar em comédia. A crítica no Guardian até se queixava de que os dentes dos actores da série americana são bons demais, e que lo&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1376953916"&gt;go aí a série falha, acrescentando-se:&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/tv-and-radio/2011/jun/23/shameless-us-william-h-macy"&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;Perhaps it's because they (os americanos) simply can't face up to poverty over there, they don't want it on the television sets. They're not as shameless, you might say. Whereas there's some pride in poverty over here.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se está aqui a falar apenas de dinheiro, de ter muito ou pouco do dito. Há diferenças culturais e de estilos de vida muito marcadas. Até mais ou menos aos anos 80, no Reino Unido, ser working class era motivo de orgulho, era &amp;nbsp;uma vida que presumia determinados valores culturais diferentes da "middle class" e, obviamente, da "upper class". Agora, com o fenómeno do crédito e do centro comercial como catedral, penso que as coisas mudaram, mas de qualquer modo, não há em Inglaterra (falo neste país porque é o exemplo que eu conheço melhor) o desejo desesperado que em Portugal temos de esconder dificuldades, de embarcar em carros, férias no estrangeiro, roupa, sapatos, malas, ski, nordeste brasileiro, acima de tudo carros, acho eu. Não que eu tenha algo contra gastar dinheiro. Mas gastar dinheiro apenas para se provar alguma coisa, desesperadamente, faz alguma impressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tristemente, estes tempos de crise vieram desmascarar todas as nossas ilusões. E tenho pena, a sério que tenho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2028876361258453186?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2028876361258453186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2028876361258453186&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2028876361258453186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2028876361258453186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/vergonha-envergonhada.html' title='Vergonha envergonhada'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2269468394318274159</id><published>2011-06-21T01:16:00.000+01:00</published><updated>2011-06-21T01:16:56.317+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>Expressão que compreendo: o não-sei-quantos "é assim"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro quando as pessoas dizem isto. Adoro. Usam esta expressão como se fosse um argumento válido, lógico e absolutamente racional - "mas tu já sabes que sou assim"; "não vale a pena mandar vir com ela - ela é assim!"; "eu já te disse que tens de ser mais pontual, mas tu és assim", com ar contrafeito. Dá-me logo uma imensa vontade de rir (não confundir, por favor, com a expressão "é assim", que não tem graça e enfurece).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as pessoas aplicam a expressão à sua própria pessoa, e reforçam a frase com a partícula "cá", o caso agudiza-se ainda mais. Torna-se mais cómico. "Para mim, quem fuma ao pé de crianças devia ir preso. Eu cá sou assim!", por exemplo. E este "eu sou assim" justifica tudo o que nos passa pela cabeça dizer. Absolutamente tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponho-me a pensar no que diria a polícia ao Jack the Ripper se efectivamente o tivesse apanhado. Ó Jack, que grande chatice, o Jack podia ter evitado isto tudo, mas o Jack é assim! (insisto no ponto de exclamação. Sem ele, a expressão não tem tanta graça).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não tenho mais nada para dizer. Às vezes, sou assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2269468394318274159?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2269468394318274159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2269468394318274159&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2269468394318274159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2269468394318274159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/expressao-que-compreendo-o-nao-sei.html' title='Expressão que compreendo: o não-sei-quantos &quot;é assim&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2834597521386805308</id><published>2011-06-21T01:01:00.000+01:00</published><updated>2011-06-21T01:01:57.842+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gajas'/><title type='text'>Perfeitinha, perfeitinha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BEoFaQsSzE4/Tf_fBTWN5MI/AAAAAAAAA4s/10pTNtO2PMo/s1600/GPaltrow.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-BEoFaQsSzE4/Tf_fBTWN5MI/AAAAAAAAA4s/10pTNtO2PMo/s320/GPaltrow.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há uma pessoa com a qual embirro, apesar de não a conhecer de lado nenhum, e que é a Gwyneth Paltrow. Em primeiro lugar, é bonita, mas deslavada - há pessoas assim, estranhamente; esteticamente, são agradáveis ao olhar, mas há algo ali a que falta sal. Sem sal, não se vai a lado nenhum, e eu, ainda por cima, sou salgadiça, preciso de sal no pão, no tomate, na saladinha e etc.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, não é grande actriz. Quer dizer, também não é má, mas pronto, não é carne nem peixe, como diz o Gogol daquele homem que desata a comprar almas mortas. Isto de não ser nem carne nem peixe convém a certas profissões, como por exemplo contabilista, empregado das finanças, vendedor de loja de artigos de desporto, empregado de agência de viagens, entre outras actividades. Mas a actividade de actriz não se conta entra estas respeitáveis profissões que precisam de gente anódina, pelo contrário - um actor tem de ser para a frentex, como se diz. A Gwyneth, lamentavelmente, não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em terceiro lugar, a mesma Gwyneth tem aquele ar de menina perfeitinha, sempre bem penteadinha, sempre bem vestidinha, sempre sorridentezinha, sempre com ar de quem nunca partiu, ou partirá, um prato. As pessoas perfeitas são terrivelmente esquisitas, tenebrosas - o sorriso que muda com as estações do ano, tal como a roupa que vestem, o cabelo sempre cuidadosamente no lugar, e o pior de tudo, sempre a palavra certa para a pessoa certa, sem nunca falhar. O tipo de meninas que nunca sujava as mãos na escola, nem no recreio nem a pintar com marcadores. Brrrr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para confirmar a sua perfeição, a Gwyneth tem um blogue espectacular, que &lt;a href="http://goop.com/"&gt;pode ser consultado aqui&lt;/a&gt;. É uma beleza imperdível, a lojinha de queijos em Londres, porque nada na vida é melhor do que um bom queijo e um bom vinho, claro, os melhores petiscos para fazer piqueniques no dia do casamento real, livros que ensinam a ser o melhor pai ou mãe possível (ao que parece, este livro conseguiu que uma das amigas da Gwyneth &lt;a href="http://goop.com/newsletter/113/en/"&gt;"voltasse a gostar dos filhos&lt;/a&gt;"), as melhores escolas para os meninos, os melhores produtos para a pele, super biológicos, claro, tudo coisas assim com estilo. Coisas perfeitas, com a singularidade de serem coisas que se podem comprar. Quem diria que a felicidade, que o estilo de vida perfeito, era afinal tão fácil, tão simples, tão arrumadinho, à distância de um simples cartão de crédito, como a Gwyneth explica no seu blogue?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aaah... sinto-me tão bem comigo mesma depois de saber que há gente assim no mundo. É que me sinto bem. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2834597521386805308?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2834597521386805308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2834597521386805308&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2834597521386805308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2834597521386805308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/perfeitinha-perfeitinha.html' title='Perfeitinha, perfeitinha'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BEoFaQsSzE4/Tf_fBTWN5MI/AAAAAAAAA4s/10pTNtO2PMo/s72-c/GPaltrow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3682735913359745384</id><published>2011-06-12T23:27:00.000+01:00</published><updated>2011-06-12T23:27:00.923+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>O dilema dos Habsburgo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Language and Solitude, o pensador Ernest Gellner descreve o "dilema dos Habsburgo" como o princípio que estabelece que qualquer cultura ou civilização é tanto mais defendida pelas pessoas quanto mais perdida está no tempo. Peço desculpa pela frase enxovalhada - não me estou a fazer entender. Por exemplo, olhamos com reverência para as pirâmides do Egipto porque o esplendor da civilização egípcia já morreu. Os excessos fashionistas da Maria Antonieta (não aquela frase do "então que comam bolinhos", porque parece que nunca a proferiu) são encarados com doçura e graça porque a desgraçada também já morreu, e o mesmo se aplicará aos Romanov ou aos Habsburgo - daí o dilema dos Habsburgo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que já não conseguimos recuperar, tendemos a querer mais e mais e mais, ou pelo menos a catapultar imediatamente para um imponente pedestal. Há pessoas que dizem que não vivem no passado, que só pensam é no futuro, mas isso é um tanto ou quanto impossível. Vivemos todos no passado, e daí o sorriso melado que nos assoma aos lábios quando ouvimos falar do Dartacão, da música do Pó de Arroz, do Milo, das bolas de berlim &lt;u&gt;com&lt;/u&gt;&amp;nbsp;creme na praia, e em geral tudo o que o Nuno Markl inclui naquele livro tão giro da Caderneta de Cromos. Gosto muito deste livro, mas nunca ninguém me ofereceu e eu também nunca comprei. Que pena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;D. Duarte, nos belíssimos textos que escreveu, compilados no Leal Conselheiro, fala das "saudades do que não se cumpriu" - aqueles momentos do passado em que quase que poderia ser, quase conseguimos, e que de repente se avolumam e passam a significar tanto na nossa vida, como os Habsburgo que nunca mais voltarão (por acaso, nunca simpatizei muito com os Habsburgo, mas agora não interessa). E diz ele, o querido D. Duarte:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;E porque sobresta lembrança, que traz suydade, muitos encorrem em pecado, e desordenança da voontade, lembrandolhes por vista dhomees e molheres casadas, cantygas, cheiros, algumas pessoas com que ouveram algumas folganças quaaes não devyam, e por ello lhes vem o desejo de voltar a tal estado e conversaçom, nom havendo arrependimento do mal que fezerom, mas ham desprazer do que nom compryram.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desprazer do que não cumprimos. Custa carregar este fardo, caraças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3682735913359745384?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3682735913359745384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3682735913359745384&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3682735913359745384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3682735913359745384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/o-dilema-dos-habsburgo.html' title='O dilema dos Habsburgo'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8972264087372498379</id><published>2011-06-12T00:20:00.000+01:00</published><updated>2011-06-12T00:20:34.388+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>A dieta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há pessoas que fazem o sacrifício da dieta, coisa respeitável, e há outras, como eu, que fazem o sacrifício de não fazer dieta, o que ainda é mais respeitável; isto porque as primeiras olham para as natas, o chocolate, o croissant, e pensam "ah, não posso comer", e as segundas olham para as mesmas natas, chocolate, croissant, e dizem "ah, não posso comer, mas vou comer". É terrível e angustiante - sabemos estar face à possibilidade do mal, numa encruzilhada em que verdadeiramente podemos escolher entre o bom caminho e o mau caminho, e fazemos o terrível e consciente sacrifício de escolher o mau caminho. É muito kierkegaardiano e filosófico, este sacrifício de que falo - o ser humano é confrontado com a possibilidade de escolher o mal, e vai e escolhe mesmo o mal, quando podia perfeitamente escolher o bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque é que se escolhe o mal? Porque se sofre, encetando-se assim um processo de catarse ou redenção, que eu ainda não descobri muito bem como se alcança, mas que com certeza se alcança ao fazer o sacrifício, sublinho sacrifício, de comer croissants, pão de ló, bacalhau com natas, chocolate, pão, batata frita. É este tipo de calvário purificante que quem faz dieta não compreende. As pessoas que fazem o sacrifício de não fazer dieta são, portanto, moralmente mais maduras. Estão noutro plano.&lt;/div&gt;O meu bem-haja a todas estas pessoas. De modo que o meu conselho para o Verão é: não façam dieta, que os biquinis reflectirão o vosso recomendável sacrifício.&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8972264087372498379?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8972264087372498379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8972264087372498379&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8972264087372498379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8972264087372498379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/dieta.html' title='A dieta'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8074378610916504236</id><published>2011-06-06T00:49:00.000+01:00</published><updated>2011-06-06T00:49:47.379+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espectáculos'/><title type='text'>A Sophie</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Sophie Calle é uma artista de quem eu gosto. Descobri-a através de uma exposição sua, mais tarde um livro, intitulado Douleur Exquise. É uma retrospectiva de fotografia e texto sobre uma relação amorosa falhada, em contagem decrescente &amp;nbsp;até o momento da ruptura - 50 dias para a dor, 49 dias para a dor, etc.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode parecer masoquista, e talvez seja, de facto. No entanto, o que subjaz ao trabalho de Calle é aquela vontade terrível que temos de fazer o tempo andar para trás quando a infelicidade embate contra nós - há uma semana eu não sabia, há uma semana eu estava bem, se eu ao menos tivesse aproveitado melhor, se tivesse feito isto ou aquilo, se pelo menos conseguisse andar para trás uma semana e ficar lá para sempre. Quanto mais pensamos nisto, pior é, porque evidentemente massacramo-nos com a única solução que será para sempre impossível, e que é evitar uma coisa que já aconteceu. E a realidade da nossa impotência face à tragédia é destruidora, difícil, ou impossível, de aceitar &amp;nbsp;- não interessa se a nossa tragédia é banal, ou se acontece a toda a gente. Basta ser uma tragédia para nós para se tornar inquantificável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que Calle consegue essa sensação triste, destruidora, sufocante e claustrofóbica até, com esta contagem decrescente até ao momento de tristeza inevitável, que já sabemos à partida ser imparável e destruidor. Mas é um trabalho bonito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o resumo da Sophie sobre Douleur Exquise:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Je suis partie au Japon le 25 octobre 1984 sans savoir que cette date marquait le début d'un compte à rebours de quatre-vingt-douze jours qui allait aboutir à une rupture, banale, mais que j'ai vécue alors comme le moment le plus douloureux de ma vie. J'en ai tenu ce voyage pour responsable. De retour en France, le 28 janvier 1985, j'ai choisi, par conjuration, de raconter ma souffrance plutôt que mon périple. En contrepartie, j'ai demandé à mes interlocuteurs, amis ou rencontres de fortune : "Quand avez-vous le plus souffert ?" Cet échange cesserait quand j'aurais épuisé ma propre histoire à force de la raconter, ou bien relativisé ma peine face à celle des autres.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8074378610916504236?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8074378610916504236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8074378610916504236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8074378610916504236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8074378610916504236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/sophie.html' title='A Sophie'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2323597871281351115</id><published>2011-06-06T00:13:00.000+01:00</published><updated>2011-06-06T00:13:35.163+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>Caçoada</title><content type='html'>&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://www.vanityfair.com/images/culture/2010/09/nicholas-sparks.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;Eu sei que é um alvo fácil e que consequentemente não interessa a ninguém, mas não resisto a ressalvar o facto de a figura de Nicholas Sparks ser tal e qual como as lamechiches que ele escreve. É que é fabuloso constatar isto. Esta fotografia aqui ao lado foi publicada na Vanity Fair há uns largos meses, e quando a vi pensei que o Sr Sparks só podia estar a fazer de propósito. A rosinha e o sorriso de parvo são o culminar necessário e requintado de quem usa calças de ganga e blazer, que é coisa que eu pensava que tinha ficado enterrada, sei lá, para aí nos anos 80. Mas parece que não. Até tenho uma sugestão para o Sr Sparks, que é arregaçar as mangas do blazer, para dar ainda mais estilo. Imbatível. E "arregaçar" é verbo interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém se der ao trabalho de ler a mini-entrevista que acompanha a foto, descobrirá qual era a profissão do sr Sparks antes de se tornar "escritor" e ver os seus "livros" adaptados ao cinema e enriquecer (nada contra; eu própria acalento o sonho de ver este blogue adaptado ao cinema, por exemplo). Para ajudar, dou três hipóteses, e quem não quiser ler a entrevista pode arriscar - mas atenção, expliquem o porquê da escolha. As hipóteses são:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) contabilista&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b) delegado de propaganda médica&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;d) dono de uma loja de artigos de desporto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;d) empregado das Finanças (do IRS, como eles lá dizem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pronto. Em minha opinião, modesta é certa, o Sr Sparks devia investir nuns óculos de massa e um casaquinho de malha, ao menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2323597871281351115?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2323597871281351115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2323597871281351115&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2323597871281351115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2323597871281351115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/cacoada.html' title='Caçoada'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3159778597521594915</id><published>2011-06-02T20:46:00.000+01:00</published><updated>2011-06-02T20:46:10.860+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>A verdade de uma capa</title><content type='html'>A livraria com a qual mantenho um love affair intensíssimo, a Foyles, tem um blogue engraçado onde alguém discute a problemática da capa dos livros, começando pelo provérbio anglo-saxónico que diz "you can't judge a book by its cover" ou, como dizemos nós em português e bem, as aparências enganam. Quer dizer, o provérbio em inglês não equivale exactamente ao português, que nem sequer é provérbio, é mais uma espécie de "dito", &amp;nbsp;mas enfim, percebe-se a ideia, e a ideia é dizer que a verdade não está na aparência. Explica-se &lt;a href="http://www.foyles.co.uk/Public/Biblio/Detail.aspx?blogId=1027"&gt;o imbróglio aqui.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu concordo em absoluto com o autor do post, que basicamente afirma que uma má capa de livro é o maior turn off de sempre e pode conduzir a que o leitor desista de ler o mesmo livro. É uma pena imensa, mas é verdade, e não se compreende como é que as editoras escolhem, por vezes, certas capas que não lembram ao Diabo, sendo que a agravante é quando os autores já morreram e não se podem defender, coitados. Nem sequer precisamos de mencionar aqui aquelas capas antigas da Europa-América, que só davam vontade de forrar o livro todo com folha de alumínio, se preciso fosse; e também não será necessário mencionar casos como este, em que o horrível da capa se coadunará na perfeição, especulo eu, com o elevado conteúdo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img height="320" src="http://bp2.blogger.com/_hdyXSH3CfFs/R58xdzHK0QI/AAAAAAAAADA/O174wqmBzfM/s320/Nora+Roberts+-+O+Cora%C3%A7%C3%A3o+do+Mar.jpg" width="320" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As capas da Nora Roberts são sempre do melhor. Alguns dos seus livros até vêm dentro de um saquinho cor-de-rosa com fitinhas, tão mimosinho. Espectacular.&lt;br /&gt;Estes casos, como dizia, não são para considerar. O que é de considerar é a injustiça de uma má capa e um bom autor, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="400" src="http://multimedia.fnac.pt/multimedia/PT/images_produits/PT/ZoomPE/8/1/3/9782222231318.jpg?201104202026" width="258" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaaaaah... assim a cara escarrapachada, ainda por cima só metade... sei lá, não é elegante. Se eu não soubesse quem é o Lobo Antunes, olhava para o livro e dizia, "olha, isto deve ser daqueles livros foleiros de um tipo qualquer que venceu a droga, ou o vício do jogo, ou tem uma grande lição de vida para dar que eu dispenso inteiramente, e é uma espécie de livro de auto-ajuda com conselhos igualmente foleiros e inúteis para a felicidade ou assim". O que vale é que a gente conhece o Lobo Antunes, porque a capa não faz jus à qualidadezinha do livro.&lt;br /&gt;Quando, por exemplo, as capas do livros vêm com imagens de filmes para ajudar a vender mais, é uma grande tristeza. Esta capa, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR0296j07n4jK3bgnucYXz-No__wx9-tL0XxjxnpWTXzmlmto4" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR0296j07n4jK3bgnucYXz-No__wx9-tL0XxjxnpWTXzmlmto4" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa tão confusa, a cara da Audrey muito grande, e depois as imagens agitadas de Nova Iorque. Mais uma vez, não é elegante. Não sou fã da Audrey, mas era uma actriz muito elegante que, apesar de tudo, daria uma capa melhor. Ainda por cima, este livro é publicado pela Penguin, cujas capas mais antigas são sóbrias e bonitas, acho eu. Depois, deu-lhes para a modernice e começaram a enveredar por caminhos mais espalhafatosos.&lt;br /&gt;A capa de um livro é algo importantíssimo. Uma capa bonita, macia, aumenta o prazer da leitura - olhamos para o livro e suspiramos de satisfação, que bom companheiro para levar para todo o lado, que bom poder abrir aquela capa bonita, que é nossa.&lt;br /&gt;Uma capa feia entristece. Não é que não se leia o livro, claro, mas enfim, como tantas outras coisas na vida, é um turn off. Não vale a pena traduzir este termo para português, que também é feio.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3159778597521594915?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3159778597521594915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3159778597521594915&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3159778597521594915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3159778597521594915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/verdade-de-uma-capa.html' title='A verdade de uma capa'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_hdyXSH3CfFs/R58xdzHK0QI/AAAAAAAAADA/O174wqmBzfM/s72-c/Nora+Roberts+-+O+Cora%C3%A7%C3%A3o+do+Mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1923623940449558664</id><published>2011-06-02T20:09:00.000+01:00</published><updated>2011-06-02T20:09:34.033+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>Gostava de ser canalizadora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que o neto do James Joyce é canalizador e foi há pouco tempo arranjar umas torneiras a casa de uns amigos meus. Parece que dantes era professor de Inglês, mas compreensivelmente desiludiu-se com a profissão e decidiu que seria bem mais feliz a arranjar canos. E parece que sim, que é mais feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noutro dia, ouvi falar de um académico que decidiu deixar a vida na universidade, que não o levava a lado nenhum sem ser a preocupações com publicação de artigo indiferente atrás de artigo indiferente, para ser piloto de aviões. Também parece que é mais feliz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma amiga minha vai casar-se com um indivíduo que também foi professor e, a certa altura, decidiu largar tudo para ganhar a vida a construir casas em árvores, como aquela do Bart Simpson, mas bem mais bonitas. É imensamente mais feliz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando falava destes casos num jantar de amigos, houve alguém que se pôs a dizer, "ah, é uma visão da vida muito romântica, é como aquela história daquele tal que decidiu tornar-se sem-abrigo e faz mais dinheiro a pedir esmola do que num emprego normal, e portanto acha que compensa". As pessoas vêm logo com a história do sem-abrigo quando ouvem falar de gente que consegue fazer algo mais com a vida do que perder tempo em empregos que não levam a lado nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acho que haja qualquer romantismo na vida errante de um vagabundo. O On the Road do Kerouac não é muito romântico; o Down and Out in Paris and in London do Orwell é terrível. Não é possível ter de pedir esmola e ser livre ou feliz, penso eu. Custa-me aceitar que há quem peça esmola porque o escolheu - não me parece plausível. Parece-me, no entanto, plausível escolher outros caminhos, independentes e afastados das convenções sociais. Eu, por exemplo, se fosse neta do James Joyce, nunca teria tido coragem para me tornar canalizadora, com receio dos olhares de desdenho ou pena que me lançariam - ah, coitada, neta de quem é e não consegue melhor. Mas o que é isto do "melhor"? É dinheiro? É a aprovação dos outros (dos outros quem?)? Ou é sentirmos que, de uma forma ou de outra, a nossa vida alcançou, finalmente, alguma coerência?&lt;br /&gt;Como eu sou uma pessoa que, à semelhança do meu semelhante, dependo do olhar que os outros lançam sobre mim, talvez nunca me consiga tornar canalizadora. Com grande pena minha. Mas, bolas, há que admirar quem o faz. O James Joyce está, com certeza, orgulhoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1923623940449558664?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1923623940449558664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1923623940449558664&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1923623940449558664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1923623940449558664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/06/gostava-de-ser-canalizadora.html' title='Gostava de ser canalizadora'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5595682854619002019</id><published>2011-05-25T00:25:00.000+01:00</published><updated>2011-05-25T00:25:36.446+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>O tempo é uma bi-atch!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só para dizer que houve um membro do júri do Man Booker que se despediu porque o prémio foi para o Philip Roth.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este membro do júri era uma senhora e explica a &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/books/2011/may/21/man-booker-international-carmen-callil?INTCMP=SRCH"&gt;decisão dela aqui.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta saber se a tal senhora terá razão ou não, isto é, se Roth resistirá ao tempo, tornando-se imortal, como a maior parte dos homens que eu conheço acha, ou se é efémero, como a Carmen Callil pensa que ele é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Roth irrita um bocado as pessoas. Há escritores e artistas assim, que atraem atenções a torto e a direito, tem graça. Entre eles, há aqueles que são irritantes, exibicionistas, e mesmo assim imensamente talentosos, de modo que permanecem no tempo (ie Truman Capote - só um exemplozito, porque todos sabemos que o Truman gostava do espalhafato, e ainda bem); e há os irritantes, exibicionistas e absolutamente medíocres, que atraem as atenções dos media durante 15 minutos e depois desvanecem-se no esquecimento. É o caso de artistas como Damien Hirst, por exemplo (isto na minha opinião, claro) ou de escritores como Michael Cunningham (quem? Já nem me lembro quem é este). E talvez seja, até, o caso de Jonathan Franzen, de quem eu gosto muitíssimo e que tem, indubitavelmente, talento - mas, não sei porquê, não sei se Franzen é material para o cânone. Não sei, tenho uma incómoda sensação sobre ele, às vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. Era só isto. Uma boa noite e boa sorte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5595682854619002019?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5595682854619002019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5595682854619002019&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5595682854619002019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5595682854619002019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/05/o-tempo-e-uma-bi-atch.html' title='O tempo é uma bi-atch!'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-9194000278518347778</id><published>2011-05-24T20:46:00.000+01:00</published><updated>2011-05-24T20:46:53.951+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><title type='text'>Combinação que não compreendo: chocolate com laranja</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J1W9paSOYkw/TdwLCm5w_9I/AAAAAAAAA4o/TuDOB2xV23I/s1600/chocolate.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="355" src="http://4.bp.blogspot.com/-J1W9paSOYkw/TdwLCm5w_9I/AAAAAAAAA4o/TuDOB2xV23I/s400/chocolate.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo começar por esclarecer imediatamente que, para mim, a vida sem chocolate não faz sentido nem nunca fez. Desde que me lembro de ser gente, como se costuma dizer, que a importância do chocolate na minha vida foi sempre fundamental - o leitinho com chocolate pela manhã alegrava-me o pequeno almoço; o caramelo do Mars dava todo um renovado entusiasmo aos fins-de-semana, em que ainda por cima o Duarte e Companhia passava na televisão. Mais tarde, fui crescendo e descobrindo as maravilhas sedosas de um Guylian ou Côte d'Or, embora não Godiva, não acho muita piada a este último; porém, considero que, por exemplo, a opção Milka é perfeitamente aceitável e sai muito em conta. E o que dizer de um quadrado negro 84% cacau a derreter na boca, a acompanhar o café ou o chá? Não é preciso mais nada na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. Como o chocolate é parte integrante do meu ser, é natural que eu seja uma pessoa aberta às várias combinações que o chocolate permite, mormente chocolate com chantilly, chocolate com frutos secos, chocolate com fruta. Com fruta? Com &lt;u&gt;certa &lt;/u&gt;&amp;nbsp;fruta. Sim, porque estou em crer que quem aprecia verdadeiramente chocolate sabe que esta ambrósia quase divina não se presta a qualquer tipo de fruta, aliás, não se presta a quase nenhuma fruta. O chocolate, como muitas pessoas que por aí andam, é esquisito e comichoso (belo vocábulo). Sendo comichoso, gosta de uma fambroesa ou de uma bananinha, por exemplo, e até admito que goste de um morango, agora - de laranja? Duvido muito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei quem é que se lembrou desta combinação, mas, para minha grande surpresa, o que não falta por aí é chocolate com laranja. Até as marcas "gourmet" fazem alarde do excelente chocolate com a excelente laranja, e eu fico pasma, perplexa, sem compreender. Quando eu era pequena, não me deixavam comer laranja com chocolate em cima porque fazia mal, e eu desde cedo comecei a desconfiar dos perigos do chocolate com fruta, suspeita que se agravou depois de, à sucapa, ter comido uma tablete de chocolate branco depois do kiwi à sobremesa. Escusado será dizer, para não entrar em pormenores desagradáveis, que graças a esta fatal combinação descobri todas as potencialidades do sistema digestivo do corpo humano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que chocolate e laranja, quanto a mim, não combinam. À partida, até pode ser uma boa ideia, mas à chegada não é, de todo. O chocolate pede amêndoa, caramelo, avelã (hmmmm, maravilha...), baunilha, ou coisas mais exóticas como especiarias, chás orientais. Agora fruta, é ter muito cuidado. Laranja, não me convence. É uma manobra só para vender e que não respeita a essência do chocolate.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há combinações que são assim, em teoria parecem bem, mas na realidade são um desastre. E, se a pessoa não é esperta e não as topa à distância (às combinações, quero eu dizer), fica com a vida e com o intestino estragado, e depois as coisas muito dificilmente voltam ao que eram antes. Ah, pois.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-9194000278518347778?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/9194000278518347778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=9194000278518347778&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9194000278518347778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/9194000278518347778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/05/combinacao-que-nao-compreendo-chocolate.html' title='Combinação que não compreendo: chocolate com laranja'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-J1W9paSOYkw/TdwLCm5w_9I/AAAAAAAAA4o/TuDOB2xV23I/s72-c/chocolate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-897053050450475140</id><published>2011-05-24T00:29:00.001+01:00</published><updated>2011-05-24T00:31:02.710+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redrum'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Quem anda à chuva molha-se, mesmo se usar chapéu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Inglaterra, o equivalente ao Ministro da Justiça disse, de forma eminente e sábia, que o crime de violação pode variar em grau, sendo que há violações "menos sérias" do que outras e que, como tal, podem beneficiar de um descontozito se, por exemplo, o criminoso se der como culpado desde início. Sábio, de facto. Para esclarecer ainda mais, caso tal fosse necessário, este adorável raciocínio, especialmente provindo do Ministério de Justiça do UK, um deputado do Partido Conservador veio dizer que sim senhora, há diferença pois claro, já que se uma mulher for para a cama com o namorado e, depois do fogo atiçado, quiser deitar água na fogueira, a culpa não é bem, bem do namorado em pólvora se o tal fogo não se apagar assim sem mais nem menos. &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/society/2011/may/23/tory-mep-rape-kenneth-clarke-helmer?INTCMP=SRCH"&gt;Tudo dito aqui.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu concordo com esta posição. É evidente que há diferença, é evidente que sim, como qualquer vítima de violação poderá facilmente atestar. Aliás, de certeza que, se perguntarmos a estas vítimas, que contam com conhecimento por experiência própria, o que será preferível - ser violada no meio de um parque a meio da noite ou na cama com o namorado? - de certeza que elas nos dirão que, sem sombra de dúvida, a última opção é sempre a melhor, aliás, nem se tratará exactamente de um crime. É um azar, pronto, daquelas coisas que acontecem. Quem anda à chuva molha-se, não é o que se costuma dizer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É terrível e triste e ofensivo constatar que este tipo de afirmações é ainda proferido de forma descarada, sem vergonha na cara - são afirmações terríveis, tristes e ofensivas porque claramente lhes subjaz aquele pensamento insidioso a que poucos de nós escapamos e que, no fundo, no fundo, considera que, em "certas" violações, a vítima estava a pedi-las. Que este pensamento esteja ainda tão entranhado na sociedade ocidental ao ponto de transparecer naqueles que foram eleitos para se encarregarem da justiça de um país é verdadeiramente assustador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não acredito que a mentalidade seja muito diferente em Portugal. Cada dia que passa em que uma mulher ouve um piropo nojento de um homem e sente que tem de se calar, porque não vale a pena dizer nada, confirma-o. Infelizmente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda há muito caminho a percorrer para as mulheres e para os homens. Mas, pelo menos, que este triste caso em Inglaterra sirva para nos indignarmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-897053050450475140?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/897053050450475140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=897053050450475140&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/897053050450475140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/897053050450475140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/05/quem-anda-chuva-molha-se-mesmo-se-usar.html' title='Quem anda à chuva molha-se, mesmo se usar chapéu'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-659361565345122073</id><published>2011-05-17T23:49:00.000+01:00</published><updated>2011-05-17T23:49:03.510+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Começos, parte II</title><content type='html'>Ainda a propósito de começos de livros, e concordando com todos os começos bonitos deixados na caixa de comentários (especialmente o começo dos Lusíadas, claro!), falhou-me, porém, dois começos fundamentais:&lt;br /&gt;o imprescindível Ano da Morte de Ricardo Reis, também ele extraído dos Lusíadas - &amp;nbsp;Aqui o mar acaba e a terra principia.&lt;br /&gt;Aqui o mar acaba e a terra principia.&lt;br /&gt;E o outro começo, lindo, cantado - "Menina e moça me levaram da casa de meus pais. Que causa foi essa da minha levada, era ainda muito nova, não o soube". Só o Bernardim aos molhos para escrever isto, com esta música toda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-659361565345122073?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/659361565345122073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=659361565345122073&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/659361565345122073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/659361565345122073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/05/comecos-parte-ii.html' title='Começos, parte II'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-7312146782632106011</id><published>2011-05-17T23:32:00.000+01:00</published><updated>2011-05-17T23:32:17.314+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>"Não vi o livro mas li o filme"`*</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WMF8uokZBSQ/TdL3W6Ug6FI/AAAAAAAAA4k/9o-Cp6SdGKA/s1600/Lolita.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-WMF8uokZBSQ/TdL3W6Ug6FI/AAAAAAAAA4k/9o-Cp6SdGKA/s320/Lolita.jpg" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há coisas que só funcionam de determinada maneira e ninguém sabe bem porquê. Hoje, por exemplo, estava a lavar a louça e a pensar, "este detergente é bom, não seca a pele e não descasca o verniz", e deste pensamento espúrio passei, também muito espuriamente, para livros e filmes e bons livros que dão bons filmes e vice-versa (isto é, livros maus que dão bons filmes. Era o que eu queria dizer).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há livros magníficos que só funcionam mesmo como prosa e que, por qualquer razão que eu não consigo inteiramente compreender, falham redondamente quando transformados em filme. Lembrei-me disto ao pensar no Freedom, do Jonathan Franzen, que me agradou muitíssimo e que, quando saiu, foi bombardeado por uma onda imensa do chamado "hype", Obama et.al. embrenhados na leitura do livrinho. Eu estava precisamente a pensar que um best-seller que agradou a tanta gente tem tudo para dar um bom filme. Mas, curiosamente, acho que Freedom resultaria num péssimo filme, independentemente dos actores, do realizador e do argumentista. Acho que não seria melhor do que um dramalhão pretensioso, falsamente inteligente e com aspirações a profundidade intelectual e psicológica à semelhança do Closer, aquele filme com a Julia Roberts e o Jude Law, que é dos piores filmes que já vi. Não sei porque é que tenho esta ideia do Freedom como um completo fiasco no cinema, mas tenho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costuma dizer-se que raramente há filmes tão bons como os livros que lhes dão origem. Eu tendo a concordar. Lembro-me apenas de um único exemplo em que, para mim, o filme é tão bom como o livro, e mesmo assim tenho a certeza de que muitas vozes discordarão - Lolita versão Kubrick. Mas é um caso único.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também há casos em que um mau livro dá origem a um filme bom ou, pelo menos, um filme razoavelzito - não sou grande fã das Horas, por exemplo, mas acho convictamente de que o filmito é superior à bodega do livro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É interessante pensar em como certos "media" não se transferem facilmente para outros "suportes" (brrr, esta converseta com estes termos modernos não é agradável) - um bom livro não dá necessariamente um bom filme, uma peça de teatro não dá necessariamente um bom filme (raramente dá, a julgar pelos exemplos de que me consigo lembrar), e os livros cinematográficos que normalmente vendem às catadupas, já formatados para resultar em filme (ie Código Da Vinci) são normalmente perdas de tempo, paupérrimos, paupérrimos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que, em geral, acho que se deve tomar cada coisa como cada qual - o livro é o livro e o filme é o filme, um absolutamente independente do outro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto para dizer o quê? Não sei bem, a minha ideia inicial, quando estava a lavar a loiça, era um bocadinho mais interessante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* não fui eu que inventei esta frase, li não sei onde. Acho que é o título de um livro que vi não sei onde, não sei quando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-7312146782632106011?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/7312146782632106011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=7312146782632106011&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7312146782632106011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/7312146782632106011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/05/nao-vi-o-livro-mas-li-o-filme.html' title='&quot;Não vi o livro mas li o filme&quot;`*'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WMF8uokZBSQ/TdL3W6Ug6FI/AAAAAAAAA4k/9o-Cp6SdGKA/s72-c/Lolita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1026845749031167796</id><published>2011-05-07T20:51:00.000+01:00</published><updated>2011-05-07T20:51:35.129+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>Começos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete, ou simplesmente, o Ramalhete.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ouvi tantas vezes que "o começo dos Maias é uma seca, e por isso é que eu nunca consegui ler o livro. Não passo das primeiras páginas". Isto é a maior treta que eu alguma vez ouvi. O começo dos Maias é o mais elegante que conheço, e o que se segue é mestria absoluta - &lt;i&gt;Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de residência eclesiástica que competia a uma edificação do reinado da senhora D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo, assemelhar-se-ia a um colégio de Jesuítas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pronto. Esta longa e irrepreensível sintaxe é uma pincelada autêntica. Um quadro. Este Eça era o maior.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu sou parcial. &lt;i&gt;Os Maias&lt;/i&gt; é o meu livro de sempre, o meu livro absolutamente essencial e preferido. Talvez alguém conheça começos de romance melhor do que este dos Maias - excepto o começo do Pride and Prejudice, que toda a gente gosta de citar e que é uma grande seca, uma coisa do estilo "it is a truth universally acknowledged that a single man is in need of a wife", uma coisa assim. Não vou ver ao google, não quero saber. Não acho o Pride and Prejudice assim tão bom, apenas bonzinho. &lt;/div&gt;Um outro grande, imbatível começo é o do The Go-Between, de tal modo que se tornou já um lugar-comum: &lt;i&gt;The past is a foreign country. They do things differently there. &lt;/i&gt;Tem de se fazer uma pausa para absorver a verdade destas frases. Pensar bem nelas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também gosto muito do começo calmo, pausado, de Heart of Darkness, que prepara para a tensão contida do enredo que se seguirá. É uma prosa bonita, as palavras soam bem, mais do que o seu significado - &lt;i&gt;The Nellie, a cruising yawl, swung to her anchor without a flutter of the sails, and was at rest. &lt;/i&gt;Acho isto bonito, não sei. &lt;i&gt;Flutter of the sail&lt;/i&gt;s.Faz-me lembrar aquela letra do Chico Buarque - "a saudade é como um barco que aos poucos descreve um arco e evitar atracar no cais". As palavras do Chico são ainda mais bonitas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O começo de In Cold Blood é outro dos meus preferidos, perfeito como quase tudo o que li de Capote - &lt;i&gt;the village of Holcomb stands on the high wheat plains of Western Kansas, a lonesome area that other Kansans call 'out there'. &lt;/i&gt;Assustador, este "out there".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Começos melhores do que estes? Como todos os começos, serão difíceis de encontrar. Mas força.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1026845749031167796?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1026845749031167796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1026845749031167796&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1026845749031167796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1026845749031167796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/05/comecos.html' title='Começos'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5128149409037508306</id><published>2011-04-26T16:59:00.000+01:00</published><updated>2011-04-26T16:59:48.562+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Gin</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bvEic4Jbu8A/TbbrWe-P5cI/AAAAAAAAA4g/7qRIb4gSx1g/s1600/WHogarth.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-bvEic4Jbu8A/TbbrWe-P5cI/AAAAAAAAA4g/7qRIb4gSx1g/s400/WHogarth.jpg" width="343" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escreveu Dorothy Parker: "I like to have a Martini,  two at the very most; three, I'm under the table,  four I'm under my host."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Beber é bom, como a Dorothy com certeza que sabia. A pessoa fica tonta, vomita se for preciso, mas de repente o mundo torna-se colorido, ambíguo, ondulante, cócegas no estômago, uma imensa vontade de rir, uma sensação ardente e quentinha por onde passa o álcool, um verdadeiro conforto, e tudo é tão maravilhosamente insignificante. O melhor da bebida é mesmo isso, a redução de tudo o que nos rodeia a uma esplêndida insignificância em que nada interessa, o que nós somos, o que os outros são, o que o mundo é ou deixou de ser. É o maravilhoso mundo novo do olvido em que se faz tudo o que se quer e onde não há consequências, porque o dia seguinte não existe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito tempo que isto não me acontece. Mas a última vez em que me aconteceu foi magnífica. As maravilhas que faz o gin tónico a bater leve, levemente. Há quanto tempo o não vejo. E que saudades, Deus meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5128149409037508306?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5128149409037508306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5128149409037508306&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5128149409037508306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5128149409037508306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/04/gin.html' title='Gin'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bvEic4Jbu8A/TbbrWe-P5cI/AAAAAAAAA4g/7qRIb4gSx1g/s72-c/WHogarth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3517192495401001014</id><published>2011-04-24T23:10:00.000+01:00</published><updated>2011-04-24T23:10:43.424+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Dylan gone electric</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RL77u_HFdNU/TbSfwEiC1KI/AAAAAAAAA4c/Tp7ykdndVFE/s1600/WGuthrie.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-RL77u_HFdNU/TbSfwEiC1KI/AAAAAAAAA4c/Tp7ykdndVFE/s400/WGuthrie.jpg" width="318" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma vez, Bob Dylan decidiu esquecer as suas raízes folk, à Woody Guthrie, a máquina que mata fascistas e tal, e decidiu enveredar por um caminho mais "eléctrico", mais pesadote, eventualmente menos poético. Nos primeiros tempos, foi um desassossego. O pobre Dylan entrava em palco e era imediatamente vaiado e apelidado de Judas, naquela que ficou muito compreensivelmente conhecida pela Judas tour. Não que Dylan se importasse muito. Continuava a levantar ondas, como se costuma dizer. E continuava poeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em inglês, há aquele ditado que diz "beauty is in the eye of the beholder". É interessante como isto se aplica, assustadoramente, à chamada integridade. Então Dylan deixou de ser íntegro porque passou ao eléctrico? Para quem foi aos seus concertos insultá-lo, com certeza que sim. Mas o Bob Dylan em si, ele propriamente dito (bela expressão), continuou o mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que, por exemplo, quando nos desapontamos muito com os políticos e com o país e com o FMI, não há grandes explicações a dar. Os políticos e o país e o FMI não mudaram, foram sempre manchados pela falta de integridade. São os nossos olhos que mudam e que vêem o que dantes não viam, ou vice-versa - escolhem não ver o que dantes viam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando ao Bob Dylan, este último foi sempre eléctrico. Quem pensava que não era é que se enganou e depois teve de encontrar meios para se esvaziar de toda a fel. Mas a culpa não era do Dylan.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto do Bob Dylan, atenção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/gm1pLiyrGyw" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3517192495401001014?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3517192495401001014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3517192495401001014&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3517192495401001014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3517192495401001014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/04/dylan-gone-electric.html' title='Dylan gone electric'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RL77u_HFdNU/TbSfwEiC1KI/AAAAAAAAA4c/Tp7ykdndVFE/s72-c/WGuthrie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1286436942381931541</id><published>2011-04-24T00:05:00.000+01:00</published><updated>2011-04-24T00:05:06.738+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Poderzinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, ao contrário do que possa parecer, isto (refiro-me ao blogue) ainda não acabou. Pode parecer que sim, mas não, que o engenho e arte serão poucos, mas eu escreverei até que a voz me doa, assim tenha tempo para isso. Ultimamente, e pela primeira vez na vida, o meu problema tem sido mesmo a falta de tempo. É impressionante. Nunca acreditava quando as pessoas me diziam, "ah, quero fazer x e y, mas não tenho tempo". Soava-me a desculpa mal amanhada. Agora percebo, porque eu própria me vejo a braços com tempo a menos e não tenho de amanhar nenhum peixe nem nenhuma desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. Mas, em tempo de Páscoa, o que me intriga é aquela história do Abraão a quem Deus ordena que mate o filho, apenas para lhe dizer no fim, "mas tu está quieto, então tu achas que eu te mandava fazer isso? Ó pá, francamente". Ah, mas era para testar a fé, dirão alguns. Estranho teste, este, porque facilmente se pode subverter e desvirtuar. Então e se Deus se virasse para Abraão e dissesse "ah, com que então andas a ignorar os fundamentos que eu tento disseminar e estás pronto a matar o teu filho levianamente, por dá cá aquela palha, sem pensar, sem discutir nada. E seu te mandasse atirar de um poço, também atiravas?! Então e o valor da vida, o valor mais importante para o teu Deus, não significa nada para ti? Estou a ver que não. És um mau seguidor, Abraão, mau seguidor, ai, ai, que tau-tau que vais receber". Imaginemos isto. Podia muito bem ter acontecido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que a lógica da autoridade é frágil, se formos a ver bem. É como as estatísticas e as sondagens, tanto dizem uma coisa como facilmente podem querer dizer outra. De modo que a conclusão que eu retiro desta história de Abraão é que o melhor é a gente pensar pela nossa cabeça e desconfiar sempre do que nos mandam fazer, mesmo que seja Deus a mandar. O poder corrompe e todos nós o sabemos. Até Deus.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma feliz Páscoa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1286436942381931541?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1286436942381931541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1286436942381931541&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1286436942381931541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1286436942381931541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/04/poderzinho.html' title='Poderzinho'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2661711394654763167</id><published>2011-04-01T18:10:00.000+01:00</published><updated>2011-04-01T18:10:13.499+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corto maltese'/><title type='text'>Longe da vista, perto do coração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1-us0SwC0gs/TZYEWguF3GI/AAAAAAAAA4Y/pRv2tcUypac/s1600/corto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-1-us0SwC0gs/TZYEWguF3GI/AAAAAAAAA4Y/pRv2tcUypac/s400/corto.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas são sempre contra namoros à distância - ah, não resulta. Ah, as pessoas fartam-se, ah, as pessoas arranjam outro, ah, longe da vista, longe do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu discordo disto tudo. É evidente que uma relação à distância que implique que as pessoas só se vejam de três em três meses durante anos talvez não resulte. Agora um namoro à distância que permita alguma regularidade só tem vantagens:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- as pessoas não têm tempo para discussões ou, se as têm, esquecem-se delas porque têm muitas saudades&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- devido às saudades, cada vez que se vêem aproveitam ao máximo e passam os minutos num enleio apaixonado de lua-de-mel permanente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- quando o outro está longe, só se lembram das qualidades dele ou dela e esquecem-se dos defeitos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- há tempo para fazer tudo o que se tem de fazer sozinho, sem ter de coordenar horários com o outro, coisa que normalmente só dá chatice&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- quando estão juntos, tudo sabe ainda a novidade e há tempo para actividades interessantes, ao invés de se deixarem abater pela rotina trabalho - casa - rabo no sofá - trabalho - casa - rabo no sofá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em geral, sou a favor de relações à distância porque as pessoas não se habituam muito ao outro e vêem-no sempre como "especial". No dia em que tiverem de conviver com ele/ela todos os dias, a magia desfaz-se necessariamente e as pessoas são cilindradas pela rotinazinha que são obrigadas a viver, começam a engordar, a ver muita televisão, a ir para o trabalho tipo zombies e a voltar ainda pior, e de repente o Corto Maltese já não é o Corto Maltese, é apenas um tipo qualquer gordo e mal vestido que está sempre cansado, deixou de ter tempo para ler o que quer que seja, nunca quer fazer nada e só sai de casa se for para ir à Worten olhar para televisores novos. Subitamente, a linha que separa o amor do hábito esbate-se e a pessoa já não consegue distinguir um do outro. Talvez porque o primeiro tenha sucumbido, dando lugar apenas ao hábito - não sei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que o amor seja como o direito consuetudinário, que está lá embora não precise de estar escrito, mas também acredito que o "costume" vença todos os obstáculos, inclusive o amor, sendo por isso capaz de sujeitar tudo o resto à rotina que impõe. Por isso é que é importante que o Corto Maltese permaneça o Corto Maltese - volta a casa, vai-se embora, volta a casa. Não há tempo para costumes ou hábitos. E longe da vista, sempre perto do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também podia dar aqui o exemplo do Woody Allen e da Mia Farrow, que viveram sempre em casas separadas, mantendo a sua vida independente e estando juntos ao mesmo tempo. Mas, por qualquer razão estranha, sinto que isto não será um bom exemplo. É só uma sensação que tenho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2661711394654763167?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2661711394654763167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2661711394654763167&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2661711394654763167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2661711394654763167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/04/longe-da-vista-perto-do-coracao.html' title='Longe da vista, perto do coração'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1-us0SwC0gs/TZYEWguF3GI/AAAAAAAAA4Y/pRv2tcUypac/s72-c/corto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8895074423572455114</id><published>2011-04-01T17:18:00.000+01:00</published><updated>2011-04-01T17:18:06.446+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>A idade que se tem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pb9RlN7eByQ/TZX6XaoUwHI/AAAAAAAAA4U/C0kxsHQKVL4/s1600/oldwoman.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-pb9RlN7eByQ/TZX6XaoUwHI/AAAAAAAAA4U/C0kxsHQKVL4/s320/oldwoman.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha avó diz: "não adianta não parecer a idade que se tem, porque os anos estão lá à mesma".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que a minha avó tem toda a razão. Quando eu era mais nova, julgava que este dito se aplicava só às aparências, e desgostava-me parecer menos idade do que realmente tinha. Hoje em dia, isto parece-me excelente ideia e fico sempre contente quando me tiram três ou quatro anos à idade que realmente tenho. Tenho pena que ninguém se lembre de me dar menos dez anos, mas enfim, não se pode ter tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente, o que a minha avó diz também se aplica ao comportamento das pessoas em geral, àquilo que escrevem e à forma como decidem conduzir a sua vida. Não adianta, efectivamente, querermos agir como se tivéssemos menos idade, porque não temos e acabamos por fazer figuras tristes. Detesto quando as pessoas dizem "tenho 35 anos, mas sinto-me como se tivesse 25!". Isto configura um caso de grande tristeza. A ideia é viver e aprender. Qual é a vantagem de ficarmos encravados 10 anos atrás? Nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez disseram-me que, quando me conheciam apenas pelo blogue, pensavam que eu era, ipsis verbis, "uma pitazeca". Isto assustou-me um tanto ou quanto, não pelo sufixo "-eca", já de si enxovalho, mas fundamentalmente por me terem dado muito menos idade do que aquela que tenho apenas por lerem o que escrevo. Não que eu tenha pretensões de escrever coisas de grande maturidade e grandeza, mas também não me agrada saber que o que escrevo poderia provir de uma qualquer miúda com idade para ser designada por "pitazeca". Embora isto não interesse verdadeiramente, porque as pessoas pensam o que quiserem, e se umas pensam o melhor, outras pensarão sempre o pior. É a tal história dos Gregos e dos Troianos, se a gente agrada a um, não agrada a outro. Para compensar, também me disseram uma vez que, através do blogue, se notava que eu era "pessoa de uma certa idade". Respeitável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E era mais ou menos isto que eu tinha a dizer. Depois de tanto tempo sem posts, a sensação que fica é que a montanha pariu um rato, como se costuma dizer. É a idade, que me tira o viço de antigamente. Há que viver com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vou tentar fazer posts mais curtos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8895074423572455114?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8895074423572455114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8895074423572455114&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8895074423572455114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8895074423572455114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/04/idade-que-se-tem.html' title='A idade que se tem'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pb9RlN7eByQ/TZX6XaoUwHI/AAAAAAAAA4U/C0kxsHQKVL4/s72-c/oldwoman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5877184644918491594</id><published>2011-03-26T20:56:00.000Z</published><updated>2011-03-26T20:56:06.756Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><title type='text'></title><content type='html'>Quanto piores as coisas são, mais vontade tenho de escrever sobre assuntos absolutamente irrelevantes. A realidade é demais para mim. Pior para ela (a realidade), como dizia o Hegel.&lt;br /&gt;Os posts que se seguem ficam, assim, justificados. Obrigada pela atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5877184644918491594?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5877184644918491594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5877184644918491594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5877184644918491594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5877184644918491594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/quanto-piores-as-coisas-sao-mais.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1821618770505945179</id><published>2011-03-24T11:46:00.000Z</published><updated>2011-03-24T11:46:43.219Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Eu sou linda, não importa o que eles dizem, as palavras não me deitam abaixo, eu sou linda sob todos os aspectos, ai sou, sou, portanto não me deitem abaixo hoje, ó faxavôr</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uns tempos, uma amiga daquelas antigas, do peito, ofereceu-me uma fotografia tirada há sei lá eu quanto tempo, há pelo menos 15 anos, tendo a mesma fotografia a ternurenta e comovente peculiaridade de contar comigo e com as minhas amigas da altura (que continuam minhas amigas hoje em dia, felizmente) nos tempos da escola.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de chamar a vossa estimada atenção para esta expressão, que encerra mais perversidade do que se possa pensar: "nos tempos da escola". É que eu não percebo bem, bem as saudades que possamos eventualmente sentir por tal época. Para dar um exemplo, esta fotografia que me foi oferecida é uma delícia, sim, foi um querido regresso ao passado, chorei de riso e comoção ao vê-la, mas, e como dizia o outro, há que dizê-lo com honestidade, a fotografia tem umas quantas raparigas que não são assim, como direi, muito, muito bonitas. Também não são feias, mas enfim, ainda tinham muito a aprender "no que concerne" ao visual. "Nos tempos da escola", eu (e vou falar apenas por mim, que as minhas amigas não estão aqui para se defenderem) era uma pessoa com um cabelo mediano e sempre igual todos os dias, umas roupas que não lembram ao Diabo (talvez naquela altura lembrassem a algum mafarrico, mas ao Lúcifer em si não lembravam de certeza, nem hoje nem naquela altura) e em geral eu era assim, digamos que, não muito gira. Alguém mal intencionado poderá sempre argumentar "até parece que agora és gira, ah, ah!", ao que eu respondo, "pelo menos sou &lt;i&gt;mais&lt;/i&gt; gira". Pois é.&lt;br /&gt;E este episódio passou-se comigo, mas eu não sou caso único. Em geral, quando as pessoas me mostram fotos de quando eram mais novas, penso sempre que estão bem melhor com alguns anos em cima. Não sei, talvez seja porque a minha geração, quando adolescente, não tinha a sabedoria quase maléfica da malta nova de hoje em dia, que domina maquilhagens e saltos altos como se viessem direitinhas do Sexo e a Cidade ou coisa parecida. Não, a minha geração era singela e simples, contentava-se com umas calças de ganga justas e os imbatíveis Converse All Star. Isto bastava para nos fazer felizes, assim como calças com estampados de flores berrantes (eu tinha umas, elásticas e tudo, e adorava), cortes de cabelo à cogumelo, poupas com gel (esta última moda juro que nunca usei e sempre achei pirosa, valha-me isso), má música (estávamos convencidos de que ouvir Neil Diamond era, sei lá, "vintage". Apesar de eu até gostar de algumas coisas do Neil Diamond, olha aquela canção que a Tracy Chapman até gravou, tão bonita, "sorry is all that you can't say, la, la, la...").&lt;br /&gt;Isto tudo para dizer que a maior parte das pessoas que conheço que nasceram no mesmo ano do que eu&amp;nbsp; são exactamente aquelee lugar-comum do vinho, já que melhoraram bastante com a idade. Aprenderam a ir ao cabeleireiro e a passar algum tempo em actividades estéticas que, ainda que deixem o interior exactamente na mesma, melhoram o exterior e são pelo menos um começo. E, em geral, vejo que têm um ar mais interessante, que eu acho que vem com a idade, e que na juventude não se tem. Mas isso talvez seja eu, que tenho mais a tendência para o velho e vejo a juventude como uma coisa muito, mas mesmo muito, passageira. Somos velhos a maior parte da vida, se pensarmos bem, e portanto é a velhice que temos de aproveitar.&lt;br /&gt;E portanto a velha fotografia que me foi oferecida mostra-me a mim num outro tempo, bem enterrado no passado. E porém, não consigo deixar de contemplar esta foto por longos minutos sem sentir sempre estranhas saudades. Saudades do cabelo, das calças de ganga, dos ténis, da T-shirt enfiada nas calças (!). Saudades "dos tempos da escola", enfim, quando ir ao cabeleireiro era uma vez por ano e não tinha interesse nem importância nenhuma. Havia coisas mais importantes para fazer e para pensar.&lt;br /&gt;Mas isto passa depressa, porque afinal, gosto mais dos sapatos que tenho agora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1821618770505945179?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1821618770505945179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1821618770505945179&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1821618770505945179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1821618770505945179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/eu-sou-linda-nao-importa-o-que-eles.html' title='Eu sou linda, não importa o que eles dizem, as palavras não me deitam abaixo, eu sou linda sob todos os aspectos, ai sou, sou, portanto não me deitem abaixo hoje, ó faxavôr'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3202195812611428105</id><published>2011-03-24T11:15:00.000Z</published><updated>2011-03-24T11:15:05.674Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://tolanbaranduna.blogspot.com/"&gt;Já tentei ler os Irmãos Karamazov em russo mas só conseguia contar o  número de ocorrências da palavra Карамазовы (102). E esta é do João  Tordo, um autor que a nível estilístico tem tantos recursos como o John  Galliano na prisão.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Tolan, como se diz em estrangeiro, gotta love him. No primeiro dia de país desgovernado, ao menos isto faz rir muito.&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3202195812611428105?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3202195812611428105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3202195812611428105&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3202195812611428105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3202195812611428105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/ja-tentei-ler-os-irmaos-karamazov-em.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2263112605197309139</id><published>2011-03-24T11:13:00.000Z</published><updated>2011-03-24T11:13:07.787Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Hecatombe</title><content type='html'>Estou a tentar adaptar-me à ideia de viver num país sem governo nem Governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2263112605197309139?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2263112605197309139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2263112605197309139&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2263112605197309139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2263112605197309139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/hecatombe.html' title='Hecatombe'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8340865582296773992</id><published>2011-03-22T14:58:00.000Z</published><updated>2011-03-22T14:58:11.142Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>Da filosofia barata que pode existir no acto de levantar cedo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como dizia o Kafka, levantar cedo é a coisa mais degradante que existe - levantar cedo deixa a pessoa estúpida, como constata o sr Samsa ao acordar transformado em barata (conclusão espectacular). A pessoa a querer enterrar a cabeça na almofada fofinha, nos lençóis quentinhos, e a porcaria do despertador a tocar, a tocar, a tocar, a lembrar que há um mundo lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais custa quando a gente se levanta cedo é precisamente isto - a constatação de que o mundo continua, com todas as suas obrigações e tarefas e fretes, independentemente do nosso sono descansado. E depois esta exigência permanente todas as manhãs é uma coisa irritante - levanta-te, vai produzir, vai trabalhar, vai fazer coisas. E se não houver coisas para fazer? Vamos imaginar isto, vamos imaginar que nos levantamos e pura e simplesmente não temos nada para fazer. É assim tão terrível? Qual é o problema? Mas não, não pode ser, o mundo não deixa que não se tenha nada para fazer, porque lança um tal estigma sobre o chamado "ócio" que toda a gente se sente mal se não estiver a fazer alguma coisa. Nem que seja limpar a casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a verdade é que, dia após dia, raramente se faz alguma coisa de jeito. Temos a mania de que, se cumprirmos a rotina, levantar, ir trabalhar, almoçar, voltar a casa, deitar, etc., dizia, se cumprirmos isto, temos uma vida a sério e somos "úteis". Não estou a ver como. Úteis a quem, para quem? A não ser que trabalhemos numa missão humanitária, passamos a vida a fazer coisas que não interessam a ninguém na ilusão conveniente de que, desta forma, "produzimos". Pois, mas não.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E portanto eu não penso que se deva reconhecer autoridade ao mundo para nos arrancar da cama todos os dias de manhã. Ainda se fosse para alguma emergência, um caso de vida ou morte, tudo bem. Mas raramente é esse o caso. E, no entanto, voltamos ao mesmo todos os dias, como a minha vizinha, que às oito da manhã já está a percorrer a casa toda, toc, toc, toc, os saltos altos a martelarem o chão, a afinar a garganta para berrar com os filhos, tão alto que eu já sei que ela tem pelo menos um Daniel e um André, depois põe a máquina da roupa a centrifugar, faz uma barulheira, sai de casa, para voltar ao fim do dia e repetir a azáfama toda. O marido de vez em quando também berra, e parece-me que só são felizes quando o Benfica ganha. Aí, gritam, mas pelo menos é de felicidade (digo eu).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sim, são todos muito úteis, somos todos muito úteis, fazemos todos coisas importantíssimas. O Kafka tinha razão, assim como Mário de Sá Carneiro, que volto a citar - "Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,e eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor...". Como dizia outro grande poeta, não há mais metafísica que isto, pois não?&lt;br /&gt;Ai, ai. Bom. A pequena vai comer chocolates.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8340865582296773992?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8340865582296773992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8340865582296773992&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8340865582296773992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8340865582296773992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/da-filosofia-barata-que-pode-existir-no.html' title='Da filosofia barata que pode existir no acto de levantar cedo'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3136705147112917484</id><published>2011-03-19T13:16:00.001Z</published><updated>2011-05-24T20:51:47.631+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>Palavra da semana que não compreendo: "bichinho"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, e depois de uma longa ausência por motivos de força maior, e com tanta coisa grave que se passa pelo mundo, o que me traz aqui hoje é esta curiosa expressão - ficar com o "bichinho". Está sempre a ser utilizada nas entrevistas das revistas cor-de-rosa com a desgraçada da semana a gozar dos 15 minutos de fama - "foi nessa altura que ficou com o bichinho da representação, Vânia?", "não, o bichinho sempre cá esteve, mas só nessa altura é que tive oportunidade de o demonstrar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este "bichinho" faz-me muita espécie, uma terrível espécie. Quando alguém me diz "e fiquei com o bichinho, percebes?", imagino sempre a pessoa a andar na rua com uma enorme ténia nas entranhas, pronta a sair rabo fora, se preciso for. É esta a dimensão da minha estranheza, e até repulsa, por semelhante expressão. Que coisa tão desagradável. Pior que isto, só se for a expressão "mexe comigo" - "ah, este quadro mexe mesmo comigo", e imagino logo o meu interlocutor a ser abanado e cuspido por uma caterpillar ou lá como se chamam aquelas máquinas das obras. Tenho uma imaginação um bocado problemática, o que é capaz de agravar a sensibilidade que tenho a estas expressões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois, ainda por cima, há "bichinhos" responsáveis por tudo, rrac, rrac, rrac, a corroer as vísceras para a pessoa ficar com o gosto pela representação, o gosto pelo cinema, o gosto pela escrita ("eu andava nas novelas da TVI, agora escrevi um romance e posso dizer que fiquei com o "bichinho" da escrita", por exemplo), a apetência para sei lá o quê.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que nojo.Queria só manifestar o meu desagrado profundo, é tudo. Eu, em termos de bichos, só acho mesmo graça ao bicho-de-conta, e fico-me por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3136705147112917484?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3136705147112917484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3136705147112917484&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3136705147112917484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3136705147112917484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/palavra-da-semana-que-nao-compreendo.html' title='Palavra da semana que não compreendo: &quot;bichinho&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-895179415345938712</id><published>2011-03-02T17:52:00.001Z</published><updated>2011-05-24T20:52:27.571+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que não compreendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Banda da semana que não compreendo: os Coldplay</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-ltAckC1lq6E/TW6CEYzQXLI/AAAAAAAAA4E/LckNJzeY1fE/s1600/CMartin.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh4.googleusercontent.com/-ltAckC1lq6E/TW6CEYzQXLI/AAAAAAAAA4E/LckNJzeY1fE/s1600/CMartin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo desde já fazer uma declaração de interesse e dizer que: ponto um, gostei da primeira música que ouvi de Coldplay, Yellow, que pertencia ao primeiro álbum, e gostei até bastante; ponto dois, gostei de uma música que ouvi do segundo álbum, que era o In My Place, e com óbvia falta de discernimento, comprei o segundo CD desta banda. Em absoluta verdade, e chegamos ao ponto três, ouvi este CD duas vezes na vida, o que confirma a minha obtusidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir daqui, confessados que estão os embaraçosos pecadilhos, estou absolutamente à vontade para tecer e elaborar todas as críticas que eu quiser a esta banda, e são muitas; são muitas porque os Coldplay são a coisa mais entediante que eu alguma vez ouvi. É que são seca, seca, seca, seca, ainda por cima má seca - e o que é que me leva a não compreender esta banda? Não é o facto de serem uma seca, é o facto de conseguirem vender tanto. É que eu esperava que as pessoas tivessem um limite para o tédio que conseguem suportar, mas pelos vistos não, não têm limite nenhum. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há bandas que se podem designar por "seca". Bandas que aborrecem, dão vontade de bocejar e&amp;nbsp; amolecer que nem lesma indolente. Eu não quero saber - digo já que, para mim, Dire Straits é essa banda. É que não consigo ouvir um acorde que seja que fico logo prontinha para&amp;nbsp; adormecer, e não me venham com o Brothers in Arms, ai que linda canção que é!, e o Romeo and Juliet, ai que bonito!, e o I want my MTV ou sei lá, não achas a canção engraçada?, e o Mark Knopfler na guitarra (bem, este homem a solo, então, meu Deus, sem comentários). Esta banda e estas canções são velhas, bem sei, portanto se calhar não contam. Mas vamos a mais exemplos - Norah Jones, outro tédio. Clássicos da guitarra, tipo Joe Satriani ou assim, outra seca. E, evidentemente, há outros exemplos que alguém mais douto do que eu conseguiria enumerar e bandas muito mais recentes e com muito hype à volta que também são um grande tédio, mas são bandas mais ou menos insignificantes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, estes exemplos que eu acabei de enumerar têm uma diferença relativamente aos Coldplay, e essa diferença é qualitativa. É que, dentro da categoria de bandas-seca, há a má seca e a boa seca. Eu acho que a Norah Jones é seca, mas consigo compreender perfeitamente que a Norah Jones é melhor do que os Coldplay. É que estes últimos não têm nada que os salve, nada, nada - são feiosos (pelo menos, têm mau gosto para se vestir); não têm talento como músicos; têm a mania que são bonzinhos e queridinhos, o que, não diria "enfurece", mas irrita um bocadinho; não escrevem letras de jeito ("for some reason I can't explain/I know Saint Peter won't call my name" -&amp;nbsp; ? Tanto mais que alguém que sabe&amp;nbsp; de antemão que o S. Pedro não o vai chamar, terá com certeza uma ligeira ideiazinha do porquê, mas enfim, isto já é filosofia a mais; em termos de letras, a minha preferida é para aí o "lights will guide you home and ignite your bones". Pausa para rir. Não vale a pena ir mais longe, é só fazer uma busca no google de letras dos Coldplay e, basicamente, preparar uns minutinhos para aquele misto de riso e desprezo que só o que é verdadeiramente medíocre consegue provocar).&amp;nbsp; Tudo nos Coldplay serve um propósito, que é: irritar numa primeira fase, e entediar numa segunda fase. Prefiro uma banda que me irrite, apenas, porque ao menos distraio-me.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que, com tanta banda sem talento que há por aí, mas um bocadinho mais animada, não percebo bem porque é que as pessoas escolhem ouvir Coldplay e muito menos pagar bilhete para os ver ao vivo. Às vezes, há bandas que são muito medianazitas em estúdio, mas que depois ao vivo são um estrondo. Duvido que seja o caso de Coldplay, e não faço tenções de ir confirmar com os meus próprios olhos - mais facilmente ia ver isto:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-Aw3ib5M8AQY/TW6CMloyNVI/AAAAAAAAA4I/pvNNkzushMk/s1600/Yanni.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Aw3ib5M8AQY/TW6CMloyNVI/AAAAAAAAA4I/pvNNkzushMk/s320/Yanni.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Yanni na Acrópole deve ter sido, no seu tempo, um espectáculo ao vivo muito composto, e sempre é na Acrópole, além de que, como facilmente se pode constatar, tem um veio trágico-cómico bem aceso, que é coisa que os Coldplay, no seu esforço (louvável, porque não) do politicamente correcto, não apresentam. Quer dizer, um veio trágico até apresentam, por acaso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, são uma seca. Mas serviram para eu me entreter a escrever isto, portanto presumo que lhes deva dirigir o meu bem-haja. No entanto, agora não me está a apetecer, fica para a próxima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-895179415345938712?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/895179415345938712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=895179415345938712&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/895179415345938712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/895179415345938712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/banda-da-semana-que-nao-compreendo-os.html' title='Banda da semana que não compreendo: os Coldplay'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-ltAckC1lq6E/TW6CEYzQXLI/AAAAAAAAA4E/LckNJzeY1fE/s72-c/CMartin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-5933980431188596582</id><published>2011-03-01T17:08:00.000Z</published><updated>2011-03-01T17:08:00.454Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Comment is free, but facts are sacred</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não compreendo muito bem a eficiência da moderação de comentários no Público (e antes que me esqueça, peço desculpa por mais um piroso título em inglês que nem sequer tem muito, muito a ver com o post, mas é o mote do Guardian e, enfim, eu achei que dava um certo élan, um certo nível, à coisa).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava a ler &lt;a href="http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/adesao-ao-protesto-da-geracao-a-rasca-ja-ultrapassa-as-20-mil-pessoas_1481526#Comentarios"&gt;esta notícia&lt;/a&gt;, sobre o protesto da "geração à rasca" (bolas, a minha geração nunca foi capaz de atrair nomes bonitos, é cada um pior que o outro, só dichotes e enxovalho; alguém devia tomar uma atitude em relação a esta miséria linguística, que, em conjunção com o recibo verde, levanta sérios problemas de auto-estima e confiança), dizia, estava então a ler a notícia, e decidi ler os comentários também, num acto claramente sado-maso, porque a gente já sabe de antemão que, por qualquer razão misteriosa, os comentários do Público, salvo algumas excepções, conseguem ser dejectos tão grandes como os do Correio da Manhã ou coisa parecida. Mas pronto, sem salvação possível, fui ler os comentários. As pérolas que lá aparecem, já sem sequer atentar na cuidada ortografia que apresentam, são sinais da grande inteligência, presciência e argúcia com que este país pode contar: desde meninos mimados que não levantam o c* para ir votar, passando pelo lugar-comum de a tropa e a Guiné é que era, até acabar em elucidações como a culpa é toda dos licenciados porque escolhem cursos sem saída, a culpa é dos licenciados que não procuram como deve ser, eu por exemplo procurei e num mês tive logo duas ofertas, a culpa é dos jovens, mais uma vez mimados, que dão o corpo ao manifesto no facebook, mas quero ver quantos lá aparecem prontos a partir tudo no dia da manifestação em si, preguiçosos, indolentes, isto e aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não são só os mais velhos que destilam fel sobre uma geração que, pelos vistos, não respeitam muito por motivos que nada têm a ver com a própria geração (o Ultramar, a falta de possibilidades para estudar quando se calhar até queriam, e de facto deve ser difícil assistir a hordas de pessoas que se vêm queixar depois de terem conseguido efectivamente tirar um curso, coisa que há uns anos atrás era, injustamente, só para alguns); mas, dizia, não são só os mais velhos, ressequidos e ressabiados, que se indignam contra esta geração que apelidam de "meninos mimados" - são, muitas vezes, os membros desta designada "geração à rasca" que se acham, por qualquer razão, moralmente superiores aos que se queixam, como se fosse sinal de fraqueza, torpeza ou cobardia alguém queixar-se de coisas que são notoriamente inaceitáveis. E, contra esta geração, insurgem-se também pessoas notoriamente privilegiadas, sem autoridade para dizer o que quer que seja pelo conforto que sempre detiveram, e que com nada contribuem sem ser com a imensa arrogância dos instalados na vida (vide &lt;a href="http://www.destak.pt/opiniao/87876"&gt;esta outra pérola&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de modo que o problema está precisamente aqui - na pouca inteligência que este debate sobre a geração à rasca tem revelado. Os problemas com que a minha geração se debate não são só problemas geracionais, são problemas infelizmente estruturais, endémicos, permanentes, que afectam não apenas os licenciados, mas todos os jovens e trabalhadores em geral. Fragmentar uma possível discussão e resolução do problema como se se tratasse de uma questão que afecta apenas uma geração é algo absolutamente estúpido, sem outra palavra que o possa descrever. Alguém pode encarar a precariedade dos licenciados, e/ou das pessoas que trabalham, como outra coisa senão como um atraso profundo que demorará anos a ser ultrapassado, se for ultrapassado de todo? De onde é que vai vir o dinheiro das reformas? O dinheiro para o sistema nacional de saúde? O dinheiro para a educação? O dinheiro para, em geral, gerir um país inteiro? De pessoas que fazem descontos de salários de 500 euros por mês ou menos? Vai lá, vai, como dizem, lá está, os jovens rascas. E, uma vez que falamos disto, que tipo de pessoas serão estas? A que tipo de escolas e educação tiveram acesso? Quantas línguas falam e onde as aprenderam? O que sabem, de facto, fazer? O que lhes ensinou a universidade, e que recursos tinha esta universidade? Que tipo de trabalho estão aptas a cumprir, e que tipo de trabalho conseguirão arranjar? Como é que um país que não investe em gente forte, qualificada, inteligente, se vai safar para conseguir ter gente forte, qualificada, inteligente para tomar decisões? A não ser, claro está, que achemos bem que aqueles que vêm de certos ambientes familiares, resguardados e privilegiados, façam a sua vida lá fora ou cá dentro, tanto faz, porque a eles tudo lhes correrá sempre bem, e os outros, os que apenas podem contar com os recursos públicos para fazer pela vida, se afundem no mundo de mediocridade e mediania a que certamente pertencerão, porque não vão conseguir acesso a mais - se a escola lhes passar a ensinar horários de comboio em vez dos Lusíadas, a cabeça não vai dar para mais. E é isto que, cada vez mais, se promove em Portugal, e é contra isto que, evidentemente, algo tem de ser feito - o protesto da Geração à Rasca é&amp;nbsp; um começo. Não o vejo como um movimento de meninos mimados (é preciso muita lata para chamar a esta gente que se desunha meninos mimados, mas pronto), mas sim como um começo para uma solução que se espera inteligente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pronto, isto vinha tudo a propósito da pobreza dos comentários no Público e de como devia haver uma moderação muito mais eficiente. Mais uma vez, destilei-me eu de toda a fel, mas assim como assim, isto é um bloguezinho pessoal, portanto posso vir para aqui escrever o que me apetecer em vez de abreviar tudo num comentário foleiro online. A quem leu até ao fim, o meu sincero obrigado e votos de uma boa continuação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-5933980431188596582?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/5933980431188596582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=5933980431188596582&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5933980431188596582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/5933980431188596582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/03/comment-is-free-but-facts-are-sacred.html' title='Comment is free, but facts are sacred'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-1785746186818861935</id><published>2011-02-28T22:43:00.000Z</published><updated>2011-02-28T22:43:03.052Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Different Class</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, afinal vou escrever mais qualquer coisa sobre Oscars e filmes, sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou uma pessoa que vive numa cidade onde se tem pouco contacto com multiplicidade étnica, pelo menos se compararmos com um sítio como Londres, por exemplo. Isso faz de mim alguém que, por mais que tente, é sempre um bocado entupida no que diz respeito a questões de variedade étnica e assim. No entanto, até eu noto certos exageros que irritam um tanto ou quanto, e entre esses exageros contam-se certos filmes que não pecam necessariamente por pouco multiculturalismo - pecam fundamentalmente por uma hegemonia notória ao nível de estilos de vida ou classe social. Não estamos apenas a falar de filmes exclusivamente compostos por actores brancos, destinados provavelmente a um público branco; estamos a falar de filmes compostos por actores não só brancos, como também lourinhos, de olhos claros, anglo-protestantes, os típicos "wasps" de alta burguesia. Consigo lembrar-me de dois exemplos flagrantes - aquela comédia com a Meryl Streep e o Alec Baldwin do ano passado, It's Complicated, em que toda a gente é tão flagrantemente branquinha e endinheirada que nos entra olhos adentro; curiosamente, a única morenaça deste filme, com um ar mais exótico e mais "estrangeiro", é a boazona que roubou o marido à Meryl Streep. Super-giro, este pormenor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro exemplo de que me lembro é o recente The Kids Are All Right, que entretém, mas que também é tão polidinho, tão burguesinho, que é impossível não reparar nisto. Pode ser um filme sobre lésbicas, mas não faz dele um filme especialmente interessante ou original. Talvez a ideia seja mesmo essa - demonstrar como um casal gay pode ser tão desinteressante, convencional e instalado como&amp;nbsp; qualquer outro casal heterossexual, branco, classe média alta. É o único substracto sociológico que eu estou mais ou menos a identificar, porque de outra forma o filme não tem grande graça. Há alguns pormenores neste filme que são tão indelevelmente marcados pelo factor "classe" que, mais uma vez, somos obrigados a reparar neles - o facto de Julianne Moore , a certa altura, despedir um pobre jardineiro mexicano, velhote e simpático, sem motivo nenhum, e isto ser apresentado como uma coisa normal; a mesma Julianne Moore, a certa altura, usa uma Tshirt que diz "Licée Français Los Angeles". Uma pessoa só se pode rir com isto - no caso de haver dúvidas, o cliché ficou esclarecidíssimo. Mas, como digo, é possível que isto tenha sido tudo feito de propósito, e que o filme seja precisamente uma inteira paródia a um certo estilo de vida que, à partida, é considerado "alternativo", mas que na verdade não é. Não sei, a minha vã filosofia não alcança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/02/13/movies/awardsseason/13movies.html"&gt;artigo muito interessante que se lê aqui&lt;/a&gt;, discute-se o facto de, no cinema americano, as questões de classe serem hoje em dia o que antigamente eram as questões de raça. Muito possivelmente, isto faz sentido. Estranhamente, a sensação que às vezes tenho é que podemos progredir muitíssimo ao nível de&amp;nbsp; liberdade, igualdade, fraternidade para que, como se diz num outro grande filme, tudo fique na mesma. É pena, mas eu devo estar errada, e espero bem que sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-1785746186818861935?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/1785746186818861935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=1785746186818861935&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1785746186818861935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/1785746186818861935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/different-class.html' title='Different Class'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-8840483464335971071</id><published>2011-02-28T12:52:00.000Z</published><updated>2011-02-28T12:52:35.753Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espectáculos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>O que não tenho a dizer sobre os Oscars</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou falar sobre os Oscars porque não tenho paciência para comentar os filmes nomeados, quase todos uma seca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria que os Coen ganhassem tudo e não ganharam nada. Eu, se fosse a eles, nunca mais punha lá os pés, como o Woody Allen, que tem mais que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve nomeações que não percebi de forma nenhuma, como por exemplo nomear o que quer que se relacionasse com um filmeco estilo "The Kids are All Right" ou o Inception por qualquer outra coisa que não se relacionasse com prémios técnicos. Também não percebo bem como é que a cinematografia de um filme com tanto efeito especial pode bem, bem ser avaliada e acabar por ganhar Oscar (refiro-me novamente a Inception).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vi o King's Speech; acredito que seja bonzinho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho nada a dizer dos vestidos e da moda, quase tudo feio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E enfim, em geral foi uma desilusãozita, uma coisa fraquinha, tal como no ano passado, mas desta vez foi pior porque o James Franco pode ser muito giro e muito bom actor, e eu até acho que é, mas não lhe custava nada ter feito uma forcinha e ter tirado o ar de enjoado que fez enquanto apresentou a cerimónia. Até tive pena da outra, a gritar e a destilar sorrisos por todo lado, para tentar compensar a tromba anódina do James.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que seca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pronto, isto é o que eu não tenho a dizer sobre os Oscars, porque o que tenho a dizer não é nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-8840483464335971071?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/8840483464335971071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=8840483464335971071&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8840483464335971071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/8840483464335971071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/o-que-nao-tenho-dizer-sobre-os-oscars.html' title='O que não tenho a dizer sobre os Oscars'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2376955426951122946</id><published>2011-02-27T20:55:00.000Z</published><updated>2011-02-27T20:55:07.917Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>15 minutos de arte na parede</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-UvStvgit1X4/TWq5hNKDeRI/AAAAAAAAA4A/9Ufu50mPl7I/s1600/AWdollar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-UvStvgit1X4/TWq5hNKDeRI/AAAAAAAAA4A/9Ufu50mPl7I/s320/AWdollar.jpg" width="254" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto, já vi o filme do Banksy, &lt;i&gt;Exit Through the Gift Shop&lt;/i&gt;. É giro, mas não aquilo de que eu estava à espera: ao invés de um comentário mais ou menos profundo sobre arte de rua, é um comentário mais ou menos profundo sobre a arte como um negócio. O homenzinho que teve a ideia de fazer o filme é um indivíduo francês, emigrado nos EUA, que se começou a interessar pelo grafitti, sem no entanto ter conseguido a inteligência suficiente para editar o material que recolhia e transformá-lo num verdadeiro documentário - isso só aconteceu porque Banksy decidiu intervir. No entanto, o que o tal homenzinho francês (cujo nome artístico é Mr Brainwash) conseguiu fazer foi produzir uma série de peças "de arte", assim muito pop culture e influenciadas pela arte de rua e tal, organizar uma enorme exposição e, porque conhecia o Banksy e foi ganhando alguma notoriedade à custa disso, atrair a atenção dos media. Resultado: no dia em que abriu a exposição, o tal Mr Brainwash tinha umas 2000 pessoas a fazer fila à porta, não pela qualidade da arte que se exibia, mas sim porque os jornais e a TV o tinham entrevistado e criado uma espécie de "hype" à volta de um homenzinho que era amigo do Banksy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é quase triste é constatar os comentários das pessoas que foram ver a tal exposição - ah, que interessante, ah, que giro, ah, eu só cá vim porque vi no LA Times e estou a adorar, acho que este artista tem algo a dizer sobre a cultura dos nossos dias, e etc. e tal. É dolorosamente óbvio que a última coisa que o homenzinho francês tem a dizer é "algo sobre a cultura dos nossos dias", aliás, é dolorosamente óbvio que ele tem muito pouco a dizer sobre o que quer que seja - é um tipo pouco esperto, que gosta de filmar umas coisas, é tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo que a conclusão que eu retirei deste interessante documentário é que é muito fácil enganar o povo - umas notícias no jornal, umas reportagens acertadas no programa de TV alternativo e da moda, ou no blogue certo, e qualquer zé-ninguém se põe a vender "arte" como se não houvesse amanhã. De facto, o Andy Warhol tinha toda a razão - como qualquer outro negócio, o que a arte precisa é da promoção certa e da cultura da celebridade. E se é ou não arte, não interessa assim tanto. Como qualquer outra coisa, é "vendável", como se diz agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, na verdade, esta questão não é nova, como o velho exemplo de Camilo Castelo Branco demonstra - porque tinha de ganhar dinheiro, escrevia noveletas. Isto diminui a grandeza de Camilo? Será que o Amor de Perdição ou o Calisto Elói são menos arte porque o seu autor teve de passar algum tempo a comprometer o seu talento para ganhar dinheiro? Não me parece. Toda a gente tem renda para pagar e é mesmo assim. Convém é que, em algum momento, o artista que é o verdadeiro artista consiga fazer alguma coisa de jeito, fora dos limites do dinheiro e do tempo, como o Serafim Saudade, por exemplo. Isso é só para alguns, mas vai acontecendo. Felizmente para todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2376955426951122946?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2376955426951122946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2376955426951122946&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2376955426951122946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2376955426951122946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/15-minutos-de-arte-na-parede.html' title='15 minutos de arte na parede'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-UvStvgit1X4/TWq5hNKDeRI/AAAAAAAAA4A/9Ufu50mPl7I/s72-c/AWdollar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-45521904249087070</id><published>2011-02-25T22:02:00.000Z</published><updated>2011-02-25T22:02:46.218Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabo de assistir a um magnífico exemplo de excelsa opinião por parte de dois comentadores na SicNotícias, Maria de Belém de um lado, e um indivíduo do PSD que agora não me lembro do nome, mas é que não me lembro mesmo; o que interessa é que este indivíduo, que comenta as escutas do Face Oculta, diz que "estranha esta ânsia de matar uma Inês que não está em Alcobaça, está viva, porque as escutas existem e continuam a existir" , ao que Maria Belém replica "mas olhe que a Inês quando morreu não estava em Alcobaça, estava na Quinta das Lágrimas", respondendo logo o outro, "mas foi para Alcobaça depois, como sabe", "jazente", retorte a outra, "jacente, sim", diz-lhe ele, e ficam ali a discutir a problemática da jazente e/ou jacente Inês de Castro em Alcobaça e/ou Coimbra. O do PSD remata que gosta "de os ver os dois juntos em Alcobaça".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Inês, diz que é as escutas. D. Pedro não sei o que é. Alcobaça e a Quinta das Lágrimas também não, mas começo a calcular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que comédia de enganos tão gira. Gosto muito de ver televisão e as notícias, é sempre tão divertido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-45521904249087070?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/45521904249087070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=45521904249087070&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/45521904249087070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/45521904249087070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/acabo-de-assistir-um-magnifico-exemplo.html' title=''/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-583332816968702583</id><published>2011-02-24T19:56:00.000Z</published><updated>2011-02-24T19:56:13.909Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>Nada temos a declarar senão o nosso génio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser humano é uma máquina de linguagem impecável. Passamos a nossa vida toda a fazer uma coisa sofisticadíssima, complicadíssima e extraordinária e nem sequer nos apercebemos disso - produzimos frases novas, originais, coerentes, a cada segundo, e dizêmo-las ou pensamo-las (que forma verbal esquisita) automaticamente, sem esforço, como se fosse parte integral de nós. E é mesmo. A partir do momento em que adquirimos uma língua, ou várias línguas (nas quais se incluem as línguas gestuais, obviamente), o nosso cérebro programa-se para um conjunto de sons, regras morfológicas, lexicais e sintácticas e combina todas estas regras complicadas, dificílimas, como se fosse a coisa mais fácil do mundo, e é isso que nos permite falar uma língua. É um processo complexo, sofisticado (quem estuda sintaxe, e quem como eu foi obrigada a estudar sintaxe e a levar com o Chomsky sem nunca perceber bem daquilo, tem uma perfeita ideia da imensa complexidade que esta faculdade mental da linguagem, que esta máquina de formar frases, representa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XEHX7cX6F3A/TWaxtCubsqI/AAAAAAAAA38/9M3oYGKuDKU/s1600/pic1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://3.bp.blogspot.com/-XEHX7cX6F3A/TWaxtCubsqI/AAAAAAAAA38/9M3oYGKuDKU/s320/pic1.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Isto é uma descrição (uma suposição teórica, vá) sobre o que se passa na nossa cabecinha de cada vez que nos dá para produzir uma frase com aquelas coisas que a gente designa por sujeito e predicado e assim. A coisa vai muito mais longe do que isso, como ilustra este excerto mínimo do Programa Minimalista do Chomsky. Ah, pois, o pessoal de línguas é muito burro e vai para Letras para fugir à Matemática. Seja). E, dizia eu, sem me aventurar por descrições científicas que não consigo explicar nem sequer compreender devidamente, que a sintaxe é só para o pessoal esperto e não para mim, este tal processo de produção linguística é mesmo tecnologia de ponta, chamemos-lhe assim, e no entanto todos nós passamos por ele a cada minuto das nossas vidas, sem percebermos que somos todos uns génios absolutos. É que somos mesmo.&lt;br /&gt;No vídeo abaixo, explica-se como os bebés, desde tenra idade, começam imediatamente a identificar os sons da língua a que têm acesso, passando a, estatisticamente, distinguir os sons da língua que será a sua de sons de outras línguas, que passarão a ser indecifráveis à medida que forem crescendo. Numa fase inicial, no chamado "período crítico", os bebés ainda se encontram a fazer a selecção dos sons que irão reconhecer como seus - assim, como se diz no vídeo, nascemos todos como "cidadãos do mundo" e acabamos como produto da nossa cultura, isto é, como falantes apenas&amp;nbsp; da língua, ou das línguas, que a nossa cultura nos dita. A capacidade inata e livre de aprender qualquer língua do mundo, e que detemos enquanto bebés, é necessariamente perdida quando crescemos e acabamos por limitar a nossa capacidade mental e física apenas às línguas que efectivamente aprendemos. É mesmo assim, a sociedade domina-nos e não dá para aprender as línguas todas do mundo, por mais desejável que isso seja. O nosso cérebro é um génio, mas com calma. &lt;br /&gt;No entanto, devo dizer que neste momento, em que estou a pensar nisto, sinto-me como o Descartes no século XVII, no esplendor do Racionalismo, deslumbrado pela máquina perfeita, complexa, que é o Homem. E um dos melhores exemplos disto é o facto de falarmos uma língua - uma coisa tão complicada e que, no entanto, tornamos tão simples todos os dias. De modo que há que aproveitar a liberdade de poder falar uma língua, e de aprender várias línguas. Alarga-nos o mundo. Dá-nos pensamento.&lt;br /&gt;Eh pá. De facto, "no que concerne" à problemática da língua, fico sempre fascinada, não há volta a dar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="326" width="446"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/PatriciaKuhl_2010X-medium.flv&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PatriciaKuhl-2010X.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=1075&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=patricia_kuhl_the_linguistic_genius_of_babies;year=2010;theme=how_the_mind_works;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_tedx;theme=words_about_words;event=TEDxRainier;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/PatriciaKuhl_2010X-medium.flv&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PatriciaKuhl-2010X.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=1075&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=patricia_kuhl_the_linguistic_genius_of_babies;year=2010;theme=how_the_mind_works;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_tedx;theme=words_about_words;event=TEDxRainier;"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-583332816968702583?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/583332816968702583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=583332816968702583&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/583332816968702583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/583332816968702583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/nada-temos-declarar-senao-o-nosso-genio.html' title='Nada temos a declarar senão o nosso génio'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XEHX7cX6F3A/TWaxtCubsqI/AAAAAAAAA38/9M3oYGKuDKU/s72-c/pic1.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-2761026824873505704</id><published>2011-02-24T18:40:00.000Z</published><updated>2011-02-24T18:40:31.893Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>"Isso dos nazis, eu não tenho nada contra..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estação dos Correios onde eu costumo ir é muito pequena e só tem duas pessoas a atender. É patusca e nunca me desilude - é fonte constante de entretenimento. Por detrás do balcão estao um rapaz novo e uma senhora aí de uns 50 anos, que se tratam por tu e inventam conversas para afugentar o tédio. Estão tão habituados a falar um com o outro que até se esquecem dos clientes que ali estão a ouvir tudo o que eles dizem, de modo que é possível chegar lá e, por exemplo, ouvir a senhora de 50 anos a tentar ser espirituosa e fazer jogos de palavras com o número "três", que é um número que ela ainda detém e bem, ao que o rapaz lhe responde "olha, só se for nos ouvidos", e há que dizer que este pequeno diálogo dá logo muita vontade de rir, assim revisteiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. No outro dia, tive de ir outra vez à pequena estação de Correios e lá estava o rapaz de um lado, a senhora do outro, embrenhados em conversa e mal olhando para mim, mas eu também estava ocupada a preencher a papelada toda que se tem de preencher quando se envia essa entidade sofisticadíssima que é a chamada "carta registada com aviso de recepção". O que preocupava o rapaz nesse dia era uma senhora que tinha passado por lá e que tinha dado ao filho o nome de Adolfo. O rapaz comentava, "ah, é que isso dos nazis, quer dizer, eu não tenho nada contra, mas... dar ao filho o nome de Adolfo, quer dizer... pronto, eu não tenho nada contra, mas..." e reticências e discurso entrecortado, até finalmente rematar com a magnífica expressão "cada um é como cada qual".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo dizer que adoro esta moderaçãozinha, esta contençãozinha, que as pessoas às vezes acham que devem adoptar. "Isso dos nazis, não tenho nada contra" - ah, sim? Olhem que posição tão respeitável. Que boa educação exemplar. Somos todos iguais, "cada um é como cada qual", pois claro, portanto não há que discriminar ninguém com base nessa coisa muitíssimo respeitável que é a "opinião",&amp;nbsp; qualquer que ela seja. Qual é o problema se a minha opinião for a favor dos nazis? Nenhum, claro. Não há que ter nada contra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As reticências são dos sinais de pontuação que mais me irritam. A insinuação vaga que deixam no ar, a falta de incisão, o refúgio que permitem, a falta de compromisso - "eu não tenho nada contra, mas...", este "mas" deixado assim no ar sem concretizar o argumento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a mim, tenho tudo contra. Se cada um é como cada qual, o problema é deles. Não os torna respeitáveis, ou por outra - podem ser respeitáveis, a opinião deles é que não é. O rapazinho dos Correios devia pensar menos em reticências e mais em pontos finais. É a minha opinião.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-2761026824873505704?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/2761026824873505704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=2761026824873505704&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2761026824873505704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/2761026824873505704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/isso-dos-nazis-eu-nao-tenho-nada-contra.html' title='&quot;Isso dos nazis, eu não tenho nada contra...&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3614583834748817475</id><published>2011-02-21T22:34:00.000Z</published><updated>2011-02-21T22:34:16.192Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>Vou falar imenso de "peças" porque às vezes me falta inspiração e pá, apetece-me agora perder tempo com futilidades.</title><content type='html'>A peça básica que eu recomendaria para qualquer mulher, mas mesmo daquelas peças básicas sem as quais não se pode de forma nenhuma sair à rua, é esta:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PtXRN0sV60Y/TWLfP1u06-I/AAAAAAAAA3s/LYjOWU_Toyw/s1600/VWfreakyjacket.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-PtXRN0sV60Y/TWLfP1u06-I/AAAAAAAAA3s/LYjOWU_Toyw/s1600/VWfreakyjacket.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Freaky jacket, de Vivienne Westwood, à venda por muitíssimas libras na loja on-line da designer. Uma peça básica. É que eu não passo sem longos casacos pretos, tenho uma espécie de fetiche. É assim. E não há que ter medo de usar preto - o que interessa é que o corte seja impecável. Uma peça preta de bom corte é insuperável. Que isto fique bem claro antes de prosseguirmos. &lt;br /&gt;A nível de sapatos, deixem cá ver o que é que me apraz em termos de calçado, assim um item sem o qual não me sinto gente... penso que terá de ser este itenzito:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PxHPLrXudL4/TWLhGbONLpI/AAAAAAAAA3w/QSI36was7fw/s1600/FifiLouboutin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://3.bp.blogspot.com/-PxHPLrXudL4/TWLhGbONLpI/AAAAAAAAA3w/QSI36was7fw/s320/FifiLouboutin.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Não percebo como é que se pode ter um guarda-roupa sem um par destas belezas. É que é inacreditável como é que há gente que não tem, não é? Ah, ah, ah.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Bom, e como todas sabemos, com um casaco básico e um par de sapatos básicos, estamos vestidas. Mas tentemos ir um pouco mais longe e pensemos em acessórios. Os acessórios são tão importantes como a roupa em si, são aquelas peças que dão verdadeiramente o toque especial e a identidade a qualquer mulher. Daí ser muito importante saber escolher bem a "mala", por exemplo. Aqui, não queremos uma coisa muito ostensiva, que facilmente resvala para o bimbo, como por exemplo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kjgTLArly8o/TWLi4aYssnI/AAAAAAAAA30/rHuGJWSQCl0/s1600/Birkin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-kjgTLArly8o/TWLi4aYssnI/AAAAAAAAA30/rHuGJWSQCl0/s320/Birkin.jpg" width="289" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem, uma Birkin? Não, não, não, não, meninas, há que desmistificar a Birkin. A Victoria Beckham tem várias - ok? Sem comentários. A Birkin pode ser duradoura, sim, mas destila dinheiro de uma forma muito nova-rica, por ter sido açambarcada por tudo o que é americana loura com 15 minutos de fama. Muito má escolha. Porém, há uma fácil solução, uma solução em que nunca ninguém parece pensar e que resolve este imenso, enorme problema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kl_91uWW3PU/TWLkgp_U1II/AAAAAAAAA34/tp5SZNvQWT4/s1600/Kellymala.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-kl_91uWW3PU/TWLkgp_U1II/AAAAAAAAA34/tp5SZNvQWT4/s320/Kellymala.jpg" width="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;A mala Kelly, igualmente da nossa amiga e indispensável Hermès! Tão mais subtil, com tão mais bom-gosto, mais refinada, clássica, aquilo que em inglês a gente designa por "understated" - mas mais do que suficiente para fazer toda uma toilette. Passem pelo Chiado, pequenas, passem pelo Chiado e logo vêem a diferença. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai, e outra coisa, é muitíssimo importante não ceder à tentação de: combinar mala com sapatos, é super demodé, é coisa de Rainha de Inglaterra no mau sentido, já não cabe na cabeça de ninguém; usar óculos escuros muito grandes; usar muitas pulseiras a chocalhar num só pulso, é de pobre (optem por uma coisa simples de prata ou ouro antigo, e se não tiverem aproveitem os saldos até ao fim desta semana); usar a mala pendurada no braço, à Paris Hilton - ou penduram no ombro, ou seguram numa mão; pendurada no bracinho é bimbo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes são os meus conselhos de moda, pequenas coisas que todos os dias tento fazer para me sentir melhor, mais mulher, mais feliz, e por isso pensei que as queridas leitoras iriam gostar também. Gosto muito de me sentir útil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhem, a culpa não é minha de andar sem inspiração nenhuma, já disse muitas vezes que não sei escrever bem exactamente por causa disso, porque dependo exclusivamente da inspiração que não consigo controlar, e portanto este post é o que é e acabou. Ao menos escrevi qualquer coisa, e sinceramente, nem tudo foi assim tão parvo. Pronto. Já não tenho mais desculpas, se não quiserem não leiam, que eu compreendo e até apoio. Um grande bem-haja e continuação de uma boa noite para todos, com muita paz, e amanhã um bom dia de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem outro assunto, subscrevo-me atenciosamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3614583834748817475?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3614583834748817475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3614583834748817475&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3614583834748817475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3614583834748817475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/vou-falar-imenso-de-pecas-porque-as.html' title='Vou falar imenso de &quot;peças&quot; porque às vezes me falta inspiração e pá, apetece-me agora perder tempo com futilidades.'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PtXRN0sV60Y/TWLfP1u06-I/AAAAAAAAA3s/LYjOWU_Toyw/s72-c/VWfreakyjacket.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-380906794216896370</id><published>2011-02-19T21:11:00.000Z</published><updated>2011-02-19T21:11:55.657Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritores'/><title type='text'>Uma aventura na Segurança Social</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b1GNZpu_yU4/TWAxKKT2jpI/AAAAAAAAA3o/mqPcEl28Tf8/s1600/EAllanPoe.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-b1GNZpu_yU4/TWAxKKT2jpI/AAAAAAAAA3o/mqPcEl28Tf8/s1600/EAllanPoe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noutro dia, tive de me dirigir à chamada "Segurança Social". Cheguei lá e disse-me a Segurança Social, "olhe, agora sente-se ali numa cadeira e espere. Ainda tem 90 pessoas à frente" - eu fiquei chocada durante uma hora, em estado catatónico, quase sem me conseguir mexer ou falar. Quando voltei a mim, ainda só tinham passado três senhas. Estavam 87 pessoas à frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao pé de mim estavam dois ucranianos. Não percebi o que eles diziam. Na fila à frente, estava um senhor brasileiro com a filha ao colo a gritar pela avó. A Segurança Social&amp;nbsp; (doravante SS) disse-lhe para estar calada, porque o barulho daquela sala encafuada e saturada de calor desconfortavelmente humano começava a ser muito. A criança começou a chorar, mas desta vez baixinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, entrou um senhor novo e tirou senha. Perguntou quanto tempo demoraria a ser atendido. A SS disse-lhe que não fazia ideia nenhuma. O senhor novo começou a falar com uma outra senhora que ele conhecia e que já lá estava há 4 horas. Ela disse-lhe que estava ali porque recebia 370 euros por mês e que ia perder um subsídio qualquer que também recebia da SS - esta última virou-se para a mulher e sorriu-lhe malevolamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Depois, assim sem mais nem menos, a SS começou a chamar pessoas para dentro de uma sala. Iam aos grupos de dez. As pessoas entravam para as salas e ninguém as via sair. De meia em meia hora, a Segurança Social chamava novos grupos de dez pessoas para salas recônditas. Abria porta apenas o suficiente para as pessoas entrarem e não se conseguia ver nada lá para dentro, apenas escuridão. Ninguém pedia livro de reclamações, toda a gente se limitava a entrar, e quase todos pareciam aliviados por estar a acontecer qualquer coisa, como se aquilo lhes justificasse a longa espera.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando chegou a minha vez, fiquei com muito medo, mas afinal aquilo não era nada de especial,: entrava-se na sala, estava tão escuro que nem víamos por onde íamos, e de vez em quando sentia-se alguém escorregar por um vácuo fundo e húmido. Quando os meus olhos se habituaram à negritude, vi um grande poço no chão, uma enorme boca fumegante, que era por onde as pessoas que não tinham tacteado juntinho à parede haviam escorregado. Olhando para o tecto, vi um ameaçador pêndulo cortante, que balouçava de um lado ao outro da estreita sala e que ia descendo lentamente. Houve pessoas que se atiraram logo poço abaixo, porque se calhar se enervaram, mas isso foi estúpido, porque saíram dali sem informação nem subsídio, e para isso mais valia nem terem ido à SS. Alguns, antes de se atirarem, ainda perguntavam aos outros se queriam ficar com a senha deles, para o caso de terem um número mais adiantado. À conta disso, fiquei com uma senha dez números à frente da minha o que, contando com os que tinham desistido e atirado poço abaixo, já me oferecia uma vantagenzita simpática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irrita-me um tanto ou quanto ficar à espera, mas não havia nada a fazer, porque já se sabe que, quando se vai às repartições públicas, é mesmo assim. O único problema que via ali era o pêndulo, que continuava a descer, e tinha muito ar de aleijar. As outras pessoas também começavam a recear o mesmo, e eu dei por mim a desejar que considerassem a opção do poço, porque era menos gente à frente e eu estava mesmo a precisar de me despachar para ir almoçar. Mas aquilo não atava nem desatava, e a SS não estava a chamar nenhuma senha nova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi aí que eu me lembrei de uma coisa brilhante. Comecei aos gritos, "olhe, se faz favor, eu quero mas é o livro de reclamações!". A SS entrou na sala, muito séria. Trazia um livro amarelo debaixo do braço. Tentou sorrir, amareladamente. Perguntou-me, "mas quer o livro de reclamações só por causa disto?", e eu respondi que sim. A SS deu-me tudo o que eu quis e deixou-me sair da sala. Fui atendida à frente dos outros todos, que ficaram ali a olhar para o pêndulo, mas a culpa não foi minha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que as pessoas deste país não reclamam e depois é isto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-380906794216896370?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/380906794216896370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=380906794216896370&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/380906794216896370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/380906794216896370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/uma-aventura-na-seguranca-social.html' title='Uma aventura na Segurança Social'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b1GNZpu_yU4/TWAxKKT2jpI/AAAAAAAAA3o/mqPcEl28Tf8/s72-c/EAllanPoe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-4187584763406200146</id><published>2011-02-17T23:14:00.001Z</published><updated>2011-02-18T21:44:40.444Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessimismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>As palavras do profeta estão nos muros?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exit Through the Gift Shop é um documentário de Banksy sobre o grafitti e a arte de rua. Não sei se é bom, se é mau, mas sei que está nomeado para Óscar. O que parece quase uma contradição nos termos - Banksy, absolutamente zeloso e protector da sua identidade, e a exuberância do fenómeno global que são os Óscares. Resta saber se o artista vai mesmo aparecer na cerimónia, mas parece que não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.slate.com/id/2254894/"&gt;Aqui&lt;/a&gt; pode ler-se uma reportagem, quanto a mim interessante, da validade que a arte de rua ainda tem - ou não. Mais do que isso, questiona-se se a arte de rua (que deveria ser, na sua essência, marginal) ainda é efectivamente marginal, considerando que artistas como Banksy são agora conhecidíssimos, vendidos em galerias, reproduzidos, enfim, absorvidos pelo mainstream. Por exemplo, uma pessoa como eu, que não sabe quase nada de graffiti, conhece o trabalho do Banksy desde há muito, e gosta, e isto porque há livros, reproduções, museus, que exibem o mesmo trabalho. Ou seja, não é efectivamente necessário contactar com arte de rua no elemento a que esta primordialmente pertence - na rua. Quanto mais notoriedade, menos rua. Até que ponto, então, é a arte de rua ainda da rua e cada vez mais de museu, de galeria, domesticada?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faço intenções nenhumas de responder a esta pergunta, porque infelizmente não sei nada sobre este assunto. O que me parece, porém, é que além da criatividade óbvia que esta arte ainda tem (exemplo:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XNlift7stA0/TV2o_kKhABI/AAAAAAAAA3k/XrdJQph1oXo/s1600/GoyaClown.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-XNlift7stA0/TV2o_kKhABI/AAAAAAAAA3k/XrdJQph1oXo/s320/GoyaClown.jpg" width="183" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vi isto em Londres, e infelizmente já está tapado por outras coisas, pelo menos no sítio onde o vi, mas fiquei muito contente por ter conseguido apanhar uma foto na internet), também me parece que o grafitti continua a cumprir um papel importante de protesto, de contestação, de voz anti-sistema que é necessária. Lembro-me de um dito enorme escrito numa rua ali na zona de Campolide (não me lembro do nome da rua, acho que é aquela que a gente apanha para ir para a Praça de Espanha, mas se calhar é uma qualquer que vai para as Amoreiras, enfim, é por aí) que reza: "Precários nos querem, rebeldes nos terão". Se calhar é propaganda a algum partido -&amp;nbsp; também não me lembro. Lembro-me é desta frase e de gostar de a ler cada vez que a vejo, independentemente do possível partido que a patrocina. Estou a marimbar-me para o partido, o que me interessa é que, como cantavam Simon &amp;amp; Garfunkel, "the words of the prophet are written on the subway walls". Eu espero bem que ainda seja assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A canção dos Deolinda precisa de vozes nas paredes, para dar uma ajudinha. Eu, se tivesse mais jeitinho para o desenho, era o que fazia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/GTlm6dU2xHk" title="YouTube video player" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-4187584763406200146?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/4187584763406200146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=4187584763406200146&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4187584763406200146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/4187584763406200146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/as-palavras-do-profeta-estao-nos-muros.html' title='As palavras do profeta estão nos muros?'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XNlift7stA0/TV2o_kKhABI/AAAAAAAAA3k/XrdJQph1oXo/s72-c/GoyaClown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3636243991373577809</id><published>2011-02-14T23:44:00.000Z</published><updated>2011-02-14T23:44:36.569Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>Palavra da semana que me intriga: "mica"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pede-se aos utentes para deixarem os boletins de vacinas nas &lt;i&gt;micas&lt;/i&gt; numeradas"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Preciso de pôr estes documentos numa &lt;i&gt;mica&lt;/i&gt;, que é para não os perder"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Porque é que não pões as folhas naqueles dossiers com &lt;i&gt;micas&lt;/i&gt;, que é para não se dobrarem?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas as bizarrias exuberantes da língua portuguesa, esta é com certeza das mais feias e das mais cómicas. Mica. Mica. Mas quem é que se lembrou disto? Qual era o problema de dizer "folha plastificada", por exemplo, que sempre tem alguma dignidade, por pouca que seja? Agora "mica" é coisa sem dignidade nenhuma, sem ponta por onde se lhe pegue, parece sinónimo de palavras ao nível de "caganita" que, como sabemos e bem, são de enxovalho. Mica. Alguém percebe isto? Eu não, e duvido que um dicionário etimológico me vá ajudar nesta problemática - é uma sensação que eu tenho, que não vai ajudar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai, agora vou ali que preciso de comprar umas &lt;i&gt;micas&lt;/i&gt;. Umas micas. Não percebo isto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mica. Quase tão estranho como "cunhado". Acho "cunhado" uma palavra estranhíssima, parece que se está a falar de um mafioso - "ah, eu e o meu cunhado arranjámos um negóciozito, comprámos umas casitas", sei lá, parece que se está envolvido numa associação manhosa em que "cunhado" é um título hierárquico. "Eh pá, agora vou ali de férias com a minha mulher e o meu cunhado e a mulher dele" - soa tão manhoso. A culpa não é de quem tem cunhados e tem de usar o duvidoso vocábulo, evidentemente. Mas é palavra a evitar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente, a língua portuguesa é um esplendor, mas não é feliz no que respeita a designações de parentesco - genro, nora, sogro, "cunhado", etc. Raramente se ouvem palavras mais feias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À excepção de "mica". Mica. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3636243991373577809?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3636243991373577809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3636243991373577809&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3636243991373577809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3636243991373577809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/palavra-da-semana-que-me-intriga-mica.html' title='Palavra da semana que me intriga: &quot;mica&quot;'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1197515149961131510.post-3229355717853020776</id><published>2011-02-14T19:47:00.000Z</published><updated>2011-02-14T19:47:16.188Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miscelânea'/><title type='text'>As varandas dos outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou uma pessoa que nunca lava as varandas. Os meus vizinhos, no seu aprumo burguês que não posso senão respeitar e, de certo modo, até invejar, têm sempre as varandas impecáveis. Sempre que vou à janela, aproveito para dar uma espreitadela e lá estão elas, as varandas dos outros, reluzentes, brancas, com uma plantinha bem regada, ou uma roupinha bem lavada a secar, ou uma cadeirinha que nunca é usada, evidentemente - mas está lá, e isso é que importa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As minhas varandas, não. Estão sempre sujas. O pó acumula-se e deixa manchas negras que se misturam com o verdete da humidade e sim, de certo modo aceito que apelidem isto de "nojento", mas para mim não é, para mim costumava ser um sinal da minha individualidade, da mesma forma que o Nicholas Cage tinha aquele casaco pele de cobra no Wild at Heart e andava sempre com ele, porque dizia que o blusão era o símbolo da sua liberdade e individualidade. As minhas varandas sujas eram assim, era eu a dizer aos meus vizinhos e consequentemente ao mundo - "vocês não pensem que eu tenho as vossas vidinhas simples, vidas em que há tempo e espaço mental para andarem a pensar em limpar varandas; eu não, eu sou uma pessoa diferente, uma pessoa que pensa noutras coisas, como diz o Lobo Antunes, tenho lá tempo para me preocupar com varandas", e este raciocínio adensava-se numa espiral louca que chegou a um ponto em que as varandas quanto mais sujas melhor, até tudo culminar num outro ponto em que eu olhei para as mesmas varandas e me vi impossibilitada de pôr o pé lá fora. Chegada a este estado, eu, que me considero uma pessoa higiénica, uma pessoa com certas exigências, fui obrigada a reconhecer que seria bom dar uma limpezazita às varandas, limpeza essa que se concretizou com engenho e arte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora vem esta chuva parva, intolerável, gélida, este vento das profundezas do Inverno, e tem uma pessoa de ver todo o seu esforço deitado por terra, as varandas todas as sujas outras vez. Até tenho vontade de chorar - porque fui eu comprometer, ofender os meus valores e individualidade, a minha luta contra o conforto burguês domingueiro da varanda lavadinha com a plantinha bem regada, a alcatifa bem aspirada, o bibelot, o naperon, o Volkswagen bem esfregado com matrícula "2010", que só não é 2011 porque o imposto subiu e toda a gente se pôs a comprar em 2010 e assim se vê os problemas que atravessamos com a crise, dizia, o serviço de cozinha, o faqueiro, roupa interior passada a ferro? Para que fui eu lavar varandas para me aproximar deste estilo de vida, inconscientemente, é certo, mas de qualquer modo foi o que fiz? Para vir a chuva e gozar com a minha cara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um castigo da Natureza. É o mundo a dizer-me: "bem feita, não és coerente, dizes mal dos burgueses e depois queres ser igual, e agora é isto que te acontece, vem a chuva e estraga-te as varandinhas todas, as mesmas que tu não tiveste coragem para deixar sujas. Devias ter vergonha. Porque é que não vais para o Colombo ao fim-de-semana? Não te ponhas com coisas, que o que tu queres ser eu, ir para a Fnac a rebentar de gente, ir para o Continente, se fores com crianças vais àqueles PlayCentres ou sei lá - ou achas que és melhor do que isso, minha pretensiosa?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu respondo - sim, acho que sou. Mas sei que não sou. São as terríveis contradições do ser humano, a espinhosa escolha entre aquilo que nos torna melhores mas nos faz sentir pior e aquilo que nos torna piores mas nos faz sentir melhor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eh pá, conclusão: quando esta chuva acabar, nunca mais volto a limpar varanda nenhuma. Os vizinhos que se esfalfem nas deles. Eu penso noutras coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1197515149961131510-3229355717853020776?l=ruadaabadia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/feeds/3229355717853020776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1197515149961131510&amp;postID=3229355717853020776&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3229355717853020776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1197515149961131510/posts/default/3229355717853020776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadaabadia.blogspot.com/2011/02/as-varandas-dos-outros.html' title='As varandas dos outros'/><author><name>Rita F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02775105260497681120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4L-eNeq6Uws/SSNL1jHLpkI/AAAAAAAAAHA/py1RVN8XiPw/S220/Louise.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
